Falha na continuidade do tratamento e comunicação entre veterinários WeVets para cão com ansiedade

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São Paulo - SP

29/05/2026 às 13:30

ID: 250042519

Meu cachorro, Theodoro, foi resgatado por mim em *****. Desde então, venho investindo em acompanhamento comportamental para tratar seu quadro de ansiedade, especialmente ansiedade por separação, insegurança e dificuldades durante passeios.

Ao longo desse processo, busquei auxílio de adestradores e médicos-veterinários. Antes da introdução de medicação controlada, foram tentadas alternativas como Calmin, suplementos à base de triptofano e florais, sem resultados satisfatórios. Em conjunto com uma adestradora comportamentalista e um veterinário, decidiu-se iniciar tratamento com amitriptilina em *****, inicialmente na dose de 25 mg a cada 12 horas e posteriormente ajustada para 50 mg a cada 12 horas. O tratamento foi mantido de forma contínua desde então.

Após retornar ao plano da WeVets, passei a realizar as consultas necessárias para obtenção das receitas. No entanto, comecei a perceber um problema recorrente: a falta de continuidade entre os atendimentos. Em praticamente todas as consultas, preciso explicar novamente todo o histórico do Theodoro, incluindo tratamentos já realizados, medicamentos utilizados e orientações recebidas anteriormente. Em diversas ocasiões, fui informado pelos próprios profissionais que não conseguiam visualizar adequadamente os registros anteriores ou não tinham acesso ao histórico completo do paciente.

Essa situação gera a sensação de que cada consulta começa do zero, sem que haja integração entre os profissionais da própria rede. Como consequência, frequentemente recebo orientações diferentes dependendo do veterinário que realiza o atendimento.

Recentemente, ao solicitar uma nova receita da amitriptilina, enfrentei um problema adicional. Em uma consulta anterior, a farmácia recusou a receita emitida devido ao modelo utilizado. Ao retornar à clínica para resolver a situação, solicitei a possibilidade de retirar as receitas mensalmente sem a presença do Theodoro, uma vez que se trata de um medicamento controlado e que eu precisaria retornar periodicamente.

Na ocasião, fui informado pela própria equipe da WeVets de que poderia comparecer sem o animal para solicitar as receitas subsequentes, desde que mantivesse o acompanhamento necessário. Com base nessa orientação, organizei a continuidade do tratamento.

Essa solicitação não foi feita por conveniência. O Theodoro possui grande dificuldade para sair de casa devido ao seu quadro comportamental. Durante os passeios, ele frequentemente entra em estado de intensa agitação ao encontrar outros cães, realiza puxadas muito fortes na guia e chega a se machucar. Cada deslocamento representa uma situação de elevado estresse para ele.

Quando retornei posteriormente à unidade do Jabaquara para solicitar uma nova receita, fui surpreendido com a informação de que ela não seria emitida porque a receita anterior possuía mais de um mês, embora a diferença fosse de apenas quatro dias.

Procurei explicar a situação e fui atendido por *****, que se apresentou como supervisora da unidade. Relatei as dificuldades enfrentadas pelo Theodoro, o histórico do tratamento e a orientação anteriormente recebida de que eu poderia comparecer sem o animal. No entanto, senti que minhas explicações não foram consideradas. A única resposta recebida foi que eu precisaria trazer o cachorro de qualquer forma.

Diante disso, fui obrigado a voltar para casa, buscar o Theodoro e retornar à clínica, submetendo-o justamente a uma situação de estresse que eu vinha tentando evitar.

Após retornar à unidade, fui atendido pela veterinária *****. Durante a consulta, ela informou que providenciaria a receita e se ausentou da sala. Permaneci aguardando por mais de trinta minutos acreditando que a documentação estava sendo preparada.

Ao final da espera, fui informado de que a receita não seria emitida. A veterinária afirmou que não costuma prescrever amitriptilina para seus pacientes. Inicialmente, sugeriu o uso de Serenlac e recomendou acompanhamento com veterinário comportamentalista. Também mencionou posteriormente a possibilidade de utilização de quetiapina.

Durante a consulta, expliquei novamente que o Theodoro já havia passado por diversas tentativas terapêuticas antes da introdução da amitriptilina, incluindo Calmin, triptofano e florais, sem resultados satisfatórios. Ainda assim, senti que todo o histórico do caso foi desconsiderado.

Quero deixar claro que não questiono a autonomia técnica da profissional nem seu direito de propor uma conduta diferente. O ponto central da minha reclamação é a forma como a situação foi conduzida.

O Theodoro utiliza amitriptilina continuamente desde *****. Apesar disso, não foi apresentado qualquer plano estruturado de transição, desmame ou substituição do tratamento. A simples recusa em renovar a receita ocorreu sem uma proposta clara que garantisse a continuidade segura do acompanhamento.

Além disso, a postura adotada tanto pela veterinária ***** quanto por ***** foi marcada por falta de acolhimento diante de uma situação que envolvia um animal em tratamento contínuo e com histórico conhecido de ansiedade.

Toda essa experiência reforçou uma percepção que já vinha se formando ao longo dos atendimentos realizados pela WeVets: falta de alinhamento entre os profissionais, orientações contraditórias, dificuldade de acesso ao histórico clínico dos pacientes e ausência de continuidade assistencial.

Minha reclamação não se refere apenas à negativa de uma receita. Ela se refere à falha na comunicação entre profissionais da rede, à descontinuidade do acompanhamento, às informações conflitantes fornecidas ao cliente e à falta de empatia diante de uma situação que impacta diretamente a saúde e o bem-estar do meu cachorro.

Solicito que a Ouvidoria analise o caso, especialmente em relação ao acesso ao histórico clínico dos pacientes, à continuidade de tratamentos já estabelecidos, à comunicação interna entre os profissionais da rede e aos procedimentos adotados quando existe divergência de conduta médica. Entendo que opiniões técnicas podem variar, mas acredito que mudanças em tratamentos de longo prazo devem ser conduzidas de forma planejada, transparente e segura, sempre priorizando o bem-estar do animal.

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Resposta da empresa

02/06/2026 às 14:21

Olá, Rennan! Tudo bem?
Agradecemos por nos contatar e por compartilhar a sua experiência. Lemos tudo com muita atenção e queremos que saiba que tudo o que sentiu é completamente válido para nós.
Ficamos felizes em saber que o Theodoro seguirá com acompanhamento especializado com o médico-veterinário comportamentalista, e torcemos muito para que o tratamento evolua com segurança e tranquilidade!
Gostaríamos de esclarecer que todas as condutas adotadas pela nossa equipe seguem rigorosamente os protocolos estabelecidos pela nossa rede, que têm como único objetivo garantir a saúde e o bem-estar do seu pet. Para a continuidade segura de tratamentos com medicações de uso contínuo e controle especial, é indispensável que o paciente seja avaliado regularmente pelo médico-veterinário comportamentalista ou clínico geral responsável pelo acompanhamento do caso.
Informamos ainda que a cortesia da consulta com o nosso médico-veterinário comportamentalista possui vigência de 180 dias corridos a partir desta data, e permanece à disposição sempre que desejar utilizá-la.
Conforme tratado por e-mail, encaminhamos o material com os contatos dos veterinários credenciados para atendimento domiciliar, e pedimos desculpas pela instabilidade no site.
Reforçamos que nos empenhamos ao máximo para oferecer o suporte necessário ao longo de todo esse processo, e encerramos o presente atendimento por aqui. Caso precise de nós futuramente, estaremos sempre à disposição!
Desejamos tudo de melhor para você e para o Theodoro. 🐾
Com carinho, Time de Cuidado WeVets
Fabiana Iglesias