Minha cachorrinha [Editado pelo Reclame Aqui] após clínica priorizar pagamento em emergência

Não respondida
Pedreira - SP
20/09/2026 às 14:56
ID: 259557273
Quero registrar uma reclamação sobre a Clínica We Vet Jabaquara. Quero deixar claro, desde o início, que minha crítica não é direcionada às veterinárias que atenderam minha cachorrinha. Pelo contrário: todas foram extremamente humanas, atenciosas e profissionais. O atendimento delas foi maravilhoso. Minha indignação é com o sistema da We Vet e com a forma como as questões financeiras são conduzidas em situações de emergência.
Minha cachorrinha, Belinha, tinha 11 anos e já havia sido internada na We Vet. Na primeira internação, o plano ainda estava em período de carência e, por isso, todos os procedimentos precisaram ser pagos à parte, com valores que considero exorbitantes. Um exemplo foi uma medicação intravenosa de dipirona, pela qual paguei R$ 100,00.
O valor total de um dia de internação ficou em torno de R$ 2.200,00. Como a veterinária havia informado que Belinha provavelmente precisaria permanecer internada por mais dias, solicitei à recepção que os dias previstos fossem incluídos em um único parcelamento. Fui informada de que a We Vet trabalha com sistema de diária e que, no dia seguinte, eu precisaria pagar uma nova diária de aproximadamente R$ 1.300,00, além dos procedimentos e medicamentos utilizados.
No dia seguinte, fui visitar Belinha e a veterinária informou que ela não corria mais risco de [Editado pelo Reclame Aqui] e que eu poderia continuar o tratamento em casa, com retorno para acompanhamento.
Belinha recebeu alta naquele dia.
Horas depois, em casa, ela apresentou uma piora. Não conseguia evacuar, sua barriga ficou muito inchada e ela sentia muitas dores.
Voltamos imediatamente à We Vet Jabaquara. Era aproximadamente 2 horas da manhã. Belinha estava agonizando de dor. Ela recebeu uma medicação para dor e as veterinárias disseram que ela precisava ser internada com urgência e que, se não fosse internada, poderia vir a óbito.
Foi então que perguntamos se poderíamos pagar a diária de aproximadamente R$ 1.300,00 algumas horas depois, pois naquele momento não tínhamos o valor disponível. Era madrugada, não tínhamos limite suficiente no cartão e precisávamos conseguir ajuda com familiares e amigos.
A resposta foi negativa.
Foi informado que a internação só seria liberada pelo sistema após a confirmação do pagamento na recepção.
Em nenhum momento houve uma tentativa de negociação ou de facilitação, mesmo sabendo que se tratava de uma emergência e que a própria equipe havia informado que Belinha poderia morrer.
E essa é uma pergunta que não sai da minha cabeça:
Se as veterinárias disseram que Belinha precisava ser internada com urgência e que poderia morrer, por que não a internaram imediatamente?
Por que não salvaram primeiro o animal e depois negociaram a forma de pagamento?
Minha cachorrinha estava agonizando de dor e, naquele momento, a prioridade parecia ser a confirmação de um pagamento no sistema.
Belinha foi liberada para sair da clínica mesmo sabendo que poderia morrer no caminho.
A veterinária nos orientou a levá-la ao Hospital Veterinário Público do Tatuapé.
Saímos da We Vet Jabaquara com minha cachorrinha sofrendo e fomos para o Hospital Veterinário Público do Tatuapé, na esperança de conseguir a internação.
Infelizmente, lá também tivemos outro momento de descaso. Mesmo diante da situação de emergência, não chegaram sequer a abrir uma ficha para Belinha. Fomos orientados a procurar outro hospital que pudesse interná-la com urgência. Informaram que ela precisava ser internada, mas não havia vaga disponível.
Saímos novamente com minha cachorrinha sofrendo, sem conseguir a internação de que ela precisava.
Já era quase 5 horas da manhã quando retornamos à We Vet.
Nesse momento, já havíamos conseguido o dinheiro para a internação com a ajuda de uma amiga, que nos socorreu em um momento de desespero.
A veterinária e a auxiliar foram extremamente atenciosas e prontamente nos atenderam. Porém, novamente fomos informados de que os procedimentos só poderiam ser iniciados após a confirmação dos pagamentos, pois o sistema de internação só liberava o atendimento depois que os valores fossem pagos.
Fui rapidamente até a recepção para acertar tudo.
Para antecipar a carência do plano, o pagamento precisava ser feito pelo cartão de crédito. Eu já não tinha limite disponível no cartão cadastrado e precisei utilizar outro cartão. Foi necessário alterar dados no aplicativo, inclusive endereço de cobrança. Enquanto isso, o tempo passava e eu sabia que, enquanto o sistema não reconhecesse o pagamento, minha cachorrinha não poderia receber os procedimentos.
Fiquei desesperada, chorei, tremi e tentei resolver tudo o mais rápido possível.
Finalmente consegui realizar o pagamento da antecipação da carência.
Ainda faltavam as coparticipações dos procedimentos. Perguntei se poderia acertá-las posteriormente, pois já era quase 6 horas da manhã e eu não tinha todo o valor disponível naquele momento. Expliquei que pagaria quando retornasse para visitar Belinha.
Inicialmente, fui informada de que não seria possível.
Depois, ofereceram a possibilidade de pagar no cartão de crédito.
Isso aumentou ainda mais minha indignação, pois ficou evidente para mim que havia possibilidade de flexibilização da forma de pagamento, mas ela não foi apresentada quando minha cachorrinha precisava de atendimento emergencial.
Pagamos os valores exigidos e, somente após a confirmação dos pagamentos, Belinha foi internada.
Fui embora com o coração na mão, sabendo que cada minuto poderia ser importante para a vida dela.
Menos de uma hora depois, recebemos uma ligação pedindo que retornássemos com urgência.
Quando chegamos, Belinha havia morrido.
Para muitas pessoas, pode parecer "apenas um animal". Para mim, não era. Belinha era minha filha. Era parte da nossa família, irmã das minhas filhas, e esteve conosco durante 11 anos.
A veterinária, que sempre foi maravilhosa conosco, explicou que havia feito tudo que estava ao seu alcance, mas que não conseguiu salvá-la a tempo.
Desde então, uma pergunta não sai da minha cabeça: quanto tempo Belinha poderia ter tido se tivesse sido internada imediatamente, quando chegamos à clínica por volta das 2 horas da manhã?
Não posso afirmar sozinha qual foi a causa médica da [Editado pelo Reclame Aqui], mas não consigo deixar de questionar se a demora provocada pelas exigências financeiras e pela necessidade de liberação do sistema contribuiu para o desfecho.
O que vivi naquela madrugada foi desesperador. Minha cachorrinha estava agonizando de dor e nós estávamos tentando conseguir dinheiro para que o sistema liberasse a internação.
Primeiro deveriam ter salvado a vida dela. Depois poderiam negociar comigo a forma de pagamento.
Eu não estava pedindo atendimento gratuito. Eu queria pagar. Só precisava de uma condição que permitisse que minha cachorrinha fosse socorrida imediatamente.
Vocês sabiam que ela poderia morrer. Vocês mesmos disseram isso.
Mesmo assim, deixaram minha cachorrinha sair da clínica naquela madrugada, sabendo que ela estava em estado grave e que poderia não resistir ao caminho.
Também me sinto injustiçada porque pagamos o valor integral da diária de aproximadamente R$ 1.300,00 e Belinha permaneceu internada por menos de uma hora antes de morrer. A diária foi cobrada integralmente e não foi devolvida, apesar de ela ter permanecido internada por menos de uma hora.
Além disso, ainda houve cobrança de coparticipações e tivemos que arcar com a taxa da Prefeitura para o descarte adequado do corpinho dela.
Não recebi sequer um atestado de óbito da minha cachorrinha.
Conseguimos nos despedir dela, mas saímos daquela clínica devastados.
Minha maior indignação é com a forma como o sistema financeiro da We Vet funcionou durante uma emergência. Na minha percepção, o atendimento ficou condicionado à confirmação dos pagamentos, mesmo diante de uma situação em que a própria equipe veterinária havia informado que Belinha corria risco de [Editado pelo Reclame Aqui].
Quero saber por que minha cachorrinha não pôde ser internada quando chegamos pela primeira vez, por volta das 2h da manhã, mesmo diante da urgência