O que aconteceu
Sou cliente desta associação há mais de 10 anos e, durante todo esse período, sempre mantive meus pagamentos em dia. Nunca havia precisado utilizar a proteção para um sinistro. Porém, justamente na primeira vez em que precisei desse serviço, estou enfrentando uma situação extremamente desgastante, com meses de espera, falta de comunicação, idas e vindas às oficinas e problemas que continuam sem solução.
Meu veículo é um HB20 Sense 2023, e o acidente aconteceu em maio de 2026. Estamos em outubro e, desde então, minha rotina profissional e pessoal vem sendo prejudicada. Trabalho longe de casa e dependo do meu veículo para realizar meu deslocamento diário. Por isso, toda essa demora tem causado enormes transtornos, pois preciso ficar levando e buscando o carro nas oficinas, sem conseguir contar com ele normalmente.
Desde a primeira vistoria, informei que, além dos danos de funilaria, o ar-condicionado e a buzina haviam parado de funcionar após a colisão. Antes do acidente, o ar-condicionado funcionava perfeitamente, gelava normalmente e nunca havia apresentado esse problema.
O veículo foi encaminhado à primeira oficina, onde permaneceu por aproximadamente 20 dias. Quando o retirei, a funilaria havia sido feita, mas o ar-condicionado não estava funcionando corretamente. Ele alternava entre gelar e esquentar, apresentando falhas constantes, até que deixava de gelar. A buzina também não havia sido reparada adequadamente.
Por esse motivo, precisei levar o carro novamente à oficina para que os problemas fossem corrigidos. Entretanto, quando fui buscá-lo, a situação continuava insatisfatória: a buzina estava com um som extremamente fraco, semelhante ao de uma buzina de mobilete, e o ar-condicionado havia parado completamente de funcionar. Ou seja, o problema que já existia após o primeiro reparo não foi solucionado e o funcionamento do ar-condicionado piorou.
Na terceira ou quarta vez em que levei o veículo à oficina, deixei o carro na segunda-feira e fui buscá-lo somente no sábado. Durante praticamente uma semana, o veículo permaneceu lá sem que o serviço fosse realizado. Quando fui buscá-lo, fui informada de que estavam aguardando uma peça da seguradora, informação que não havia sido comunicada previamente.
Isso demonstra uma falha grave de comunicação entre a oficina e a associação. Eu não fui informada adequadamente sobre a pendência, perdi tempo levando e buscando o veículo e fiquei sem uma solução concreta. Pelo que pude perceber, nem mesmo o responsável pelo atendimento do sinistro tinha clareza sobre o que estava acontecendo, quais providências estavam sendo tomadas ou qual era a situação real do reparo.
Posteriormente, a própria associação se prontificou a buscar uma solução e me orientou a levar o veículo para outra oficina. Entendi que essa mudança seria justamente para resolver o problema que continuava pendente na primeira oficina. No entanto, mesmo após essa nova tentativa, continuo sem o ar-condicionado funcionando.
Agora, depois de meses de transtornos e de tentativas de solução em diferentes oficinas, recebo a informação de que o ar-condicionado não funciona devido ao desgaste natural do compressor e que o problema não tem relação com o sinistro.
Não aceito que, após todo esse histórico, a solução apresentada seja simplesmente negar o conserto e deixar o prejuízo para mim.
O ar-condicionado funcionava perfeitamente antes da colisão e parou de funcionar imediatamente após o acidente. Depois das intervenções realizadas, voltou a funcionar de maneira irregular e, posteriormente, parou completamente. Não considero razoável que, depois de tudo isso, a associação simplesmente atribua o problema ao desgaste natural e encerre a questão sem providenciar uma solução.
Sei exatamente como o veículo funcionava antes da batida e o que aconteceu depois dela. O problema foi comunicado desde a primeira vistoria e passou por diferentes tentativas de reparo. Se a primeira oficina não conseguiu solucioná-lo, a associação encaminhou o veículo para outra oficina, mas o defeito continua existindo.
A impressão que fica é que, depois de tentativas sem sucesso, em vez de resolverem definitivamente o problema, estão tentando justificar por que o conserto não seria coberto. Não considero aceitável que eu tenha que assumir esse prejuízo depois de todo o tempo de espera e de ter seguido as orientações da própria associação.
Minha indignação aumentou ainda mais quando o responsável pelo atendimento alegou que fica difícil diagnosticar o problema porque estou utilizando o veículo. Como posso ser responsabilizada por essa dificuldade se levei o carro diversas vezes às oficinas indicadas? Em uma dessas ocasiões, o veículo permaneceu parado durante quase uma semana, sem que o serviço fosse realizado, porque estavam aguardando uma peça que sequer havia sido comunicada previamente.
Preciso utilizar o carro porque trabalho longe de casa e dependo dele para meu deslocamento diário. Não posso simplesmente deixá-lo parado indefinidamente, principalmente quando já disponibilizei o veículo diversas vezes para os reparos solicitados. Não é justo que a necessidade de me deslocar até o trabalho seja utilizada como justificativa para a demora ou para a falta de solução do problema.
Reforço que sou cliente há mais de 10 anos e nunca havia precisado acionar um sinistro. Esta é a primeira vez que preciso efetivamente do serviço pelo qual pago há tantos anos. É extremamente decepcionante que, justamente quando preciso de suporte, esteja enfrentando meses de espera, desorganização, falta de comunicação e ausência de uma solução definitiva.
Não estou pedindo um favor. Estou cobrando uma solução para um problema que surgiu após o acidente e que foi comunicado desde a primeira vistoria. Espero que a associação cumpra seu papel e resolva a situação, em vez de transferir para mim o desgaste e os custos decorrentes de um problema que continua sem solução.
DIANTE DE TODO ESSE HISTÓRICO, EXIJO:
1. A revisão da negativa de cobertura do ar-condicionado, considerando toda a sequência dos acontecimentos desde o sinistro.
2. Que a associação providencie o conserto do ar-condicionado do meu veículo, sem que eu tenha que arcar com os custos de um problema que surgiu após a colisão.
3. Uma solução definitiva, sem novos encaminhamentos improdutivos entre oficinas e sem que eu precise continuar perdendo tempo levando e buscando o veículo.
4. Uma previsão concreta para a realização do reparo e a conclusão do atendimento.
Não quero mais justificativas para negar o conserto, nem respostas genéricas dizendo que o problema é desgaste natural. Quero uma providência efetiva, considerando o histórico completo do meu veículo e todas as tentativas de reparo que já foram realizadas.
Estou há meses tentando resolver essa situação. Meu carro é de 2023, eu dependo dele para me deslocar até o trabalho e não considero aceitável que, depois de tantos anos como cliente e de ter cumprido com minhas obrigações, minha primeira experiência com um sinistro seja marcada por tanto desgaste, demora e falta de solução.
Espero que esta reclamação seja tratada com a seriedade necessária e que a associação entre em contato para resolver o problema, providenciando o conserto do ar-condicionado e apresentando uma solução concreta, em vez de simplesmente encerrar o caso com uma negativa.
Reclamações parecidas
4Interações da reclamação
AEIG respondeu
21/10/2026 às 16:27
Prezada Juliana,
Em atenção à sua manifestação, esclarecemos que o caso foi submetido a uma rigorosa avaliação técnica por especialistas, que realizaram testes de manômetro e analisaram detalhadamente as condições do veículo.
Sobre o Ar-Condicionado: O laudo técnico constatou que o compressor apresenta perda de compressão interna devido a desgaste natural do componente (como o desgaste de pistões e camisas). Os testes de pressão e a análise da dinâmica do impacto demonstram que esta falha mecânica não possui nexo causal com a colisão do sinistro. Por essa razão técnica, a solicitação de cobertura para a substituição do compressor improcede.
Sobre a Buzina: O serviço anterior apresentou inconformidade no som. O veículo está apto a retornar à oficina para a devida execução da garantia e correção deste item específico.
Permanecemos à disposição para o agendamento do retorno do veículo referente estritamente à garantia da buzina.
Atenciosamente,
Consumidor respondeu
28/10/2026 às 17:58
Quero registrar minha insatisfação com a falta de retorno dos responsáveis pelo meu atendimento, Thiago e Noriã, e com a ausência de uma solução para o meu caso.
Tenho tentado contato diversas vezes para obter informações e saber quais providências estão sendo tomadas, mas não recebo respostas concretas. Encaminhei mensagens, áudios e solicitei posicionamentos, porém continuo sem o retorno necessário para entender o andamento da situação.
É extremamente desgastante precisar insistir repetidamente para conseguir uma resposta sobre um problema que se arrasta há meses. Sou cliente há mais de 10 anos e esperava, no mínimo, um atendimento responsável, com comunicação clara, acompanhamento e comprometimento na resolução do caso.
Não considero suficiente receber uma resposta formal à reclamação enquanto, nos canais de atendimento, continuo sem retorno e sem uma solução efetiva.
O que espero é um posicionamento claro, retorno às minhas solicitações e, principalmente, uma solução definitiva para o meu caso. Não quero continuar cobrando respostas sem saber o que está sendo feito ou quando terei uma resolução.
Solicito que a AEIG tome providências em relação à falta de comunicação e garanta que meu atendimento seja acompanhado por alguém que efetivamente dê retorno e conduza o caso até sua resolução.
Consumidor respondeu
28/10/2026 às 17:59
Informo que possuo registros das tentativas de contato realizadas com os responsáveis pelo atendimento, Thiago e Noriã. Não consegui anexar os prints nesta atualização, mas mantenho essas conversas guardadas e disponíveis caso sejam necessárias para comprovar as tentativas de contato e a falta de retorno.