O que aconteceu
Sou cliente do Banco do Brasil e possuo contrato de financiamento estudantil (FIES) junto à instituição, com parcelas em atraso.
Entretanto, venho manifestar minha insatisfação com a conduta do banco, que está realizando a retenção de aproximadamente 90% do meu salário, depositado diretamente em minha conta-corrente, para amortização da dívida do financiamento.
Reconheço a existência da obrigação financeira e não estou questionando o dever de quitar o débito. Contudo, considero extremamente abusiva a forma como a instituição está conduzindo a cobrança, comprometendo quase integralmente minha remuneração e prejudicando diretamente minha capacidade de arcar com despesas básicas e essenciais.
A existência de uma dívida não deve representar autorização irrestrita para que a instituição financeira retenha praticamente toda a remuneração do consumidor, especialmente quando se trata de verba de natureza alimentar.
Ressalto que a autorização para débito em conta não deve ser interpretada como autorização ilimitada para comprometer minha subsistência, sendo necessário observar os deveres de informação, boa-fé objetiva e equilíbrio contratual.
Diante disso, solicito:
A imediata revisão da forma de cobrança adotada;
A liberação dos valores salariais retidos;
A suspensão das retenções excessivas;
O esclarecimento detalhado sobre a fundamentação contratual utilizada para reter aproximadamente 90% da minha remuneração;
A apresentação de uma proposta de negociação da dívida que permita sua regularização sem comprometer integralmente minha subsistência.
Espero que o Banco do Brasil apresente uma solução efetiva, e não apenas uma resposta padronizada, considerando a gravidade da situação e os impactos financeiros causados.
Reitero que tenho interesse em regularizar minha dívida, mas não posso aceitar que a forma de cobrança inviabilize meu sustento.