O que aconteceu
Administração incapaz de fazer cumprir o próprio regulamento mesmo após meses de reclamações e provas
Mudei para o Condomínio Century Plaza Living em 02/07/2026. Apenas quatro dias depois, em 06/07, já precisei acionar a portaria pela primeira vez por causa de barulho excessivo vindo do apartamento imediatamente acima do meu.
O que parecia um episódio isolado virou um problema recorrente por meses.
Quero deixar claro que não tenho reclamações dos funcionários da portaria e da segurança. Sempre fui tratado com educação e respeito. Minha reclamação é sobre a forma como a Administração conduz esse tipo de ocorrência e sobre a incapacidade de transformar o próprio Regulamento Interno em uma solução efetiva.
Desde julho venho sofrendo com corridas, pulos, impactos fortes no piso, arrastamento de objetos e até criança jogando bola dentro do apartamento.
Não estou falando de passos normais ou ruídos inevitáveis de condomínio. Estou falando de impactos fortes o suficiente para, em algumas situações, fazer as luminárias do teto do meu apartamento vibrarem e interferir diretamente no descanso da minha família e do meu filho pequeno.
Tenho dezenas de vídeos organizados em Google Drive, separados por datas.
Entre setembro e outubro, encaminhei ao representante do proprietário aproximadamente 40 vídeos pelo WhatsApp. Esse número inclui vídeos organizados e reenviados para que ele tivesse acesso ao conjunto das provas, e não significa 40 ocorrências diferentes.
Além dos vídeos, formalizei a situação por e-mail com a Administração em diversas datas, incluindo 11/09, 16/09, 18/09, 22/09, 23/09, 26/09 e 29/10, fora os inúmeros acionamentos diretamente à portaria.
Em 22/09, por exemplo, acionei a portaria às 22h22. Depois recebi retorno informando que o vigilante havia ido até a unidade superior e constatado a existência de barulho. A portaria tentou contato duas vezes pelo interfone e não houve atendimento. Eu inclusive conseguia ouvir o interfone tocando da minha própria unidade.
Em 26/09, houve nova averiguação. Novamente fui informado de que o vigilante havia constatado ruído na porta da unidade. Depois disso, a portaria tentou contato, mas fui informado de que o interfone aparentava estar fora do gancho.
Ou seja: não estamos falando apenas da minha palavra contra a do outro morador.
Existiram situações em que a própria equipe do condomínio constatou a existência de ruído.
A Administração posteriormente chegou a informar que, em uma das ocorrências comprovadas, o morador havia sido notificado.
E o problema continuou.
Um dos maiores problemas do procedimento adotado é a tentativa de constatar ruídos de impacto e intermitentes apenas no momento em que o funcionário chega à porta da unidade.
A pessoa corre, pula, bate alguma coisa no chão ou arrasta um objeto. Eu escuto dentro do meu apartamento, gravo e aciono a portaria.
Até o funcionário sair, pegar o elevador, subir e chegar à porta, o barulho pode simplesmente ter parado.
Então vira um ciclo:
eu escuto, gravo, ligo para a portaria, o funcionário sobe, o barulho para, naquele momento nada é captado e, pouco depois, tudo começa novamente.
Mesmo assim, segui todos os procedimentos solicitados.
Acionei a portaria inúmeras vezes.
Gravei vídeos.
Formalizei e-mails.
Enviei registros.
Conversei com o proprietário.
Esperei providências.
E finalmente participei de uma reunião com o síndico em 13/10.
Durante essa reunião, o síndico informou que teria uma reunião com o morador da unidade superior nos dias seguintes.
Depois disso, procurei saber o resultado.
Não recebi retorno adequado do síndico.
Também solicitei informações e retorno sobre a própria reunião da qual eu havia participado.
Novamente, não obtive o retorno que esperava diretamente da Administração.
O mais absurdo é que informações sobre o andamento dessa tratativa acabaram chegando a mim por meio do proprietário do apartamento que eu alugava, e não pela Administração.
Foi o proprietário quem me informou que a reunião inicialmente prevista com o morador não havia acontecido na data combinada e tinha sido adiada para a semana seguinte.
Ou seja: depois de meses reclamando, documentando e participando pessoalmente de reunião com o síndico, eu dependia do proprietário para descobrir o que estava acontecendo com uma tratativa relacionada diretamente a um problema vivido por mim.
Posteriormente, o proprietário me informou que a reunião com o morador finalmente havia acontecido.
E, na prática, o que mudou?
Nada.
Não recebi da Administração um retorno conclusivo dizendo o que havia sido tratado, quais providências seriam adotadas ou qual seria o próximo passo em caso de reincidência.
E o principal: o barulho continuou.
Mesmo depois das notificações.
Mesmo depois das constatações da própria equipe.
Mesmo depois da reunião com o síndico.
Mesmo depois da reunião com o morador.
No dia 02/11/2026, aproximadamente quatro meses depois do primeiro acionamento, precisei novamente enviar ao proprietário um vídeo mostrando o barulho acontecendo dentro do meu apartamento.
O impacto era novamente forte a ponto de provocar vibração e ruído na luminária do teto.
Esse é o ponto central da minha reclamação.
O condomínio tem Regulamento Interno.
O regulamento proíbe perturbação do sossego, impactos, arrastamento de móveis e comportamentos semelhantes.
A Administração conhece o problema.
A portaria foi acionada inúmeras vezes.
Existem dezenas de vídeos.
Existem e-mails.
Existem mensagens.
Existem registros organizados por data.
Existiram constatações feitas por funcionários do próprio condomínio.
Existiu notificação ao morador.
Existiu reunião com o síndico.
Existiu reunião posterior com o morador.
E, mesmo assim, o problema permaneceu sem solução efetiva.
Cheguei ao ponto de decidir deixar o imóvel.
Não porque não gostasse do apartamento.
Não porque tivesse qualquer problema com funcionários.
E muito menos por causa de um episódio isolado.
Estou saindo porque, depois de meses utilizando exclusivamente os canais institucionais, perdi a confiança de que a Administração seja capaz de fazer cumprir de forma efetiva as próprias regras de convivência.
Minha expectativa com esta reclamação é receber uma manifestação formal da empresa responsável pela Administração explicando:
por que um problema documentado durante meses não foi solucionado;
quais medidas foram tomadas após as ocorrências em que a própria equipe constatou ruído;
qual foi o resultado das notificações aplicadas ao morador;
qual foi o resultado da reunião realizada com ele;
por que eu não recebi diretamente da Administração retorno adequado sobre essas providências;
e qual é a utilidade prática do Regulamento Interno quando, mesmo diante de reincidências documentadas, o problema continua acontecendo.
Tenho e-mails, mensagens, registros de acionamentos, dezenas de vídeos organizados por data no Google Drive, histórico de WhatsApp com o representante do proprietário e registros relacionados à reunião com o síndico.
Esta reclamação não é baseada em impressão ou em um episódio pontual.
É resultado de meses tentando resolver a situação internamente sem sucesso.
Minha experiência deixou uma conclusão muito simples:
existem regras no papel, mas quando eu realmente precisei que elas produzissem resultado, elas não produziram.