O que aconteceu
No dia 19/09, estive na loja Brooks Donna do Shopping Morumbi, em São Paulo, e fui muito bem atendida pela vendedora Ana. Ela foi extremamente atenciosa, me mostrou várias peças e, dentre elas, gostei de uma peça específica: a Jaqueta em Algodão com Cinto Helena, na cor azul-marinho, no valor de R$ 3.990,00.
Naquele primeiro momento, eu estava sem o cartão/dinheiro necessário para concluir a compra, então a própria Ana se prontificou a deixar a jaqueta separada para que eu pudesse retornar posteriormente e efetuar a compra.
Mais tarde, ainda no mesmo dia, retornei à loja justamente para comprar a jaqueta. Procurei pela Ana, mas ela já havia saído. Outra vendedora me atendeu, pegou a jaqueta que estava separada e eu expliquei que queria realizar a compra, mas gostaria que a comissão fosse destinada à Ana, pois havia sido ela quem tinha me atendido, apresentado as peças e prestado todo o atendimento inicial.
A vendedora informou que precisaria verificar a possibilidade com a gerente. Foi então que a gerente me informou que isso não poderia ser feito, pois não estaria de acordo com a política da empresa e com as regras da loja. Segundo ela, se eu quisesse comprar naquele momento, a comissão teria que ficar para a vendedora que estava me atendendo. Como alternativa, disse que eu poderia fazer a compra pela internet utilizando o código da Ana e escolher a opção de retirada na loja.
Foi nesse momento que me senti bastante constrangida e desrespeitada como cliente. Eu havia retornado fisicamente à loja, pela segunda vez, justamente para concluir a compra de uma jaqueta no valor de R$ 3.990,00. Estava pronta para pagar presencialmente, em dinheiro. Não fazia sentido, para mim, depois de já ter ido ao shopping novamente para comprar a peça, ser orientada a sair da loja e realizar uma compra pela internet apenas para conseguir que a venda fosse vinculada à Ana.
Não estou questionando o fato de a empresa possuir regras internas sobre comissão. O que me incomodou foi a forma como a situação foi conduzida e, principalmente, a falta de disposição em encontrar uma solução adequada para uma cliente que estava ali, presencialmente, pronta para realizar uma compra de R$ 3.990,00.
Tenho idade e dificuldades que tornam mais confortável para mim realizar esse tipo de compra presencialmente. Eu fui à loja justamente para ser atendida e concluir a compra pessoalmente, e me senti bastante humilhada quando a solução apresentada foi, essencialmente, que eu deveria fazer a compra online.
Além disso, posteriormente, a própria Ana me enviou uma mensagem dizendo que soube que eu havia ido à loja e que ela já havia ido embora. Ela se ofereceu para enviar a jaqueta para mim, sem custo de frete, e disse que eu poderia pagar através de um link. Porém, essa alternativa também não solucionava o problema. Frete grátis já seria uma condição disponível caso eu realizasse a compra pelo site. O que eu queria era simplesmente comprar a jaqueta presencialmente, naquele momento, e pagar em dinheiro, como havia planejado.
Por toda essa situação, acabei não comprando a jaqueta.
Faço questão de deixar registrado que minha experiência com a vendedora Ana foi positiva. Ela foi atenciosa, educada e prestou um excelente atendimento. Minha reclamação é em relação à forma como a situação foi conduzida pela loja/gerência e à experiência que tive como cliente.
Gostaria de deixar meu relato registrado porque, independentemente das políticas internas de comissão da empresa, acredito que o cliente que está presencialmente na loja, disposto a comprar e pagar naquele momento, deveria ser tratado com respeito e ter sua experiência de compra preservada.
Espero que a Brooks Donna reveja a forma como situações como essa são conduzidas e oriente suas equipes e gerências para que outros clientes não passem pela mesma experiência.