BYD Song Pro DM-i com múltiplos defeitos e pós-venda ineficiente: relato de frustração e risco

Respondida
Cuiabá - MT
10/11/2025 às 11:51
ID: 231482045
Uma carroça tecnológica de duzentos mil reais.
É doloroso reconhecer que essa é a definição mais fiel da minha experiência com o BYD Song Pro DM-i.
Em menos de um ano de uso e apenas 15 mil quilômetros, aquilo que deveria representar segurança, modernidade e tranquilidade se transformou em um instrumento diário de medo, frustração e constrangimento.
O veículo não apenas falhou; ele me colocou, inúmeras vezes, em situação de risco concreto.
Antes dos primeiros dois meses, o barulho metálico aquele som que lembra partes soltas se chocando já anunciava que havia algo estruturalmente errado. E tudo isso ocorreu depois de problemas ainda anteriores.
Com menos de uma semana de uso, o limpador de para-brisas soltou. As palhetas simplesmente pularam enquanto eu dirigia. Na concessionária, antes mesmo de analisarem, insinuaram que eu havia quebrado as presilhas. Fui exposto a um questionamento injusto, como se eu tivesse provocado manuseado as presilhas de limpador de vidro de um veículo zero quilômetro, sem qualquer razão para tanto. Após desperdiçar um dia inteiro tentando explicar o óbvio, descobriram que eles mesmos haviam instalado palhetas erradas no processo de entrega. A troca só foi feita após essa desgastante discussão. Foi minha primeira sensação de impotência diante do pós-venda.
Pouco tempo depois, identifiquei um amassado na coluna inferior da porta do motorista. A resposta da concessionária foi ainda mais constrangedora: insinuaram que a marca seria de salto alto. Alegaram isso com naturalidade, como se fosse plausível, embora essa coluna precisasse de um impacto de martelo para causar uma avaria, incompatível com qualquer uso comum, ou seja, o mero ato de entrar no veículo, e como se pouco fosse: eu sequer uso salto, nada contra homens que se sintam confortável em usar, mas realmente não uso. Só após mais humilhação, idas e vindas, aceitaram reparar. Eu ainda acreditava que eram problemas isolados sob o péssimo serviço de pós-venda, mas era só o começo da saga.
Com pouco mais de dois meses de uso, surgiu o barulho que se tornaria meu tormento diário. Um som metálico, crescente, que se agravava à medida que o carro aquecia, algo como um "poc poc" recorrente, permitindo-me a onomatopeia para explicar. Depois evoluiu para algo mais grave: o ruído característico de amortecedores colapsando, como se o sistema de suspensão estivesse se chocando internamente, indicando aparente falha de absorção, perda de estabilidade e comprometimento da dirigibilidade.
O pior: o barulho era ainda mais intenso no asfalto do que na terra, denunciando falha estrutural e risco real de dano progressivo.
Na terceira ida à concessionária, ouvi da gerente do pós-venda, *****, que esse tipo de problema era comum nos modelos BYD, e que talvez se tratava de um problema crônico nos amortecedores dos veículos vindos para o Brasil.
Deixei o carro por mais um dia na concessionária. O diagnóstico: problemas com o kit de amortecedor . A peça demoraria cerca de dois meses para chegar. Nesse período, precisei constantemente ir pessoalmente à concessionária para conseguir informações mínimas, já que mensagens e ligações simplesmente eram ignoradas. Só após muita pressão encontraram, dentro da própria oficina, um kit sobrando.
Fizeram a troca, mas bastou eu sair para ouvir o mesmo barulho. Voltei no dia seguinte. Agora o defeito estaria, supostamente, na bieleta. Perguntei, novamente, sobre a substituição do amortecedor completo, já que o problema era reconhecidamente crônico. A resposta: a BYD não autoriza.
Meses se passaram, com lapsos de até um mês sem nenhum retorno. Apenas quando fui pessoalmente disseram que a peça cuja chegada poderia ter sido comunicada por WhatsApp estava disponível. Levei novamente o carro, e foi mais um dia sem ele. Trocaram a bieleta. O barulho continuou. Afirmaram que teria reduzido, o que não condizia com a realidade.
Diagnosticaram, então, que havia supostamente defeito no rolamento do amortecedor.
Mais espera, mais desgaste, mais dias sem carro.
Quando finalmente trocaram o rolamento, o carro ficou três dias retido, sem fornecimento de veículo reserva, sem qualquer suporte, sem ao menos uma resposta formal da BYD à reclamação que eu registrei solicitando um carro reserva, por motivos óbvios um veículo apresentando possíveis falhas na suspensão e direção não oferece segurança mínima , e mesmo assim negaram.
Após esse reparo, mais uma vez, fui informado, pelos próprios consultores, de que o problema persistia. Agora iriam trocar os amortecedores. A peça levou mais de 30 dias para chegar. Trocaram. E mesmo assim, o barulho continuava.
Voltei novamente. A equipe, então, concluiu que agora o defeito era na caixa de direção.
E aqui cabe destacar, com a devida seriedade técnica, o tamanho do risco:
Riscos técnicos reais envolvendo amortecedores e caixa de direção defeituosos
2. o veículo perde estabilidade em curvas;
3. o tempo de frenagem aumenta;
4. o carro pula ou afunda mais que o normal, causando perda de contato dos pneus com o solo;
5. há maior risco de aquaplanagem;
6. vibrações podem comprometer outras partes mecânicas.
Em situações de emergência, a incapacidade de absorver impactos pode causar perda súbita de controle. Isso coloca em risco não apenas o motorista, mas qualquer pessoa ao redor.
A caixa de direção é o componente que transmite os movimentos do volante às rodas. Problemas nela podem causar:
1. travamento momentâneo da direção;
2. direção mais pesada, dificultando manobras;
3. folgas, que geram imprecisão o carro pode não responder corretamente ao volante;
4. perda súbita de controle, especialmente em velocidades acima de 60 km/h;
5. risco real de acidentes graves ou fatais.
Dirigir um veículo com defeito na caixa de direção é, tecnicamente, dirigir um veículo potencialmente incontrolável.
Hoje, estou à espera dessa nova peça, utilizando um carro que nunca me transmitiu segurança. Um veículo que me faz temer algo mais sério acontecendo a qualquer momento. Evito viagens, evito velocidade receio real e justificável de que a falha da direção cause um acidente.
Destaca-se que TODOS OS PROBLEMAS foram identificados pela própria BYD, todos materializados por Ordens de Serviço, não se tratando de meras alegações desse consumidor, mas de confirmação da própria equipe técnica.
Ofereci devolver o veículo, pagando eu mesmo a diferença da FIPE (com os bônus de troca entre byds) para adquirir outro modelo. Busquei uma solução justa e razoável. Foi negado.
Disseram que teriam prejuízo, já que o carro não seria vendido pela FIPE por conta dos problemas apresentados, como se a deterioração causada pelos defeitos de fábrica fosse culpa minha.
A concessionária afirma que a responsabilidade por eventual troca do carro é da central da BYD.
A central diz que é da concessionária.
No meio dessas atribuições de responsabilidades entre elas, estou eu, consunidor, vivendo uma sensação constante de abandono, impotência, constrangimento e exposição.
Hoje dirijo um veículo de 15 mil km, com menos de um ano de uso, que me custou mais de duzentos e quinze mil reais, e que oferece desempenho inferior ao de veículos simples e antigos.
Mais de 8 ordens de serviço.
Quase 30 dias sem carro.
Doze meses de desgaste, frustração e humilhação.
Cada retorno à concessionária é uma lembrança dolorosa de que não estou pedindo favor algum; estou implorando pelo cumprimento do mínimo. E ainda assim sou tratado como se estivesse exagerando, como se não tivesse direito de exigir o que paguei.
Hoje, meu único objetivo é conseguir me desfazer desse veículo com o menor prejuízo possível. Mas já sei que isso só acontecerá judicialmente, pois extrajudicialmente não há qualquer disposição da BYD ou da concessionária em resolver o problema que me atormenta há um ano inteiro.
Narrar tudo isso é reviver um processo doloroso, que ainda está em curso. Mas sei que também serve de alerta para outros consumidores, não apenas pelos defeitos recorrentes do veículo, mas pelo pós-venda ineficiente, desrespeitoso e emocionalmente desgastante, que impõe ao cliente a sensação de estar implorando por um direito elementar. É humilhante constatar que, mesmo investindo em um carro caro, o tratamento recebido faz parecer que somos nós que devemos favores à marca.
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Resposta da empresa
28/11/2025 às 07:32
Olá Sr. Donizeth,
Bom dia! Esperamos que esteja bem.
Gostaríamos de informar que o seu atendimento foi registrado sob o protocolo nº*******0c.
Reiteramos, que sua solicitação já se encontra em análise pelos nossos departamentos internos. Assim que houver qualquer atualização referente a sua ******* em contato para fornecer os devidos esclarecimentos.
Para podermos atender sua solicitação da melhor forma possível, solicitamos que, por gentileza, não finalize a reclamação até que obtenha um posicionamento final. Assim, podemos garantir que suas preocupações sejam tratadas adequadamente.
Salientamos, que conforme informações descritas através do Manual Manutenção e Garantia:
Garantia do veículo
- Esta garantia cobre reparos e ajustes necessários para corrigir os defeitos nos materiais ou serviços em produtos fornecidos pela BYD. Sempre que o seu veículo apresentar algum tipo de falha ou defeito, você deverá contatar a concessionária autorizada BYD para que os técnicos possam avaliar a situação quanto à cobertura da garantia e executar o serviço de reparo mais adequado para o seu veículo. A BYD esclarece que, assim como outras empresas e outros tipos de veículos, a política de garantia será limitada conforme a política e legislação local e, portanto, estas deverão ser consultadas quando for detectada alguma falha ou defeito no veículo.
Informamos, que as orientações acima se encontram disponíveis através do nosso site oficial no link:
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BYD Auto Brasil