O que aconteceu
CAOA CHANGAN: carro com menos de 30 dias, mais de 30 dias imobilizado e retrovisor danificado. É assim que tratam seus clientes?
A falta de respeito da CAOA CHANGAN com o consumidor ultrapassa todos os limites do razoável. O que deveria ser uma experiência de compra satisfatória transformou-se em uma sequência de transtornos, prejuízos financeiros e frustração.
Meu veículo, com menos de 30 dias de uso, apresentou uma pane na central multimídia, obrigando-me a encaminhá-lo para uma concessionária situada a mais de 500 km de distância. Diante da dificuldade de conseguir o transporte por meio da própria empresa, precisei recorrer ao guincho da minha seguradora.
O carro permaneceu mais de 30 dias imobilizado, e ainda tive que arcar com todos os custos para trazê-lo de volta.
Como se tudo isso não fosse suficiente, ao receber o veículo de volta, constatei que o retrovisor havia sido danificado, apresentando marcas compatíveis com o uso de um objeto metálico, semelhante a uma chave de fenda. A peça apresentava sinais de abertura e intervenção aparentemente inadequada, com acabamento incompatível com o padrão de qualidade que se espera de uma concessionária autorizada.
Entrei em contato com a empresa e encaminhei fotografias que documentam o ocorrido. Fui informado de que receberia um posicionamento.
Entretanto, a resposta que recebi posteriormente foi que não poderiam conceder a cortesia de um guincho para levar o veículo até a concessionária para realizar o reparo.
CORTESIA? EU NÃO PEDI FAVOR, MUITO MENOS CARIDADE!
Não estou solicitando um benefício gratuito por mera conveniência. Estou cobrando uma solução para um dano constatado após o veículo passar pelas dependências da concessionária. A responsabilidade pelo ocorrido precisa ser devidamente apurada e, uma vez confirmada, o reparo e a logística necessária devem ser providenciados sem transferir ao consumidor os custos decorrentes desse problema.
É inadmissível que o cliente enfrente uma pane em um veículo praticamente novo, fique mais de um mês sem o carro, arque com despesas de transporte e, depois de tudo isso, ainda tenha que lutar para conseguir uma solução para um dano adicional.
A situação merece ser analisada à luz do Código de Defesa do Consumidor (Lei n 8.078/1990), especialmente quanto à responsabilidade por falhas na prestação dos serviços, à reparação de danos comprovados e à proteção contra práticas abusivas. Dependendo das circunstâncias e das provas, os transtornos e prejuízos também poderão fundamentar a avaliação de eventual indenização por danos materiais e morais.
Não se trata apenas de um retrovisor. Trata-se de respeito, transparência, responsabilidade e consideração com quem investiu seu dinheiro na marca e esperava receber um produto e um atendimento à altura.
MINHA REIVINDICAÇÃO É OBJETIVA:
1. O reparo integral do retrovisor danificado, sem custos para mim, após a devida apuração da responsabilidade.
2. A disponibilização, por conta da empresa responsável, da logística necessária para transportar o veículo até a concessionária e devolvê-lo, sem que eu tenha que arcar com novas despesas decorrentes do problema.
3. Um posicionamento formal, claro e documentado sobre o ocorrido.
4. Uma solução definitiva, compatível com os direitos do consumidor e com a gravidade dos transtornos enfrentados.
Espero que a CAOA CHANGAN deixe de tratar essa situação como um simples pedido de cortesia e passe a tratá-la com a seriedade que merece.
O consumidor não pode ser responsabilizado pelos prejuízos de um problema que não causou. Respeito ao cliente não é cortesia: é obrigação.
Caso não haja uma solução adequada, avaliarei as medidas administrativas e judiciais cabíveis, inclusive quanto ao ressarcimento dos prejuízos materiais comprovados e à eventual reparação por danos morais.