Piso Constant Plus RT: lasca após impactos leves e SAC indefere sem vistoria ou ensaio individualizado

Não respondida
Aracaju - SE
03/08/2026 às 12:08
ID: 255482059
Adquiri e instalei aproximadamente 96,40 m do piso cerâmico esmaltado Fioranno/Carmelo Fior Constant Plus RT, código 13807, formato nominal 90 × 90 cm, comercializado como Classe A/extra classificação que a própria fabricante associa a produto de primeira qualidade , destinado ao uso como piso e indicado em seu documento para local de uso LB.
Embora a classificação Classe A/extra não signifique que o produto deva resistir a qualquer impacto, ela reforça a legítima expectativa de que apresente qualidade, resistência, durabilidade e integridade superficial compatíveis com um piso residencial de primeira qualidade, quando corretamente especificado, assentado, utilizado e mantido em condições normais. A própria fabricante afirma em seu parecer que garante os produtos de primeira qualidade A quando especificados corretamente, bem assentados e usados em condições normais.
Após a instalação, foram observados lascamentos pontuais com exposição do corpo cerâmico. Minha alegação não é que um piso cerâmico deva resistir a qualquer impacto. É natural que objetos pesados, pontiagudos ou quedas de alta energia possam danificar uma placa. O que questiono é a aparente desproporção entre os danos e impactos de baixa intensidade, comuns e previsíveis no uso residencial, conforme documentado por fotos.
Abri o protocolo SAC 000222/07/26. Em 3 de agosto de 2026, a fabricante considerou a reclamação tecnicamente improcedente e atribuiu o problema a fatores construtivos e de uso/manutenção. Entretanto, o parecer encaminhado não registra inspeção presencial no imóvel, exame físico de placa instalada ou de reserva, identificação de lote, tonalidade e calibre, coleta de amostras, verificação da cobertura de argamassa, mapa de som cavo, ensaio de impacto ou relatório de ensaio do lote específico.
O parecer apresenta fotografias dos lascamentos e enumera causas possíveis, como assentamento, pintura, mudança de móveis, montagem e uso diário. Contudo, não explica quais evidências individualizadas permitiram concluir que, neste caso, houve impacto excessivo, falha construtiva ou manutenção inadequada, nem como foram afastadas hipóteses relacionadas ao desempenho da placa, da camada esmaltada ou da interface entre o esmalte e o corpo cerâmico.
Também chama atenção que o documento afirma que os lascamentos podem ocorrer até mesmo no uso do dia a dia, mas não avalia se a quantidade, a repetição e a severidade dos danos observados são compatíveis com a durabilidade legitimamente esperada de um produto comercializado como Classe A/extra, de primeira qualidade e destinado ao uso como piso residencial.
A advertência genérica para evitar a queda de objetos pesados e pontiagudos não responde à alegação apresentada, que diz respeito a danos aparentemente decorrentes de impactos leves e de situações comuns de uso. A questão não é saber se uma cerâmica pode lascar, mas se este produto apresenta resistência e durabilidade proporcionais à sua classificação, à sua destinação e às condições normais e previsíveis de utilização.
Por isso, não peço que a empresa reconheça automaticamente a existência de defeito. Peço uma reavaliação efetiva, imparcial e documentada. Solicito: (1) inspeção técnica presencial no imóvel, com identificação e qualificação do responsável; (2) análise do assentamento e dos pontos danificados; (3) informação do significado e das limitações da classificação LB aplicável ao produto na data da compra; (4) identificação e rastreabilidade do lote, tonalidade, calibre e data de fabricação; (5) acesso aos relatórios de controle e aos resultados de ensaios pertinentes ao lote ou produto, especialmente os relacionados à absorção de água, carga de ruptura, módulo de resistência à flexão e, caso declarado pela fabricante, resistência ao impacto; e (6) resposta técnica aos quesitos abaixo.
Quesitos principais: como a empresa distinguiu um impacto comum e previsível de um impacto excessivo? Como afastou eventual fragilidade localizada da camada esmaltada ou da interface entre esmalte e corpo cerâmico? Houve verificação de vazios sob as placas? Quais valores, parâmetros técnicos e limites de aceitação foram considerados? Qual profissional assumiu a responsabilidade técnica pela conclusão?
Caso a reavaliação identifique possível inadequação do produto ou desempenho incompatível com sua classificação, oferta e destinação residencial, solicito que a empresa apresente uma proposta de solução consensual e razoável, considerando as particularidades do caso e os custos envolvidos.
Peço resposta objetiva e proposta concreta tempestiva, sem prejuízo dos prazos legais. Preservarei peças de reserva, embalagens e registros para eventual análise independente. Minha intenção é resolver o problema de forma administrativa e tecnicamente correta.