O que aconteceu
Adquiri e instalei aproximadamente 96,40 m do piso cerâmico esmaltado Fioranno/Carmelo Fior Constant Plus RT, código 13807, formato nominal 90 × 90 cm, comercializado como Classe A/extra classificação que a própria fabricante associa a produto de primeira qualidade , destinado ao uso como piso e indicado em seu documento para local de uso LB.
Embora a classificação Classe A/extra não signifique que o produto deva resistir a qualquer impacto, ela reforça a legítima expectativa de que apresente qualidade, resistência, durabilidade e integridade superficial compatíveis com um piso residencial de primeira qualidade, quando corretamente especificado, assentado, utilizado e mantido em condições normais. A própria fabricante afirma em seu parecer que garante os produtos de primeira qualidade A quando especificados corretamente, bem assentados e usados em condições normais.
Após a instalação, foram observados lascamentos pontuais com exposição do corpo cerâmico. Minha alegação não é que um piso cerâmico deva resistir a qualquer impacto. É natural que objetos pesados, pontiagudos ou quedas de alta energia possam danificar uma placa. O que questiono é a aparente desproporção entre os danos e impactos de baixa intensidade, comuns e previsíveis no uso residencial, conforme documentado por fotos.
Abri o protocolo SAC 000222/07/26. Em 3 de agosto de 2026, a fabricante considerou a reclamação tecnicamente improcedente e atribuiu o problema a fatores construtivos e de uso/manutenção. Entretanto, o parecer encaminhado não registra inspeção presencial no imóvel, exame físico de placa instalada ou de reserva, identificação de lote, tonalidade e calibre, coleta de amostras, verificação da cobertura de argamassa, mapa de som cavo, ensaio de impacto ou relatório de ensaio do lote específico.
O parecer apresenta fotografias dos lascamentos e enumera causas possíveis, como assentamento, pintura, mudança de móveis, montagem e uso diário. Contudo, não explica quais evidências individualizadas permitiram concluir que, neste caso, houve impacto excessivo, falha construtiva ou manutenção inadequada, nem como foram afastadas hipóteses relacionadas ao desempenho da placa, da camada esmaltada ou da interface entre o esmalte e o corpo cerâmico.
Também chama atenção que o documento afirma que os lascamentos podem ocorrer até mesmo no uso do dia a dia, mas não avalia se a quantidade, a repetição e a severidade dos danos observados são compatíveis com a durabilidade legitimamente esperada de um produto comercializado como Classe A/extra, de primeira qualidade e destinado ao uso como piso residencial.
A advertência genérica para evitar a queda de objetos pesados e pontiagudos não responde à alegação apresentada, que diz respeito a danos aparentemente decorrentes de impactos leves e de situações comuns de uso. A questão não é saber se uma cerâmica pode lascar, mas se este produto apresenta resistência e durabilidade proporcionais à sua classificação, à sua destinação e às condições normais e previsíveis de utilização.
Por isso, não peço que a empresa reconheça automaticamente a existência de defeito. Peço uma reavaliação efetiva, imparcial e documentada. Solicito: (1) inspeção técnica presencial no imóvel, com identificação e qualificação do responsável; (2) análise do assentamento e dos pontos danificados; (3) informação do significado e das limitações da classificação LB aplicável ao produto na data da compra; (4) identificação e rastreabilidade do lote, tonalidade, calibre e data de fabricação; (5) acesso aos relatórios de controle e aos resultados de ensaios pertinentes ao lote ou produto, especialmente os relacionados à absorção de água, carga de ruptura, módulo de resistência à flexão e, caso declarado pela fabricante, resistência ao impacto; e (6) resposta técnica aos quesitos abaixo.
Quesitos principais: como a empresa distinguiu um impacto comum e previsível de um impacto excessivo? Como afastou eventual fragilidade localizada da camada esmaltada ou da interface entre esmalte e corpo cerâmico? Houve verificação de vazios sob as placas? Quais valores, parâmetros técnicos e limites de aceitação foram considerados? Qual profissional assumiu a responsabilidade técnica pela conclusão?
Caso a reavaliação identifique possível inadequação do produto ou desempenho incompatível com sua classificação, oferta e destinação residencial, solicito que a empresa apresente uma proposta de solução consensual e razoável, considerando as particularidades do caso e os custos envolvidos.
Peço resposta objetiva e proposta concreta tempestiva, sem prejuízo dos prazos legais. Preservarei peças de reserva, embalagens e registros para eventual análise independente. Minha intenção é resolver o problema de forma administrativa e tecnicamente correta.
Reclamações parecidas
4Interações da reclamação
Carmelo Fior respondeu
04/08/2026 às 08:59
Prezado Sr. Lucas,
Agradecemos o seu contato e por nos informar o ocorrido.
Já estamos analisando a sua solicitação.
Atenciosamente,
SAC
Cerâmica Carmelo Fior
Consumidor respondeu
04/08/2026 às 12:34
No aguardo.Carmelo Fior respondeu
07/08/2026 às 09:15
Prezado Sr. Lucas,
Conforme alinhado via e-mail, visita técnica agendada para o dia 13/08.
Atenciosamente,
SAC
Cerâmica Carmelo Fior
Consumidor respondeu
11/08/2026 às 07:27
No aguardo.Consumidor respondeu
27/08/2026 às 14:35
A visita foi realizada, mas até agora não recebi nenhum parecer da empresa.Carmelo Fior respondeu
28/08/2026 às 10:15
Prezado Sr. lucas,
Agradecemos o seu contato.
Parecer foi enviado em seu e-mail na data de hoje, peço que por favor verifique.
Atenciosamente,
SAC
Ceramica Carmelo Fior
Consumidor respondeu
28/08/2026 às 12:31
Prezada,
Em virtude do laudo pelo indeferimento enviado ao meu e-mail, segue entedimento:
A reclamação não parte da premissa de que uma placa cerâmica seja indestrutível. O ponto controvertido é outro: foram observados diversos lascamentos pontuais, com exposição do corpo cerâmico, cuja frequência e facilidade aparentam ser desproporcionais ao uso residencial normal do piso. O produto é identificado pela própria fabricante como piso/Chão e Parede e local de uso LB, destinado a ambientes residenciais internos.
Agradeço a visita técnica já realizada e registro que a Carta de Conformidade de 28/08/2026 identifica o técnico ***** e mantém a conclusão de improcedência. Contudo, os documentos fornecidos até agora não apresentam: (a) identificação/rastreabilidade do lote examinado; (b) ensaio laboratorial em peça instalada ou de reserva; (c) resultado numérico de resistência ao impacto; (d) valor/critério objetivo utilizado para distinguir impacto normal e previsível de impacto excessivo; (e) relatório individualizado de verificação do assentamento, vazios, cobertura de argamassa ou demais causas construtivas; ou (f) relatório de ensaio específico que vincule o lote reclamado à afirmação de conformidade.
A carta afirma que o lascamento ocorre quando o esforço de impacto ultrapassa determinado limite de resistência do vidrado. Justamente por isso, solicito que a empresa informe qual valor, parâmetro ou critério técnico foi aplicado a este caso e como esse limite foi verificado.
Tenho preservada UMA CAIXA DE RESERVA do produto, atualmente fechada, disponível para análise técnica. Proponho como solução prioritária que a Carmelo Fior custeie ensaio independente, em laboratório escolhido consensualmente e com escopo adequado, incluindo, como eixo principal, a determinação da resistência ao impacto por coeficiente de restituição segundo a ABNT NBR ISO 10545-5 vigente, sem prejuízo dos ensaios complementares que o laboratório reputar necessários. A amostra deverá ser fotografada, identificada, recebida mediante protocolo, ter [Editado pelo Reclame Aqui] de custódia documentada e preservar contramostra quando tecnicamente possível.
Solicito:
1. manifestação expressa sobre a proposta de ensaio independente custeado pela fabricante;
2. ficha técnica/manual aplicável ao Constant Plus RT 13807 e definição do local de uso LB vigente na data da compra;
3. identificação do técnico responsável pela conclusão e sua qualificação funcional/profissional pertinente;
4. identificação do lote/registro de produção correspondente ao material reclamado, após eu encaminhar fotografia legível da etiqueta da caixa;
5. cópia ou identificação dos relatórios de ensaio/controle efetivamente utilizados para sustentar a afirmação de conformidade do produto ou lote nesta reclamação, com amostra, data, método, resultado e critério de aceitação;
6. esclarecimento do critério técnico concreto utilizado para atribuir os lascamentos a impacto excessivo/mau uso e para afastar fragilidade anormal do sistema esmalte-corpo e contribuição do assentamento;
7. proposta de solução consensual caso a empresa não aceite a produção técnica conjunta.
Esclareço que a ausência de ensaio individualizado não é tratada por mim como prova automática de defeito. Do mesmo modo, o simples aspecto de um lascamento não demonstra automaticamente mau uso. A finalidade desta é produzir prova objetiva e permitir solução administrativa antes de medidas perante Procon, órgãos de avaliação da conformidade, quando competentes, e Judiciário.
Ficam preservados todos os direitos previstos no Código de Defesa do Consumidor, inclusive quanto a vício de qualidade, informação, solidariedade da [Editado pelo Reclame Aqui] de fornecimento, reparação de danos materiais e facilitação da defesa do consumidor.
Consumidor respondeu
01/09/2026 às 13:21
Algum retorno?