Cliente autista é ridicularizado e chamado de "louco" na fila da peixaria do Carrefour após questionar furta-fila

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Uberlândia - MG
10/06/2026 às 13:34
ID: 251024607
Hoje passei por uma situação extremamente constrangedora, desrespeitosa e inaceitável na loja do Carrefour em Uberlândia.
Sou autista e fui ridicularizado dentro da loja, sendo chamado de louco após questionar uma tentativa de fura-fila na peixaria envolvendo uma pessoa ligada a funcionários do próprio Carrefour.
Eu estava há mais de 20 minutos aguardando atendimento na fila da peixaria. À minha frente também havia outras consumidoras, inclusive senhoras idosas. Em determinado momento, uma colaboradora do Carrefour, acompanhada por uma colaboradora da empresa Hellpe, chegou ao setor e pediu aos funcionários que atendessem antes um parente dela, alegando que ele compraria apenas sardinha.
Ocorre que o meu pedido e o pedido das senhoras que estavam na minha frente também eram de sardinha. Por isso, questionei o funcionário da peixaria sobre a tentativa de passar essa pessoa na frente de todos.
Mesmo assim, o funcionário informou que atenderia primeiro o parente da funcionária e somente depois atenderia quem já estava aguardando na fila. Alegou ainda que se tratava de uma pessoa com prioridade. Nesse momento, expliquei que havia uma senhora idosa à minha frente e também apresentei minha identificação de pessoa autista.
A partir daí, a situação ficou ainda mais grave. Tanto o familiar da funcionária quanto funcionários da peixaria passaram a apontar o dedo para mim, fazer chacota e me chamar de louco da cabeça, em clara situação de capacitismo, constrangimento público e desrespeito à minha condição de pessoa autista.
Procurei ajuda dentro da loja. Uma pessoa que se apresentou como líder me levou novamente até o setor da peixaria, mas, em vez de resolver a situação, acabei sendo exposto novamente ao mesmo grupo, passando por mais uma situação vexatória, com piadas, chacotas e constrangimento.
Depois, pedi para falar com a gerente geral da loja. Para minha surpresa, ela mal parou o que estava fazendo para me ouvir. Mesmo percebendo meu estado emocional alterado diante da situação, me ouviu rindo e, de forma cínica, perguntou: Você conseguiu comprar o que queria?.
Respeito ao consumidor é obrigação básica de qualquer empresa. Respeito às filas também. Não havia fila preferencial sinalizada na peixaria e, mesmo que houvesse, eu tinha o direito de permanecer na fila convencional, sem ser humilhado, ridicularizado ou tratado como louco por causa da minha condição.
O que aconteceu foi extremamente grave. Funcionários da empresa permitiram favorecimento dentro da fila, expuseram um consumidor autista ao ridículo e a gerência da loja não demonstrou o mínimo preparo, acolhimento ou respeito para lidar com a situação.
Solicito ao Carrefour uma apuração séria e imediata do ocorrido, com verificação das imagens das câmeras de segurança da loja, especialmente no setor da peixaria e nos momentos em que procurei atendimento da liderança e da gerência.
Exijo também um posicionamento formal da empresa sobre quais providências serão tomadas em relação aos funcionários envolvidos, à postura da gerência e à necessidade de treinamento das equipes para atendimento adequado a pessoas com deficiência, pessoas autistas e consumidores neurodivergentes.
É importante destacar que capacitismo é [Editado pelo Reclame Aqui] no Brasil. A discriminação contra pessoa com deficiência não pode ser tratada como mal-entendido, brincadeira ou simples falha de atendimento. Deve ser apurada com seriedade e punida nos rigores da lei.
Diante da gravidade do caso, espero que o Carrefour informe, de forma clara e objetiva, quais medidas administrativas e legais serão adotadas para responsabilizar os envolvidos e impedir que outros consumidores passem por situação semelhante.