O que aconteceu
Venho por meio desta registrar minha profunda indignação com o descaso, a falta de assistência e a omissão da Casa de Saúde São José especialmente do Serviço Social em nome da Sra Juliana, que resultaram no cancelamento do meu exame de colonoscopia e endoscopia, além do sepultamento de uma queixa grave sobre um acidente sofrido dentro das dependências médicas
.1. Omissão e Cancelamento Abusivo de Exame de SaúdeTenho 62 anos, moro sozinha e não possuo rede de apoio ou familiares disponíveis para me acompanhar em procedimentos. Em setembro, estava agendada para realizar colonoscopia (com preparo hospitalar em regime de day use) e endoscopia digestiva alta na Casa de Saúde São José, através da Endoview.Em agosto, ciente do protocolo de sedação, enviei um e-mail formal explicando minuciosamente a minha condição de vulnerabilidade e solicitando o suporte do Serviço Social ou da equipe de enfermagem para que uma enfermeira pudesse dar o "ok" na minha alta após a recuperação. Ressalto que, recentemente (em dezembro, abril e junho), passei por três cirurgias complexas de grande porte com anestesia geral e intubação totalmente sozinha, realizando internação e alta sem intercorrências burocráticas.
No entanto, o Serviço Social e a Ouvidoria me "enrolaram" sistematicamente,levando mês para uma resposta até que, pela Endoview , o meu exame foi cancelado.
Coincidentemente no dia seguinte somente a dita assistente social me escreve que infelizmente não dispunha de assistência
Negar o atendimento a uma paciente idosa, que mora sozinha, sem oferecer qualquer alternativa de suporte intra-hospitalar para a liberação da sedação, configura uma prática abusiva e uma grave falha no dever de assistência.
2. Descaso e Omissão perante Acidente com Sequelas CrônicasComo se não bastasse, a Ouvidoria e a administração das instituições se calaram completamente diante de uma denúncia gravíssima que enviei. No dia 16 de junho, realizei um teste ergométrico para risco cirúrgico em uma clínica avalizada por vocês. Sofri um acidente provocado por uma técnica terceirizada. A funcionária sequer me ajudou a levantar; desci sangrando e precisei ser levada às pressas ao Pronto Socorro em uma cadeira de rodas.No PS, fui submetida a uma tomografia e medicada com Tramadol na veia devido às dores intensas. Todo esse atendimento de emergência foi feito sem registros formais, sem a minha assinatura para o convênio e sem qualquer notificação ao meu médico assistente, o que viola gravemente as normas do Conselho Federal de Medicina
.Esse acidente me deixou sequelas físicas e financeiras crônicas: sofri perda de epiderme nas pernas (que gerou uma cicatriz hipercrômica visível no joelho) e um deslocamento de cristais no ouvido interno, que me causou crises severas de vertigem. Estou há meses me tratando por minha conta com a medicação Vertix e consultas particulares, arcando sozinha com os custos da negligência sofrida dentro do estabelecimento de vocês.
Exigi formalmente uma reunião/entrevista para tratar desse acidente e a entrega do meu prontuário médico completo daquele dia, mas fui completamente ignorada pela Ouvidoria
.Diante do exposto, exijo imediatamente:Um posicionamento formal da diretoria clínica sobre o cancelamento do meu exame e as providências para que eu possa realizá-lo com segurança e suporte institucional na alta;O agendamento imediato da reunião solicitada para tratar das responsabilidades e do ressarcimento dos danos causados pelo acidente de 16 de junho;A entrega integral e sem rasuras do meu prontuário médico de atendimento de urgência do dia do acidente
.Aguardo um retorno célere.
Caso contrário, formalizarei esta denúncia junto ao CREMERJ, à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e por vias judiciais.
Anexo a estado atual de meu joelho 3 meses depois