Não respondida

Sem Desporte de Qualidade

CBF - Confederação Brasileira de Futebol

cidade: Belo Horizonte

O que aconteceu

Percebemos que os times não podem fazer gols com chutes altos porque não sabem, é tudo rasteiro. Há muitos erros nos chutes a gol.

Faltam técnicos que entendem de táticas de futebol. Não entendemos porque não há treinos com profissionais que entendam de educação física. Quando o jogador leva um carrinho na corrida não pode pular porque não foi treinado para isso. Todos os times deveriam ter treinos de desvios de carrinhos com controle de aterrissagem e stiffness articular. Saltos unilaterais sobre mini-barreiras de espuma (20 cm) com travamento instantâneo de 2s na aterrissagem (stick landing). Falta técnica de micro-toque e salto sobre obstáculo em movimento e condução em velocidade, elevação da bola sobre um obstáculo móvel (rolo de espuma deslizado na direção do atleta) e retomada da bola no segundo passo. Falta treino proprioceptivo cego. As equipes não possuem rigor metodológico na gestão do espaço, do tempo de reação e da intensidade física. Falta focar no posicionamento em relação ao espaço, em vez de posicionamento em relação à bola e às conexões entre os jogadores. Falta dividir o campo em grelhas imaginárias fazendo cada jogador ocupa uma zona específica para gerar linhas de passe contínuas e fixar a defesa adversária. Os jogadores estão saindo de suas zonas e posições para buscar a bola. Falta atrair a pressão para um setor do campo e realizar uma inversão rápida para o homem livre no setor oposto (superioridade posicional e qualitativa). Além disso, poderia ter transição defensiva-ofensiva como principal ferramenta de criação de gols. Quando perde a posse, a equipe deveria ativar pressão sufocante nos primeiros 5 a 8 segundos para recuperar a bola ainda no campo de ataque, pegando a defesa adversária desorganizada; com fase de ataque vertical e objetiva, priorizando passes para a frente. Falta compactação defensiva com exploração do espaço e aceleração física e técnica individual. Os times poderiam ceder posse de bola e estruturar um bloco médio/baixo extremamente denso. Após recuperar a bola, usar atletas de alta potência e velocidade para cobrir grandes distâncias em poucos segundos. Os jogadores estão sendo vendidos com preços baixíssimos deveria ser no mínimo 99 milhões de euros para cima. Os jogadores deveriam ser vendidos somente a partir de 21 anos. Se for vender o atleta precocemente (18 anos) deveriam condicionar o contrato a um empréstimo compulsório de retorno ao clube brasileiro por 18 a 24 meses. O clube comprador europeu deveria pagar pelo passe e o atleta conclui sua maturação metabólica, física e tática na Série A brasileira. O valor da transferência sobe devido ao menor risco de adaptação para o comprador. Falta treinamento para que todos os times brasileiros consigam fazer gols com chute na gaveta (no ângulo superior direito ou esquerdo entre o travessão e a trave vertical).

O preconceito e racismo prejudicam o futebol brasileiro porque proíbe times de naturalizar jogadores africanos para o Brasil e impedem de serem os melhores do mundo. A CBF deveria auxiliar na naturalização brasileira dos melhores jogadores africanos. Por que os times brasileiros não podem ter jogadores da Nigéria, Camarões, Senegal, Gana, Costa do Marfim, República Democrática do Congo, Gabão, Marrocos, Argélia, Egito, Quênia, Tunísia? Deveriam reduzir nas séries A e B para 18 clubes porque elimina 4 datas do calendário e reduz desgaste físico. Falta cortar profissionalismo de fachada e exigir critérios de licenciamento financeiro severos. Dos 750 clubes atuais, apenas cerca de 100 a 120 clubes deveriam manter a licença de Futebol Profissional. Os outros 600 deveriam ser convertidos ao estatuto de Clubes Amadores/Comunitários, eliminando encargos trabalhistas inviáveis. Falta aumentar a base do calendário estável (Série D Regionalizada) com expansão e aumentar de 64 para 128 clubes com calendário garantido por 10 meses, organizados em 8 conferências regionais permanentes. Falta redução da variância de custos porque a regionalização reduz o desvio padrão dos custos em deslocamentos aéreos e hospedagem e viabiliza sustentabilidade financeira das equipes menores. Os técnicos estão colocando 4 ou 5 jogadores no mesmo setor para trocar passes curtos, realizar tabelas e ditar o ritmo por intuição (sem qualquer técnica esportiva). Os jogadores se moverem até a bola aumenta os erros de passes. A bola deveria circular para encontrar o jogador estrategicamente posicionado no espaço livre. Falta média de ações de alta intensidade (piques acima de 25 km/h). O volume excessivo de jogos desgasta os atletas e lesiona gerando mais gastos para os times brasileiros. Falta dosar energia, falta controle e espaço com posse de bola, falta pressão e velocidade vertical, falta compactar e força de transição. Quando o time estiver sem bola tem que usar reorganização e pressão por zona ou pressão sufocante ou bloco médio/baixo e fechamento de linhas porque marcação individual não funciona. O deslocamento deveria ser tático com acelerações curtas. Falta capacidade aeróbia e tiros de alta intensidade, falta potência muscular com força e velocidade máxima.