Não respondida

Atendimento desrespeitoso e retenção de menor como pressão para estorno

Centro Odontologico Do Povo De Sao Mateus

cidade: São Paulo

O que aconteceu

Eu, Rosinalva, fui ao Centro Odontológico do Povo São Mateus, no dia 22/08/2026, acompanhada da minha filha Giovanna, que é paciente da clínica há mais de 02 anos e estava para fazer a manutenção do aparelho ortodôntico e a limpeza dos dentes no mesmo dia.

Fui atendida pela Dra. Nájila, que fez minha avaliação e me passou o orçamento manuscrito (em anexo), com os seguintes valores:

- 3 Restaurações (obturações): R$ 180,00 cada

- Limpeza: R$ 230,00

- Placa miorrelaxante (aparelho para bruxismo): R$ 550,00

- Total geral orçado: R$ 1.320,00

Combinamos que eu faria primeiro 2 restaurações (R$ 360,00), e os demais procedimentos seriam feitos posteriormente. Paguei também a limpeza dos dentes e a manutenção do aparelho ortodôntico da minha filha, serviços que já estavam pagos, totalizando R$ 600,00, pagos no cartão de crédito às 10h58 (comprovante anexo).

Quando chegou minha vez de ser atendida, uma segunda dentista me informou que os dentes não eram restaurações, e sim canais, no valor de R$ 800,00 por dente sem aviso prévio, sem explicação clara, apenas a afirmação de que "só abrindo o dente é que sabe". Dois diagnósticos completamente diferentes na mesma clínica, sem nenhuma transparência, e valores totalmente alterados.

Decidi, no exercício do meu direito, não realizar o procedimento e buscar uma segunda opinião médica. Diante disso, a Dra. Nájila, que havia feito a avaliação inicial e passado o orçamento, foi extremamente grosseira e ríspida comigo, não respeitando minha decisão.

Pedi o estorno dos R$ 360,00 referentes aos meus procedimentos, que não foram executados. A partir daí, a atendente Sara adotou uma conduta completamente abusiva e ilegal:

RETIVERAM O ATENDIMENTO DA MINHA FILHA GIOVANNA, paciente menor de idade e há mais de 02 anos na clínica, que já tinha os serviços de limpeza e manutenção do aparelho PAGOS e estava no local esperando para ser atendida, COMO FORMA DE PRESSÃO para eu desistir do estorno ou aceitar deixar o valor como crédito. A atendente Sara só liberou o atendimento da minha filha DEPOIS que o estorno foi confirmado às 13h01 (comprovante de cancelamento anexo). Fiquei mais de 2 horas na clínica, sendo pressionada, enquanto o atendimento da minha filha ficava retido como "refém", mesmo com os serviços dela já quitados.

Usar o atendimento de uma criança paciente há mais de dois anos que já tinha os serviços pagos, como moeda de troca em uma disputa de valores com a mãe é imoral, desrespeitoso e viola frontalmente o Código de Defesa do Consumidor (Lei n 8.078/1990), especialmente os princípios da boa-fé, da transparência e da dignidade do consumidor. A conduta grosseira da Dra. Nájila e a prática de pressão da atendente Sara são inaceitáveis em um estabelecimento de saúde.

Diante de toda essa situação e da forma como fomos tratadas, com muita indignação e pesar, informo que não serei mais paciente desta clínica. Mesmo após todo esse período de acompanhamento, vou procurar uma nova clínica e um novo profissional para dar continuidade ao tratamento odontológico e ao aparelho ortodôntico da minha filha Giovanna, pois não nos sentimos mais seguras e respeitadas neste estabelecimento.

O que peço:

1. Registro formal desta reclamação e ciência dos responsáveis pela clínica sobre a gravidade de tais condutas especialmente reter atendimento de paciente menor, com serviços já pagos, como forma de coerção;

2. Compromisso formal de que tal prática não se repetirá com outros consumidores;

3. Reavaliação urgente dos critérios de atendimento e respeito aos direitos do consumidor, especialmente no atendimento a crianças e adolescentes, mesmo aqueles que já são pacientes há anos.

São Paulo, 25 de agosto de 2026.

Atenciosamente,

Rosinalva

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