Citroën C3: Reparo de Chave Gera Problema na Tampa do Combustível e Fabricante Considera Normal Uso de Duas Chaves

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Rio de Janeiro - RJ
03/07/2026 às 17:45
ID: 253036987
Veículo devolvido pior do que entrou na assistência. Citroën considera normal usar duas chaves para um único carro.
Adquiri um Citroën C3 Feel 1.0 ano/modelo 2023/2023, zero quilômetro, e sempre realizei todas as revisões exclusivamente na rede autorizada Citroën, preservando a garantia e seguindo rigorosamente todas as recomendações da fabricante. O veículo nunca sofreu qualquer intervenção fora da rede autorizada.
No final de maio de 2026, durante a 3 revisão periódica, realizada na Roma Citroën Botafogo (serviço no valor de R$ 2.676,86), relatei apenas um problema: o botão de travamento da chave original apresentava funcionamento intermitente.
Todo o restante do veículo estava em perfeito funcionamento. A mesma chave operava normalmente a ignição, as portas e a tampa do combustível.
A assistência técnica autorizada informou que seria necessária a substituição da chave, procedimento que autorizei por confiar na rede autorizada da Citroën.
O que ninguém me informou é que, juntamente com a troca da chave, seriam substituídos os cilindros da ignição e das portas, mas não o cilindro da tampa do combustível. Também não fui informada de que o veículo perderia sua configuração original e deixaria de funcionar com apenas uma chave.
Deixei o veículo na concessionária em 26/05/2026 e o retirei no dia seguinte acreditando que o problema havia sido resolvido. Dias depois, ao abastecer o carro pela primeira vez após a revisão, descobri que a nova chave simplesmente não abria a tampa do combustível.
Ao procurar a concessionária, fui informada de que a "solução" seria utilizar permanentemente duas chaves: uma para ignição, portas, e outra exclusivamente para abrir a tampa do combustível.
Ou seja, o veículo entrou na assistência com uma simples falha eletrônica na chave e saiu com um novo defeito criado durante o próprio reparo.
A situação é ainda mais grave porque, no momento da entrega, fui orientada a descartar as chaves antigas por não terem mais utilidade. Se eu tivesse seguido essa orientação, sequer conseguiria abastecer o veículo.
Nas conversas por WhatsApp, a própria consultora técnica reconheceu que essa informação deveria ter sido prestada, chegando a dizer: "Até te peço desculpas por não ter informado." Posteriormente, ao ser questionada sobre a possibilidade de corrigir definitivamente o problema, respondeu: "Infelizmente não."
Diante disso, procurei diretamente a Citroën, registrando os protocolos 16756388 e 16814397.
Expliquei diversas vezes que minha reclamação não era sobre a troca da chave em garantia, mas sobre o fato de o veículo ter retornado da assistência em condições inferiores às que entrou.
Depois de quase um mês de análise, a resposta oficial da Citroën foi de que o procedimento correto seria continuar utilizando o veículo com duas chaves.
Ou seja, a própria fabricante validou uma solução que altera a configuração original do veículo e transfere permanentemente o transtorno ao consumidor.
Mesmo após diversos contatos, ligações e protocolos, a Citroën não apresentou qualquer solução definitiva.
Hoje sou obrigada a utilizar duas chaves para operar um único automóvel, situação que jamais existiu antes da intervenção da assistência técnica autorizada e que reduz a praticidade, a segurança e até o valor do veículo.
Minha reclamação não é contra a troca da chave em garantia. Minha reclamação é que a Citroën se recusou a reparar o defeito criado durante um serviço realizado em sua própria rede autorizada, assumindo como definitiva uma solução claramente inadequada.
Solicito que a Citroën providencie a substituição do cilindro da tampa do combustível (ou outra solução técnica equivalente), restabelecendo o veículo às condições originais de fábrica, permitindo que uma única chave opere todas as suas funções.
Esta é minha primeira experiência com um veículo da Citroën e, infelizmente, está sendo extremamente decepcionante. O que mais me surpreende não é o erro cometido durante o reparo, mas o fato de a própria fabricante considerar aceitável que um consumidor seja obrigado a utilizar duas chaves para um carro que saiu de fábrica funcionando perfeitamente com apenas uma.
Em anexo, apresento a Ordem de Serviço, o Termo de Ocorrência entregue pela própria concessionária atestando que o veículo foi "liberado pela qualidade", o comprovante de pagamento da revisão e os documentos pertinentes, todos com meus dados pessoais ocultados.