Veículo com 21.000 km rodados e revisões em dia apresenta falha nos freios, embreagem e fumaça, com recusa de garantia pela concessionária

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Alvorada - RS

03/07/2026 às 18:28

ID: 253040243

Adquirimos o veículo em 2025, com pagamento realizado à vista. Todas as revisões foram efetuadas rigorosamente dentro do prazo e exclusivamente na concessionária autorizada, conforme determina o plano de manutenção do fabricante.

Após a realização da segunda revisão, o veículo passou a apresentar falhas nos freios e na embreagem. Aproximadamente 20 dias depois dessa revisão, enquanto minha esposa conduzia o veículo utilizado exclusivamente para deslocamentos particulares e passeios houve intensa emissão de fumaça, acompanhada de um forte odor de queimado, tornando impossível a continuidade da utilização do automóvel.

Diante da situação, o veículo foi deixado no estacionamento privado do trabalho da minha esposa e posteriormente encaminhado à concessionária/oficina autorizada da Citroën para avaliação técnica.

Dois dias após a entrega do veículo, minha esposa recebeu, por telefone, a informação de que o problema teria sido causado por "mau uso". No entanto, quando solicitei que essa conclusão fosse formalizada por e-mail ou em laudo técnico, a justificativa foi alterada para "desgaste natural". Essa mudança de posicionamento gera sérias dúvidas quanto à consistência da análise realizada.

É inadmissível que um veículo com apenas 21.000 km rodados, submetido a todas as revisões obrigatórias na rede autorizada e com apenas a segunda revisão realizada, apresente um desgaste dessa natureza. Ainda mais grave é a negativa da cobertura pela garantia, a recusa no fornecimento de veículo reserva e a proposta de um suposto "acordo comercial", que poderá transferir integralmente ao consumidor os custos de um problema que, ao que tudo indica, decorre de vício oculto ou de falha mecânica.

Além disso, já tivemos de encaminhar esse mesmo veículo anteriormente à concessionária para correção de um problema elétrico relacionado a um recall da própria fabricante. Também não se pode descartar a possibilidade de que alguma intervenção realizada durante a revisão tenha contribuído para a ocorrência do defeito.

Estamos há quase 15 dias sem o veículo, suportando elevados prejuízos financeiros, pois residimos em outro município e dependemos do automóvel para nossos deslocamentos. Até o momento, não recebemos qualquer respaldo efetivo da montadora, apenas a informação de que devemos aguardar um "acordo comercial", cujo prazo poderá se estender por mais 15 dias, mantendo-nos sem solução e sem qualquer assistência.

Diante da situação, já encaminhamos toda a documentação, comprovantes das revisões, registros das conversas, fotografias e demais provas ao nosso advogado. Caso a garantia não seja devidamente reconhecida e cumprida, serão adotadas todas as medidas judiciais cabíveis para assegurar nossos direitos, incluindo a reparação pelos prejuízos materiais e morais decorrentes da conduta adotada.

Aguardamos uma solução imediata, com o devido acionamento da garantia, o reparo integral do veículo sem qualquer custo ao consumidor e a adoção das providências necessárias para minimizar os prejuízos que estamos sofrendo.

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