Não respondida

Dezenas de tentativas e nenhuma solução: Sicoob nega transferência de cota sem esclarecer os motivos

Consórcio do Sicoob

cidade: Florianópolis

O que aconteceu

Sou cooperado do Sicoob e estou tentando transferir uma cota de consórcio contemplada, com o bem já entregue. Encaminhei documentos, complementei as informações exigidas e solicitei esclarecimentos repetidamente, mas continuo sem uma explicação objetiva sobre os impedimentos e sobre o que poderia ser feito para regularizar a operação.

No primeiro procedimento, protocolo *****, encaminhei documentos de renda em 06/10/2026. Em 07/10, recebi a negativa sob a justificativa de que o perfil de consumo da pessoa interessada não atendia aos critérios da administradora, com orientação para indicar outro cessionário.

No atendimento *****, em 09/10, o Sicoob informou que a classificação de risco é realizada pela cooperativa singular e que a administradora não teria autonomia para alterá-la isoladamente. Pedi a identificação da cooperativa responsável, do dossiê, do motivo impeditivo e do canal de revisão. O atendimento informou que o chamado seria encerrado, orientando novo acionamento da central.

Em 09/10, registrei reclamação na Ouvidoria Sicoob, protocolo *****, com registro de primeiro atendimento *****, pedindo revisão, justificativa formal e orientação para prosseguir.

Posteriormente, segui com o procedimento ***** para transferência a pessoa jurídica. Em 19/10, enviei a documentação solicitada e, em 21/10, complementei o material do Simples Nacional após nova exigência. O atendimento confirmou que o processo estava em atualização cadastral.

Em 23/10, às 08h57, veio a negativa no processo PJ. Às 09h21, solicitei nova análise considerando a compradora como pessoa física. Às 09h46, recebi negativa para PJ e PF. Às 10h14, o Sicoob explicou que a análise da PJ também incluía a sócia PF e afirmou haver impedimentos em ambas, sem informar objetivamente quais. Nessa resposta, afirmou que a análise e a decisão sobre a transferência competem exclusivamente à administradora. Peço que esclareçam a responsabilidade de cada entidade e indiquem quem pode efetivamente revisar a decisão.

Às 10h53 do mesmo dia, voltei a perguntar se o problema dizia respeito à renda, comprometimento financeiro, histórico de crédito ou outro fator; se houve análise independente da pessoa física; se seria possível reconsiderar com documentos ou garantias; e se a decisão foi exclusivamente automatizada. Até 28/10/2026, continuo sem resposta que esclareça essas perguntas.

Além das cobranças por e-mail, fiz dezenas de tentativas de contato com o canal de atendimento sem conseguir atendimento que esclarecesse e resolvesse o problema. Estou documentando os procedimentos de pessoa jurídica e pessoa física, o registro da ouvidoria e os demais protocolos.

Em 26/10, a ouvidoria comunicou prorrogação por mais dez dias úteis, alegando necessidade de complementar a análise. Até esta data, não recebi resposta conclusiva da ouvidoria sobre o mérito. Registro a prorrogação sem afirmar que o prazo prorrogado já tenha vencido.

Solicito resposta escrita e individualizada sobre os motivos das negativas, os dados ou pendências que possam ser corrigidos, a possibilidade de reanálise para PJ e PF, o responsável por essa reanálise e o prazo exato para conclusão da ouvidoria. Caso informações sobre a compradora devam ser fornecidas diretamente a ela, peço a indicação do canal adequado para que ela própria exerça esse pedido.

Reconheço que a administradora realiza análise de risco. O que peço é transparência, orientação concreta e atendimento efetivo. Estou reunindo os protocolos, documentos enviados e respostas para eventual encaminhamento ao Procon, caso a situação continue sem esclarecimento e solução.