O que aconteceu
Meu nome é *****, tenho 81 anos e sou professora aposentada. Trabalhei a vida inteira e, em maio de 2026, realizei um sonho: comprei na Cresauto, em Salvador, uma Fiat Toro zero-quilômetro. Paguei R$ 149.900,00. Escolhi um carro novo porque, na minha idade, eu queria uma única coisa: segurança. Saber que minha família poderia viajar tranquila.
Esse sonho virou um pesadelo em menos de dois meses.
Em 13 de julho, meu filho viajava com o carro e ele simplesmente parou na estrada, perto de Capim Grosso. Teve que vir guincho. Levamos à Cresauto, onde o carro ficou seis dias. Quando fui ver o que tinham feito, a ordem de serviço dizia apenas que resetaram a central eletrônica. Nenhuma peça foi trocada. Mesmo assim, devolveram o carro como se estivesse resolvido.
No dia seguinte, o carro não quis ligar no meio da viagem de volta para casa.
Cinco dias depois, em 26 de julho, meu filho seguia para Salvador, onde ia buscar os exames do tratamento de saúde do meu marido, quando o carro parou de novo, no meio de uma avenida movimentada, no trajeto entre Feira de Santana e Salvador. Imaginem a angústia: o pai doente, os exames para buscar e o carro novo parado no meio do trânsito, esperando guincho mais uma vez. Sem carro e sem nenhum veículo reserva, ele teve que voltar para o interior de ônibus, pagando a passagem do próprio bolso.
Depois disso, fiquei mais de duas semanas sem carro nenhum. Liguei, mandei mensagem, abri protocolo, abri outro protocolo e recorri à Ouvidoria. Encerraram meu atendimento sem resolver nada. Cheguei a implorar que liberassem o carro reserva em Feira de Santana, porque eu mesma iria buscar. Uma senhora de 81 anos se oferecendo para viajar até outra cidade só para ter como se locomover. E, ainda assim, nada. O carro reserva só chegou em 10 de agosto.
Em 20 de agosto, me devolveram a Toro, dizendo que estava consertada. Ela não durou 24 horas. No dia 21, parou outra vez e foi guinchada novamente. Quatro dias depois, recolheram o carro reserva, enquanto o meu continuava parado na concessionária.
Em 17 de setembro, minha família estava viajando, parou para almoçar, e o carro deu pane de novo. Foi a quinta vez. Mais um guincho, mais uma vez na concessionária. Agora, mais de um mês depois, dizem que o carro está pronto. Mas como confiar? Já me disseram isso antes, e nas duas últimas vezes ele quebrou em menos de 24 horas. Não vou colocar minha família de novo dentro de um carro que já parou cinco vezes.
E o carro reserva que me deram é um Fiat Cronos usado, de 2023. Eu paguei por uma picape zero-quilômetro. Não pedi favor nenhum. Paguei o valor integral do meu carro.
Eu não tenho mais tempo para esperar, nem paciência para ouvir aguarde o retorno. Na minha idade, cada mês importa. Já são quase quatro meses de transtorno, ligações, guinchos, viagens perdidas e noites mal dormidas, com medo de que meu filho ou meus netos fiquem parados numa estrada a qualquer momento.
O Código de Defesa do Consumidor garante que, quando o defeito não é resolvido em 30 dias, o consumidor pode exigir a troca do produto por outro novo, em perfeitas condições. Esse prazo já passou há muito tempo. Tentei de todas as formas resolver amigavelmente. Ninguém resolveu.
O que eu peço à Cresauto: que troquem o meu carro por uma Fiat Toro zero-quilômetro, igual à que comprei, em perfeitas condições, e que, enquanto isso não acontece, me deem um carro reserva da mesma categoria, sem custo e sem o risco de recolherem a qualquer momento.
Não quero mais um carro que me deixou na estrada cinco vezes. Quero apenas o carro novo e seguro que eu paguei para ter.