O que aconteceu
Em 18/12/2024, enquanto estava hospedado no hotel diRoma, em Caldas Novas, fui abordado por uma vendedora que me ofereceu um plano de pontos do diRoma VIP. Durante a abordagem, ela informou que, por meio desse programa, eu poderia retornar ao estabelecimento aproximadamente quatro vezes, contando com uma excelente hospedagem.
Ao apresentar os planos disponíveis, a vendedora inicialmente me ofereceu uma opção de pagamento em 24 parcelas, a qual recusei. Posteriormente, apresentou uma opção em 19 parcelas de R$199,00, que foi a condição que aceitei. A contratação foi realizada por meio de um link disponibilizado pela própria atendente.
Ocorre que, no momento da contratação, não me foi apresentado o contrato para leitura e conferência, não recebi uma cópia impressa e tampouco recebi o documento por e-mail. Dessa forma, finalizei a contratação acreditando que o plano havia sido contratado nas condições que solicitei, ou seja, em 19 parcelas.
Somente em setembro de 2026, ao perceber que as cobranças continuavam sendo realizadas no meu cartão de crédito, constatei que os pagamentos ainda estavam em andamento. Ao entrar em contato com o canal de relacionamento da empresa pelo WhatsApp, fui informado de que, na verdade, o contrato havia sido registrado em 36 parcelas, uma condição completamente diferente daquela que solicitei e que me levou a aceitar a oferta.
O que mais me causa indignação é a falta de transparência durante a contratação. Se eu recusei expressamente a opção de 24 parcelas, por qual motivo aceitaria uma contratação em 36 parcelas? Não faz sentido que eu tenha recusado um prazo menor e, ao mesmo tempo, concordado com um compromisso financeiro muito mais longo.
Meu principal questionamento é justamente a ausência de disponibilização do contrato no momento da adesão. Se eu tivesse recebido o documento naquela ocasião, teria identificado imediatamente que o parcelamento registrado era de 36 vezes, e não de 19 vezes, conforme a condição que solicitei. Consequentemente, teria pedido o cancelamento dentro do prazo de sete dias, pois jamais teria concordado com uma contratação nessas condições.
Portanto, não deixei de cancelar porque concordava com o parcelamento de 36 vezes, mas porque não tive acesso ao documento que me permitiria identificar essa divergência. Caso a informação tivesse sido apresentada de maneira clara e o contrato tivesse sido disponibilizado para minha conferência, eu teria condições de tomar uma decisão consciente e manifestar minha discordância dentro do prazo legal.
Quando procurei a empresa para esclarecer a situação e buscar uma solução, os atendentes informaram que a contratação havia sido realizada corretamente. Entretanto, questiono: se todo o procedimento foi conduzido de maneira correta e transparente, por que não recebi uma cópia do contrato no momento da adesão? Por que não tive a oportunidade de conferir as condições contratuais antes de concluir a contratação?
A ausência desse documento é especialmente relevante porque a condição registrada pela empresa diverge daquela que solicitei e aceitei durante a negociação. Não considero razoável que a empresa simplesmente afirme que tudo foi feito corretamente sem esclarecer essa divergência e demonstrar de que maneira as condições de 36 parcelas foram apresentadas e aceitas de forma clara.
Além disso, até o presente momento, não utilizei o programa de pontos. Os benefícios atualmente disponibilizados também não correspondem, na minha percepção, às expectativas criadas durante a abordagem comercial. Não tenho interesse em continuar pagando por um produto que não desejo manter, principalmente diante da divergência nas condições de contratação e da falta de acesso ao contrato no momento da adesão.
Diante de toda essa situação, solicito:
O cancelamento definitivo do plano diRoma VIP, com a interrupção das cobranças futuras.
O reembolso dos valores pagos, considerando a divergência no parcelamento, a falta de transparência relatada e o fato de que não utilizei o programa de pontos.
A apresentação de uma cópia integral do contrato supostamente firmado, bem como dos registros que comprovem que fui informado de maneira clara sobre o parcelamento em 36 vezes e que concordei expressamente com essa condição.
Uma solução que considere as circunstâncias concretas da contratação, especialmente o fato de que, caso tivesse recebido o contrato e identificado as condições efetivamente registradas, teria solicitado o cancelamento dentro do prazo de sete dias.
Quanto aos pontos ou créditos eventualmente concedidos, não tenho interesse em utilizá-los e estou disposto a discutir um eventual abatimento de crédito efetivamente concedido e utilizado, desde que devidamente demonstrado e justificado. Meu objetivo é encerrar essa relação contratual de forma justa, sem continuar pagando por um produto que não desejo manter.
Ressalto que estou tentando resolver a situação de maneira amigável, mas me sinto prejudicado pela forma como a contratação foi conduzida. Não considero justo permanecer vinculado por 36 parcelas quando a condição que solicitei e aceitei foi de 19 parcelas, especialmente sem ter recebido o contrato para conferir as informações e identificar a divergência no momento oportuno.
Espero que a empresa não se limite a repetir que a contratação foi realizada corretamente, mas que analise efetivamente os fatos relatados e apresente uma solução concreta para o problema.
Caso não haja uma solução satisfatória, buscarei os órgãos de defesa do consumidor e avaliarei as medidas judiciais cabíveis para resguardar meus direitos, inclusive quanto à validade das condições contratuais, ao cancelamento e à restituição dos valores pagos.
Aguardo um posicionamento efetivo da empresa e a resolução definitiva dessa situação.