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Financiar um imóvel: Tudo o que você precisa saber

Financiar um imóvel: Tudo o que você precisa saber

O financiamento imobiliário é a forma mais comum de comprar imóveis no Brasil. De acordo com a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), os financiamentos imobiliários chegaram a R$123,9 bilhões em 2020. O número representa um recorde histórico de financiamento com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE).


Como na maioria dos casos não é possível arcar com o valor do imóvel à vista, o financiamento surge como uma solução para que as famílias consigam realizar o sonho da casa própria.


Se você também está pensando em comprar seu imóvel e quer saber mais sobre como funciona o financiamento imobiliário, continue a leitura.

O que é o financiamento imobiliário?

O financiamento imobiliário significa pegar dinheiro emprestado de uma instituição bancária com o objetivo de comprar imóveis. O comprador depois paga a dívida em parcelas corrigidas e acrescidas de juros, durante um prazo pré-estabelecido.
No mercado, é comum que o comprador pague 20% a 30% de entrada para o vendedor e peça o restante emprestado para a instituição financeira.
 
Principais formas de financiar um apartamento
Existem duas formas principais para adquirir um imóvel residencial: por meio do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e do Sistema Financeiro Imobiliário (SFI)
As duas modalidades usam recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), que provêm dos depósitos da caderneta de poupança e FGTS.

 
Conheça as diferenças entre o SFH e SFI:
Sistema Financeiro de Habitação (SFH)
O Sistema Financeiro de Habitação contempla principalmente as classes de baixa renda, com os recursos voltados para a compra ou reforma da casa própria. Suas principais características são:

- O imóvel financiado pelo SFH deve ser avaliado em até R$1,5 milhão.

- O SFH só é permitido para pessoas físicas e que podem comprometer no máximo 30% da renda mensal.

- A taxa de juros é atrativa, de no máximo 12% ao ano

- Como regra, quem adquire o imóvel só pode ter objetivo de moradia e ele precisa estar localizado onde o comprador já reside ou estuda.

- Recursos do FGTS podem ser usados para abater o valor das prestações e do saldo devedor.


Sistema Financeiro Imobiliário (SFI)
O SFI engloba todos os casos de financiamento que não se encaixam nos pré-requisitos do SFH. Ele pode interessar pessoas que buscam imóveis com valor acima do teto permitido pelo SFH e que aceitem juros mais altos. Suas principais características são:

- O Sistema Financeiro Imobiliário pode ser utilizado para financiar imóveis residenciais e empresariais.
- As taxas de juros são mais altas do que as do SFH, variando entre 12% e 16% ao ano.
- O SFI pode ser realizado por pessoas físicas ou jurídicas.
- Não há teto máximo para o valor do imóvel financiado
- Não há limite de comprometimento da renda do tomador de crédito

A principal diferença entre o SFH e o SFI está na possibilidade de usar o FGTS para o financiamento. Ele só pode ser usado no SFH, seguindo essas regras adicionais:

- Ter contribuído por pelo menos 3 anos de trabalho.
- Não ter outro financiamento pelo SFH.
- Não ter outro imóvel residencial urbano na localização em que trabalha ou reside.

Conheça o passo a passo para financiar um apartamento
Agora que você já conhece as principais modalidades disponíveis para crédito imobiliário, confira as etapas do processo e fique mais preparado.

1. Simulação da contratação
O primeiro passo é fazer uma simulação para que as instituições financeiras te enviem propostas de acordo com sua renda e capacidade de pagamento. A maioria das empresas disponibiliza essa simulação pela internet, assim você consegue fazer tudo sem sair de casa.

Com a CrediPronto, joint-venture da Lopes com o Banco Itaú, é possível simular o financiamento em poucos passos.

2. Escolha do banco e entrega de documentos
Assim que receber as propostas, você pode comparar e decidir qual delas se encaixa melhor com o seu perfil.

Depois, basta enviar todos os documentos necessários para a instituição bancária começar a operação. A lista de documentos pode variar, mas é comum solicitarem documentos de identidade, certidões de casamento e comprovantes de renda.

3. Análise de crédito
Com seus documentos em mãos, a instituição financeira agora confere as informações e realiza a análise de crédito, verificando se o comprador tem condições de pagar o financiamento e consultando sua situação nos órgãos de proteção ao crédito. Estar com o nome limpo e ter um bom score vai te ajudar e muito a conseguir ser aprovado.

4. Confecção e assinatura do contrato
Após a confirmação de todos os dados, a instituição financeira emite o Contrato de Financiamento, que deve ser assinado pelo comprador e pelo vendedor.

5. Registro do contrato em cartório
O comprador deve levar o contrato assinado para ser registrado em cartório. Nesta etapa entram alguns custos adicionais, como o pagamento do registro e o ITBI.

6. Liberação do crédito imobiliário

Assim que recebe uma via do contrato registrado em cartório, a instituição financeira tem um prazo para liberar o crédito para o vendedor, que pode variar de 5 a 10 dias úteis.

7. Pagamento das parcelas
O comprador é responsável por pagar à instituição bancária as parcelas estabelecidas no contrato. Caso não pague, corre o risco de perder o imóvel.

No final dos pagamentos, o banco emite o Termo de Quitação de Imóvel, que atesta legalmente que o comprador finalizou o contrato sem pendências.

Agora que você já sabe as etapas do processo de financiamento e as modalidades, já está preparado para começar a simular para fazer o melhor negócio.


Atualizado em: 20/12/2021