Esses dois investimentos possuem características distintas. No entanto, eles têm um propósito semelhante, garantir a segurança financeira do segurado e de seus familiares.
Apesar de serem produtos diferentes, você não precisa escolher entre um e outro, já que ambos podem trazer muitos benefícios tanto para o titular quanto para os beneficiários.
Contudo, existem algumas diferenças, principalmente relacionadas ao resgate do dinheiro investido e à tributação.
O que é seguro de vida?
O seguro de vida é um produto que visa oferecer proteção para o segurado e para os beneficiários dele.
Na maioria dos casos, essa modalidade de seguro cobre a morte do segurado. Quando isso ocorre, os beneficiários do titular recebem uma indenização.
Contudo, dependendo da cobertura escolhida no momento da contratação do plano, o segurado pode receber uma indenização ainda em vida caso sofra de uma doença grave ou fique impossibilitado de trabalhar devido a uma incapacidade total ou parcial.
Além disso, também há a possibilidade de contar com cobertura para despesas médico-hospitalares e um auxílio-funeral.
Ao contratar um seguro de vida, o segurado ou os seus beneficiários só vão poder solicitar o pagamento da indenização caso um sinistro ocorra. Sendo assim, o titular não pode solicitar o dinheiro investido no seguro a qualquer momento.
O que é previdência privada?
A previdência privada tem como principal objetivo garantir que o investidor consiga ter uma boa renda quando se aposentar. Ela pode ser vista como um complemento à previdência pública.
Existem dois tipos de previdência privada. A PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) é a categoria indicada para quem investe até 12% da renda na previdência privada e declara o Imposto de Renda seguindo o modelo completo. Isso porque é possível deduzir essas contribuições na declaração anual do Imposto de Renda.
Já a VGBL (Valor Gerador de Benefício Livre) é mais indicada para aqueles que investem mais do que 12% da renda na Previdência Privada, contudo, as contribuições para essa categoria não podem ser deduzidas no Imposto de Renda. No entanto, no momento de sacar o dinheiro aplicado, o investidor só vai precisar pagar imposto sobre os rendimentos, e não sobre o valor total investido.
Quais são as principais diferenças entre seguro de vida e previdência privada?
Com a previdência privada é possível garantir uma renda maior na aposentadoria, sem ter que depender inteiramente do governo. Contudo, é preciso considerar as questões tributárias antes de escolher entre o modelo PGBL e o VGBL.
Já o seguro de vida é ideal para quem quer garantir um futuro mais tranquilo para a sua família, além de assegurar o recebimento de uma indenização caso não possa mais trabalhar devido a uma doença ou acidente que gere uma incapacidade permanente.
Além disso, o seguro de vida apresenta algumas vantagens na esfera tributária, quando comparado com a previdência privada, já que sobre a indenização paga pela seguradora não incidem Imposto de Renda nem ITCMD.
Outra vantagem do seguro de vida em relação à previdência privada é que o dinheiro aplicado no seguro não pode sofrer penhora judicial, o que não ocorre com os recursos investidos nos planos de previdência.
Contudo, no caso da previdência privada, você pode resgatar o valor investido a qualquer momento, o que não é possível no seguro de vida.


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