Não respondida

Falta de acolhimento e despreparo.

Escola Adventista de Vila Matilde

cidade: São Paulo

O que aconteceu

Minha experiência no Colégio Adventista Vila Matilde Kids

Fomos muito bem recebidos inicialmente pela funcionária responsável pelo atendimento, e o colégio nos causou ótima impressão quanto à organização, limpeza e estrutura. Durante a conversa sobre a matrícula, informei que meu filho foi identificado com altas habilidades/superdotação há dois anos e que busco uma escola que esteja aberta ao diálogo e à parceria para oferecer o melhor suporte possível a ele.

Fui orientada a retornar no período da noite para conversar com a coordenadora pedagógica *****, e levar meu filho para conhecer o espaço e realizar o teste aplicado a todas as crianças ingressantes. Mesmo sem a matrícula efetivada, foi solicitado que eu apresentasse os laudos neuropsicológico e psicopedagógico. Apesar de conterem informações pessoais, concordei em disponibilizá-los.

Logo após a atividade com meu filho, a pedagoga nos chamou e a primeira coisa que disse foi:

O que a neuropsicológa falou sobre a superdotação dele? Porque aqui ( no teste) eu não estou vendo. Meu filho não escreveu o nome e a idade, mas reconheceu as letras e números. Ele tem apenas 4 anos.

Ali eu já percebi que ela desconhecia totalmente o que é a superdotação.

Esperava ver essa condição em um simples teste de escrita e números, sem considerar que existem diferentes áreas de habilidades e que nem todo superdotado lê ou escreve cedo. Também me questionou se ele havia se consultado com um neuropediatra. Expliquei com calma que a superdotação não é um transtorno, não tem CID, e que o reconhecimento é feito por psicólogo e neuropsicólogo.

Após isso, ela me direcionou à recepção e me entregaram um papel para que assinasse. O papel dizia que precisariam de 10 dias úteis para ler o laudo e que ele não concluiu o teste.

Assinei, mas saí com a sensação de que estavam duvidando da avaliação feita por profissionais. Não houve, no entanto, nenhum espaço para conversa, sendo que esse foi o motivo principal que nos fez retornar à escola.

Quando finalmente consegui falar com a pedagoga por telefone após o prazo dos 10 dias, esperava algo como:

"Boa tarde, *****. Li o laudo do seu filho, obrigada pela paciência. Vamos conversar sobre como podemos apoiá-lo.."

Mas, em vez disso, o atendimento iniciou- se assim: " Boa tarde, pode de falar.."

Um atendimento frio, apressado ( para me transferir para a funcionária que faria a matrícula) e com pouquíssima abertura para diálogo.

Percebi que, mais do que desconhecimento sobre o tema, havia falta de acolhimento e empatia. A escola, (representada pela diretora e coordenadora *****), demonstrou que não está aberta a aprender sobre as diferenças e, na verdade, demonstrou até um certo descaso.

Por isso, decidi não matriculá-lo no Colégio Adventista Vila Matilde Kids.

Deixo aqui meu relato para outros pais que, como eu, buscam uma escola que olhe com sensibilidade e respeito sobre as diferenças, incluindo a condição de altas habilidades e superdotação.