Agressão verbal e humilhação de adolescente e mãe por funcionários da Empresa Nordeste durante embarque

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Balneário Camboriú - SC

12/06/2026 às 17:26

ID: 251253857

À EMPRESA NORDESTE
O episódio que relato a seguir ultrapassa qualquer discussão sobre regras de embarque.
O FATO MAIS GRAVE É QUE MINHA FILHA, UMA ADOLESCENTE DE APENAS 15 ANOS, FOI AGREDIDA VERBALMENTE, INTIMIDADA, HUMILHADA E SUBMETIDA A CONSTRANGIMENTO PÚBLICO POR DOIS FUNCIONÁRIOS DA EMPRESA NORDESTE RESPONSÁVEIS PELO EMBARQUE: A ATENDENTE E O HOMEM QUE SE APRESENTOU COMO SEU CHEFE.
Foi no dia ***** às ***** na rodoviária de Curitiba, Paraná.No portão S.
Nenhuma regra operacional justifica esse comportamento.
Meu celular apresentou uma falha técnica justamente no momento em que eu iria apresentar o bilhete em PDF. Imediatamente expliquei o ocorrido, pedi desculpas pelo transtorno e informei que estava tentando resolver o problema. Em nenhum momento me neguei a cumprir qualquer exigência da empresa. Pelo contrário, permaneci durante todo o atendimento tentando ligar o aparelho, abrir o bilhete e acessar meus documentos digitais pelo aplicativo Gov.br.
O motorista, de forma extremamente educada e humana, emprestou um carregador para que eu pudesse resolver a situação. Registro que ele foi a única pessoa que demonstrou respeito e empatia durante todo o episódio.
Enquanto eu tentava solucionar o problema, a atendente informou que precisaria consultar seu superior. Esse homem permaneceu durante vários minutos ao telefone consultando outra pessoa sobre a possibilidade de eu embarcar utilizando o bilhete em PDF.
Durante esse período, ouvi risadas enquanto a ligação acontecia. Naquele momento imaginei que estivessem buscando uma solução. Somente depois compreendi que meu problema parecia não estar sendo tratado com a seriedade que a situação exigia.
Também ouvi o homem que se apresentou como chefe afirmar: Essa nunca mais esquece de um documento.
Se a política da empresa sobre a apresentação de documentos era tão clara, por que a atendente precisou consultar seu superior, que por sua vez consultou outra pessoa? Se nem mesmo os funcionários tinham segurança sobre qual procedimento deveria ser adotado, é inadmissível que toda a consequência dessa situação tenha recaído sobre o cliente que, naquele momento, fazia todos os esforços para cumprir a exigência apresentada.
Mesmo enquanto meu celular permanecia ligado por poucos segundos, eu tentava abrir o Gov.br e apresentar meus documentos. Bastaria um mínimo de boa vontade para verificar que eu estava tentando solucionar o problema.
Entretanto, repito: essa discussão é secundária.
O CENTRO DESTA DENÚNCIA É A VIOLÊNCIA PRATICADA CONTRA MINHA FILHA.
Enquanto eu tentava resolver o problema técnico, os dois funcionários passaram a gritar com minha filha, uma adolescente de apenas 15 anos. Ela foi intimidada, humilhada diante de dezenas de passageiros e chorou durante toda a ocorrência.
A atendente segurou seu braço, retirou nossas bagagens de forma agressiva, arremessou nossos pertences pela escada do ônibus, depois lançou os objetos sobre a mesa de embarque e vários deles foram parar no chão.
Durante essa confusão, um jogo pertencente à minha filha, avaliado em aproximadamente R$ 4.000,00, permaneceu no interior do ônibus e somente foi recuperado porque um passageiro, sensibilizado com a situação, fez questão de nos entregar o objeto.
O homem que se apresentou como chefe presenciou toda a cena. Em nenhum momento interveio para impedir a agressão verbal dirigida a uma adolescente. Ao contrário, participou da abordagem agressiva.
Após toda a violência praticada contra minha filha, a funcionária voltou sua agressividade contra mim. Mesmo quando eu já estava na sala de embarque, separada por um vidro, ela continuou gesticulando de forma agressiva, chamando-me para o confronto e adotando uma postura claramente intimidatória. Também fui alvo de ameaça e intimidação por parte da funcionária.
É absolutamente inaceitável que uma empresa permita que seus funcionários intimidem uma adolescente de 15 anos e, em seguida, adotem comportamento igualmente agressivo contra sua mãe.
Não encaminho esta manifestação para receber um pedido de desculpas.
Exijo que a Empresa Nordeste apure rigorosamente os fatos, identifique os dois funcionários envolvidos e informe, por escrito, quais medidas disciplinares serão adotadas.
Também requeiro a preservação imediata e o fornecimento das imagens das câmeras de segurança que registraram toda a ocorrência, desde o início do atendimento até nossa saída do terminal, para que todos os fatos sejam integralmente comprovados.
A Empresa Nordeste responde pelos atos de seus colaboradores. O que ocorreu não foi um desentendimento entre passageiros e funcionários. Foi uma sequência de agressões verbais, intimidação, humilhação pública e abuso de autoridade praticados por dois empregados contra uma adolescente de 15 anos e sua mãe.
Espero que esta denúncia seja tratada com a seriedade que merece. Aguardo uma resposta formal contendo o resultado da apuração interna, as medidas disciplinares efetivamente adotadas e o fornecimento das imagens da ocorrência.
Caso a empresa entenda que a conduta de seus funcionários foi compatível com seus padrões de atendimento, peço que isso também seja informado expressamente. Se, por outro lado, reconhecer a gravidade dos fatos, espero que tome todas as providências necessárias para responsabilizar os envolvidos e garantir que nenhuma outra criança, adolescente ou família passe pela violência que nós vivemos.
Por fim, pegamos o próximo ônibus que era das ***** e acabou saindo às *****.Será que seria irresponsabilidade da empresa como o funcionário falou que seria minha ou imprevistos? De qualquer forma a impressão da cultura da empresa é de zero empatia. Fomos humilhadas e agredidas por um casal funcionários em exercício de suas funções que parecia estar muito à vontade entre si e na conduta de agressão.

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