O que aconteceu
No dia 30/07 meu veículo sofreu uma colisão frontal, causando danos no para-choque, capô e para-lama direito, que chegou a se deslocar a ponto de dificultar a abertura da porta do passageiro.
Quero deixar muito claro que, antes dessa colisão, meu veículo NÃO apresentava qualquer problema no ar-condicionado, compressor ou qualquer ruído de trepidação. O sistema funcionava perfeitamente.
Logo após a batida, porém, o carro passou a apresentar uma forte trepidação na parte dianteira. Dois dias depois do acidente, quando levei o veículo para a inspeção do seguro, relatei esse barulho e inclusive disse que estava me incomodando bastante. Na ocasião, acreditávamos que poderia ser causado pelo capô amassado e fora de posição.
Não realizamos nenhuma intervenção naquele momento justamente porque precisávamos aguardar a vistoria, o parecer e a autorização da seguradora.
Após a chegada das peças, deixei o veículo para reparo em 25/08 e ele foi liberado em 04/09.
No próprio dia 04/09, assim que retirei o carro, percebi que o mesmo barulho de trepidação continuava. Entrei em contato com a oficina por WhatsApp e telefone, mas como retirei o veículo próximo ao fechamento não foi possível avaliá-lo naquele momento.
Retornei posteriormente à oficina e foram encontrados vários problemas no reparo realizado, inclusive peça do painel frontal quebrada, presilhas usadas/inadequadas, farol praticamente solto e grade do farol de milha também com problema de fixação. A oficina refez ajustes e trocou presilhas, porém a trepidação continuou.
Nos dias 14 e 15/09 o veículo permaneceu novamente na oficina para investigação, quando finalmente foi identificado que o barulho aparecia especificamente com o AR-CONDICIONADO LIGADO.
Fui orientado a procurar uma oficina especializada em ar-condicionado, pois a oficina credenciada informou que não realizava esse serviço.
Eu estava me organizando para fazer essa avaliação, porém no dia 18/09 o ar-condicionado simplesmente parou de funcionar.
No dia 21/09 retornei à oficina e levantei novamente a hipótese de que a colisão pudesse ter provocado deslocamento ou dano em algum componente do sistema de ar-condicionado.
O veículo foi levantado, a proteção do compressor foi removida e foi constatado que essa proteção estava AVARIADA, inclusive com suspeita de que a polia estivesse raspando ou encostando nela.
Diante dessas evidências foi solicitado à EZZE um complemento do sinistro. Para minha surpresa, a seguradora NEGOU, alegando que o problema do ar-condicionado não teria relação com a colisão.
É justamente essa conclusão que questiono.
Como a seguradora pode afirmar categoricamente que não existe relação com o acidente se:
* o ar-condicionado funcionava perfeitamente antes da colisão;
* o ruído começou imediatamente após a batida;
* relatei esse ruído já na primeira inspeção, apenas dois dias depois do acidente;
* inicialmente imaginávamos que fosse o capô deslocado;
* após o reparo da funilaria o ruído permaneceu;
* posteriormente foi constatado que a trepidação acontecia justamente quando o ar-condicionado era acionado;
* foi encontrada uma proteção avariada junto ao compressor;
* e, por fim, o sistema de ar-condicionado deixou completamente de funcionar?
O fato de o ar-condicionado ter continuado funcionando por algumas semanas após a batida não significa que não possa ter ocorrido um dano, deslocamento ou desalinhamento que tenha evoluído progressivamente até provocar a falha definitiva.
Não estou pedindo que a seguradora simplesmente aceite minha hipótese. Estou pedindo uma REAVALIAÇÃO TÉCNICA e que apresente uma justificativa concreta sobre como foi descartada a relação entre a colisão, a proteção avariada, a trepidação e a posterior falha do compressor/sistema de ar-condicionado.
Fiquei bastante decepcionado, principalmente porque contratei a EZZE por indicação do meu corretor, que apresentou a empresa como uma seguradora confiável e com uma boa rede de parceiros.
Espero que a EZZE reveja o caso, autorize uma avaliação especializada do sistema de ar-condicionado e analise o complemento do sinistro com base em todo o histórico do veículo, e não apenas na alegação de que o defeito teria surgido posteriormente.
Caso a negativa seja mantida, solicito que a seguradora forneça por escrito o laudo ou parecer técnico que fundamentou a conclusão de que o dano não possui relação com o acidente.
Gostaria de resolver a situação administrativamente, mas, caso não exista uma solução ou justificativa técnica adequada, buscarei os meios necessários para resguardar meus direitos e ser ressarcido pelos prejuízos.