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Insatisfação com acessibilidade e demora no atendimento ortopédico no Hospital Family

FAMILY HOSPITAL

cidade: São Paulo

O que aconteceu

Minha experiência no Hospital Family foi bastante insatisfatória e gostaria de registrar minha indignação com dois pontos que considero graves.

Meu pai sofreu uma queda da escada e lesionou/fraturou o pé. Por conta da dificuldade temporária de locomoção, precisou utilizar uma cadeira de rodas para circular pelo hospital.

O primeiro problema foi a disposição dos bancos no corredor. Havia bancos dos dois lados, deixando um espaço muito estreito para a passagem da cadeira de rodas. As pessoas precisavam ficar se movimentando constantemente para permitir a passagem.

Para que meu pai conseguisse chegar até a recepção, onde precisava colocar a digital para liberar o atendimento, eu mesma precisei movimentar os bancos, pois a cadeira de rodas não conseguia passar adequadamente pelo espaço disponível.

Meu pai não é uma pessoa com deficiência. Ele estava utilizando a cadeira de rodas temporariamente por causa da queda. Justamente por isso, considero ainda mais importante que um hospital tenha uma estrutura que permita a circulação de pacientes que eventualmente estejam utilizando cadeira de rodas, muletas ou tenham alguma limitação temporária de mobilidade.

A situação merece atenção inclusive diante das normas de acessibilidade e infraestrutura aplicáveis aos estabelecimentos de saúde, como a Lei n 13.146/2015 (Lei Brasileira de Inclusão) e a RDC n 50/2002 da ANVISA, que estabelecem parâmetros relacionados à acessibilidade e às condições de circulação nos estabelecimentos assistenciais de saúde.

Além disso, tivemos uma demora considerável para o atendimento ortopédico.

No momento em que aguardávamos, havia apenas dois ortopedistas atendendo. Um saiu para o horário de almoço e o outro precisou se ausentar para atender uma emergência. Entendo que uma emergência obviamente deve ser priorizada, porém, como consequência, meu pai, que havia acabado de sofrer uma queda e estava com uma lesão no pé, ficou aproximadamente 1h30 aguardando para ser atendido pelo ortopedista.

O que espero do hospital é que situações como essa sejam avaliadas para que exista uma estrutura adequada tanto para a circulação de pacientes com mobilidade reduzida temporariamente quanto para manter um fluxo de atendimento minimamente adequado quando ocorrem imprevistos na escala médica.

Espero que o hospital não apenas responda à reclamação, mas avalie efetivamente o ocorrido e tome providências, pois um paciente que chega ao hospital após uma queda deveria encontrar uma estrutura preparada para recebê-lo.