Não respondida

Minha câmera de ré do Fiat Pulse foi furtada e o alarme não disparou

Fiat

cidade: São Bernardo do Campo

O que aconteceu

**Assunto: Indignação com a vulnerabilidade da câmera de ré do Fiat Pulse, a falta de posicionamento da Fiat e os custos impostos ao consumidor**

Prezada equipe Fiat,

Comprei um Fiat Pulse, um carro de que gostei muito. Gosto dos veículos da marca e, inclusive, voltei a ter um Fiat justamente pela confiança que tenho na empresa e pela satisfação com seus produtos.

Entretanto, tive uma experiência extremamente frustrante: minha câmera de ré foi furtada em Santo André, no ABC Paulista. E há um detalhe que torna tudo ainda mais absurdo: **nem sequer o alarme do veículo disparou durante o furto.**

O fato foi registrado por meio do *********.

Ao pesquisar sobre o ocorrido na internet, encontrei diversos relatos semelhantes e descobri como a câmera pode ser facilmente removida. Pelo que pude verificar, basta puxá-la para baixo com a mão para furtá-la. Isso me fez questionar não apenas a fragilidade da instalação, mas também a ausência de medidas preventivas e de orientação aos proprietários.

Quero deixar claro que, no momento da compra, os atendentes da concessionária foram extremamente gentis e atenciosos. Não tenho nenhuma reclamação sobre eles. Minha indignação é com a própria Fiat, que deveria orientar sua rede de concessionárias e informar seus clientes sobre uma vulnerabilidade como essa, caso já tenha conhecimento dos relatos.

**Minha frustração aumentou ainda mais ao tentar entrar em contato com a Fiat para registrar formalmente minha reclamação.** Procurei um endereço de e-mail para encaminhar minha manifestação, mas não encontrei um canal de e-mail disponível para esse tipo de reclamação. Precisei recorrer ao WhatsApp, por meio do qual foi gerado o protocolo *********.

Considero preocupante que um consumidor que deseja apresentar uma reclamação séria, detalhada e fundamentada tenha dificuldade até mesmo para encontrar um canal direto de comunicação com a fabricante. Não basta disponibilizar um atendimento: é necessário garantir que o cliente consiga expor seu problema, obter uma resposta formal e saber quais providências serão tomadas.

**O que mais me revolta, porém, é o que aconteceu quando procurei a concessionária para resolver o problema.**

Fui informado de que uma câmera original custaria R$ 4.650, enquanto a trava de proteção, que, na minha opinião, já deveria vir instalada de fábrica, custaria mais R$ 650. Estamos falando de R$ 5.300 para recuperar o equipamento original e instalar uma proteção que poderia dificultar o furto.

Ao pesquisar alternativas, encontrei câmeras paralelas por aproximadamente R$ 2.100. Também encontrei anúncios de acessórios e soluções de proteção na internet. Isso me causa ainda mais estranheza: o consumidor sofre o prejuízo, precisa correr atrás de informações por conta própria e ainda se depara com custos tão elevados para repor um componente do próprio veículo.

Nas minhas pesquisas, tive dificuldade para encontrar a câmera original fora dos canais ligados à própria Fiat e à sua rede de concessionárias, enquanto existem diversas ofertas de alternativas no mercado. Essa situação levanta questionamentos sobre a disponibilidade de peças, os preços praticados e a facilidade com que um componente furtado pode alimentar um mercado paralelo. Não estou afirmando que a Fiat tenha qualquer envolvimento com esse comércio, mas considero legítimo cobrar transparência e providências diante desse cenário.

E aqui chegamos à questão central da minha indignação: **onde está o posicionamento da Fiat?**

Por que não existe uma comunicação clara aos proprietários? Por que os vendedores não são orientados a alertar os clientes no momento da compra? Por que uma proteção que pode dificultar esse tipo de furto não é considerada desde a fabricação do veículo? E por que o consumidor só descobre essa situação depois de ser vítima e precisar desembolsar milhares de reais?

Confesso que, diante de tudo isso, chega a passar pela cabeça uma pergunta bastante incômoda: será que a Fiat não percebe que essa falta de prevenção acaba gerando novas vendas de peças e serviços após os furtos? Será que a empresa não tem interesse em resolver definitivamente essa questão?

**Espero sinceramente estar enganado.** Quero acreditar que se trata de uma falha de atenção ao consumidor, e não de uma situação que a empresa simplesmente aceita enquanto os proprietários arcam com os prejuízos.

Sei que nem todos os problemas podem ser previstos e que existem situações que fogem ao controle de qualquer fabricante. Não espero que um veículo seja imune a furtos. Porém, espero que uma empresa do porte da Fiat tenha responsabilidade para investigar relatos recorrentes, avaliar possíveis falhas de projeto ou instalação e agir preventivamente quando necessário.

Por isso, considero fundamental que a Fiat avalie uma solução técnica efetiva, incluindo uma proteção de fábrica e a possibilidade de uma campanha preventiva ou de um recall, caso os critérios técnicos e legais justifiquem essa medida.

Não considero razoável que o cliente tenha que descobrir uma possível vulnerabilidade por conta própria, sofrer um furto, ficar sem um equipamento importante e depois enfrentar um custo tão elevado para recuperar as condições originais do veículo.

Diante disso, solicito um posicionamento oficial sobre os seguintes pontos:

1. A Fiat tem conhecimento dos relatos de furtos envolvendo a câmera de ré do Pulse?

2. Por que o alarme do veículo não disparou durante o furto? Existe alguma orientação técnica sobre essa situação?

3. Existe uma solução oficial de proteção contra a remoção da câmera? Por que essa proteção não é instalada de fábrica?

4. Como a Fiat justifica o preço de R$ 4.650 informado para a câmera original e de R$ 650 para a trava de proteção?

5. A empresa pretende orientar formalmente sua rede de concessionárias e comunicar os proprietários sobre os riscos identificados?

6. A Fiat pretende avaliar uma campanha preventiva ou um recall, caso tecnicamente cabível, para solucionar o problema?

7. Qual será o encaminhamento dado à minha reclamação, registrada pelo WhatsApp sob o protocolo *********, e como poderei receber uma resposta formal da fabricante?

Gosto da Fiat. Foi justamente por gostar da marca que voltei a comprar um de seus veículos. Por isso, minha manifestação não é uma crítica gratuita, mas uma cobrança legítima de quem confiou na empresa e esperava uma experiência melhor.

**O consumidor não pode ser lembrado pela marca apenas na hora de comprar um carro ou uma peça de reposição. A relação de confiança precisa continuar depois da venda, especialmente quando surge um problema.**

Espero que a Fiat compreenda a gravidade dessa situação, responda de maneira objetiva e apresente providências concretas. Mais do que uma resposta protocolar, espero uma demonstração de respeito por quem escolheu a marca e não quer se arrepender dessa decisão.

Atenciosamente,

**Um cliente que gosta da Fiat, mas que está profundamente indignado com a falta de prevenção, de informação e de posicionamento diante dessa situação.**