Funcionária do Zoológico de SP grita com mãe de criança autista que precisava ir ao banheiro

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São Paulo - SP
15/07/2026 às 16:35
ID: 254008339
Venho manifestar minha profunda indignação com a forma como minha família foi tratada durante nossa visita ao Zoológico de São Paulo.
Estávamos eu, meu marido, minha enteada e meus dois filhos, sendo o mais novo uma criança de apenas 6 anos, diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Como muitas famílias que convivem com o autismo sabem, imprevistos acontecem e, em diversos momentos, é necessário agir rapidamente para evitar crises e preservar o bem-estar da criança.
Após enfrentarmos uma longa fila para entrar no parque, fomos direcionados, logo depois das catracas, para uma segunda fila destinada à fotografia de recordação. Em nenhum momento fomos informados de que seria obrigatório permanecer nessa fila, mesmo para quem não tinha interesse em adquirir a foto.
Foi justamente nesse momento que meu filho informou que precisava ir ao banheiro com urgência. Diante dessa necessidade, decidi sair da fila para levá-lo ao banheiro, priorizando sua saúde, dignidade e bem-estar.
Infelizmente, fui surpreendida pela atitude completamente despreparada da funcionária responsável pela organização da fila. Em voz alta, na frente de diversos visitantes, ela passou a gritar comigo, afirmando que eu "não podia sair da fila" e que era "obrigatório aguardar". O tom agressivo, a falta de educação e o vocabulário utilizado foram totalmente incompatíveis com o atendimento que se espera de um local que recebe milhares de famílias, incluindo crianças e pessoas com deficiência.
O mais grave é que, mesmo diante da explicação de que se tratava de uma criança autista com necessidade urgente de usar o banheiro, não houve qualquer demonstração de empatia, acolhimento ou respeito. Pelo contrário, a funcionária preferiu constranger uma mãe que apenas estava cuidando do próprio filho.
É inadmissível que um espaço de lazer voltado às famílias não prepare seus colaboradores para lidar com situações que envolvem crianças com Transtorno do Espectro Autista. Pessoas com deficiência têm seus direitos garantidos por lei, e o atendimento humanizado não deveria ser um diferencial, mas uma obrigação.
Também considero abusivo obrigar visitantes a permanecerem em uma fila para um serviço opcional, como a fotografia de recordação. A decisão de comprar ou não uma foto deve ser livre, jamais imposta, muito menos em prejuízo das necessidades de uma criança.
Saí do zoológico profundamente decepcionada. O que deveria ser um dia especial em família foi marcado pelo constrangimento, pela falta de respeito e pela total ausência de sensibilidade de uma funcionária que demonstrou despreparo para lidar com o público.
Espero que o Zoológico de São Paulo apure os fatos, tome as providências cabíveis e invista em treinamento para que nenhuma outra família, especialmente aquelas que convivem com o autismo ou outras deficiências, passe por uma situação tão humilhante quanto a que vivemos.