O que aconteceu
Venho por meio desta registrar uma reclamação formal contra a Fundação Polisaber (Cursinho da Poli - Unidade Paraíso) devido a uma sequência inaceitável de descumprimentos contratuais, falhas graves de suporte, atrasos recorrentes em reembolsos acordados e, por fim, pagamentos realizados com valores incorretos a menor, gerando sérios prejuízos financeiros e emocionais.
Em 07/03/2026, firmei o contrato de prestação de serviços no valor de 12 parcelas de R$ 770,00 via cartão de crédito. Em virtude da aprovação da minha filha no vestibular de meio de ano, solicitei formalmente o cancelamento do curso no dia 02/07/2026.
A partir desta data, iniciou-se uma grave falha na prestação de serviços por parte da instituição:
1. Obstáculos e Falta de Canais Formais de Suporte: A empresa não disponibiliza um canal oficial de atendimento via e-mail, centralizando todo o contato exclusivamente por ligações e mensagens de WhatsApp, o que dificulta o registro formal das demandas. Exigiram uma reunião com um orientador para o dia 07/07/2026 às 11h. O funcionário não compareceu e não enviou o link. Só após muita cobrança e insistência nos dias 08/07, 10/07 e 13/07 por esses meios restritos, enfrentando total falta de retorno, consegui que me enviassem o documento oficial de Solicitação de Desistência.
2. O Acordo Financeiro: O termo foi assinado em 13/07/2026, estipulando formalmente o VALOR TOTAL A SER REEMBOLSADO de R$ 4.312,00 (do qual a instituição já reteve de forma imediata a multa contratual de 20% sobre o saldo restante). Como o reembolso foi pactuado em 5 parcelas mensais, ficou acordado o pagamento de R$ 862,40 por mês, programado para todo dia 16.
3. Histórico de Descumprimento Crônico e Atrasos:
1 parcela (vencimento 16/08): Não foi paga na data. Após imenso desgaste via WhatsApp, só efetuaram o depósito em 20/08 (4 dias de atraso).
2 parcela (vencimento 16/09): Novo atraso e necessidade de cobranças exaustivas. Pago apenas em 18/09 (2 dias de atraso).
3 parcela (vencimento 16/10): Entre os dias 17/10 e 28/10, cobrei a empresa diariamente. Em uma das interações, fui informada de que o problema seria "repassado ao setor financeiro", mas continuei sem uma solução pontual. No dia 29/10, depositaram o valor parcial de R$ 616,00. Após nova cobrança, no dia 30/10, depositaram mais R$ 226,00. Somados, os dois depósitos totalizam R$ 842,00. Como a parcela contratual devida é de R$ 862,40, a empresa errou o cálculo e efetuou o pagamento a menor, deixando uma diferença pendente de R$ 20,40 apenas nesta competência.
Destaque do Impacto Financeiro e Prejuízo Familiar:
A fatura do meu cartão de crédito vence impreterivelmente todo dia 10 de cada mês, contendo a cobrança integral da parcela de R$ 770,00 do cursinho. Para honrar esse compromisso e não sujar meu nome, sou obrigada a quitar a fatura no dia 10. O reembolso contratual da Poli foi fixado para o dia 16 justamente para repor esse desfalque no meu orçamento e me permitir pagar as demais contas essenciais da casa (como a conta de luz, que também vence no dia 16). Como a Poli descumpre sistematicamente o calendário de reembolsos e atrasa os depósitos, fico sem o dinheiro na data certa e sou forçada a deixar minhas contas de consumo em atraso, gerando juros, multas externas e imenso transtorno familiar.
Todo este descaso está me causando severos problemas de saúde, incluindo picos de pressão alta e fortes dores de cabeça causadas pelo estresse recorrente. Ressalto que nenhum encargo legal por esses atrasos me foi pago voluntariamente até o momento.
Diante de todo o exposto, exijo de forma imediata:
1. O depósito urgente do saldo residual de R$ 20,40 referente ao erro da parcela de outubro.
2. O cálculo e pagamento dos encargos legais (juros de mora de 1% ao mês e multa) referentes aos atrasos de agosto, setembro e outubro, dado que a impontualidade da empresa me gerou custos e juros reais em minhas contas pessoais de consumo.
3. A garantia absoluta de que as parcelas restantes de novembro e dezembro serão pagas de forma pontual no dia 16, respeitando o valor integral contratado de R$ 862,40.
4. Caso a instituição não consiga cumprir o calendário de depósitos, exijo que realizem o estorno integral do saldo restante direto com a operadora do meu cartão de crédito para cessar definitivamente os débitos na minha fatura.
Caso o problema não seja resolvido de forma imediata, darei andamento à judicialização do caso junto ao Juizado Especial Cível (Pequenas Causas) em busca de reparação por danos materiais e morais causados pelos atrasos provocados.