Em réplica

Quero a devolução de R$ 212 mil corrigidos pelo meu Jeep Compass com defeito

Grupo Carbel

cidade: Belo Horizonte

O que aconteceu

**Título: Strada Jeep Pampulha, Grupo Carbel, encerrou minha reclamação sem resolver o problema. Quero a devolução de R$ 212 mil corrigidos**

Adquiri um Jeep Compass Longitude T270, ano/modelo 2025/2025, zero-quilômetro, em 30/05/2025, pelo valor de R$ 212.000,00. Comprei o veículo esperando qualidade, segurança, confiabilidade e respeito aos compromissos comerciais assumidos pela marca.

Entretanto, em pouco mais de um ano, o automóvel apresentou problemas sucessivos em diferentes sistemas, exigiu diversos atendimentos em garantia e gerou transtornos que comprometeram completamente minha confiança no veículo e no atendimento oferecido pela rede autorizada.

Esta reclamação é direcionada à Strada Jeep Pampulha, integrante do Grupo Carbel, em razão do histórico de atendimento do veículo e da necessidade de uma solução efetiva para o caso.

**1. HISTÓRICO DE DEFEITOS EM UM VEÍCULO ZERO-QUILÔMETRO**

Os registros de serviços disponíveis apontam atendimentos em 17/10/2025, 05/12/2025, 13/03/2026 e 19/05/2026. Entre os registros estão intervenções relacionadas ao software e ao módulo do powertrain, ao sistema de direção e à mangueira superior do radiador.

O veículo também apresentou problema no sistema de gerenciamento de faixa, conhecido como LLM, além de ocorrência relacionada ao sistema de arrefecimento. Aguardo as ordens de serviço completas para esclarecer as datas e os detalhes de todas essas ocorrências.

Em agosto de 2026, precisei deixar o veículo na concessionária entre 28/08 e 03/09, devido a um problema no sistema de injeção que provocava perda de potência durante a aceleração.

Poucas semanas depois, em 28/09/2026, foi aberta a ordem de serviço n 000037326, que registrou barulho na suspensão dianteira e o desprendimento da maçaneta da porta dianteira esquerda, que chegou a se soltar na mão da condutora.

O diagnóstico eletrônico WiTECH 2.0, de 07/10/2026, registrou o código B259A-01, descrito como falha elétrica geral na maçaneta dianteira esquerda, com status ativo.

O veículo permaneceu na concessionária de 29/09 a 16/10/2026, quando foi retirado. Foram 18 dias de intervalo entre a entrada e a retirada, durante os quais fiquei sem acesso ao automóvel.

Não considero aceitável que um veículo adquirido zero-quilômetro, por R$ 212 mil, apresente problemas sucessivos em diferentes sistemas e exija tantas intervenções em tão pouco tempo.

**2. NEGATIVA DO JEEP ASSISTANCE SERVICE E INTERPRETAÇÃO QUESTIONÁVEL DO CONTRATO**

Além dos problemas do veículo, enfrentei uma situação grave envolvendo o Jeep Assistance Service.

O contrato prevê assistência com possibilidade de carro reserva, sujeita às condições estabelecidas para o serviço. Solicitei o benefício em razão de um problema ocorrido dentro do primeiro ano, mas o pedido foi negado.

Ao questionar a negativa junto à área de Experiência do Cliente da Jeep, fui informado de que as 48 horas previstas no contrato corresponderiam a seis dias úteis, sob a justificativa de que a empresa trabalha oito horas por dia.

Considero essa interpretação questionável e solicito que seja apresentada a cláusula contratual específica que fundamenta esse entendimento. Um prazo expresso em horas não deve ser convertido automaticamente em dias úteis sem uma previsão contratual clara que justifique essa contagem.

Tenho a conversa gravada com a área de Experiência do Cliente e preservo esse registro para comprovar o teor da explicação que recebi.

A situação me causou indignação, pois, além de enfrentar problemas com o veículo, precisei discutir o significado de uma condição contratual para tentar obter um benefício que entendo estar previsto no serviço adquirido.

**3. A ÁREA DE EXPERIÊNCIA DO CLIENTE ENCERROU A RECLAMAÇÃO SEM RESOLVER O PROBLEMA**

O aspecto mais preocupante do atendimento é que a área de Experiência do Cliente da Jeep encerrou minha reclamação sem solucionar o problema apresentado.

O encerramento administrativo de uma reclamação não significa que a demanda do consumidor tenha sido efetivamente resolvida. Continuo questionando a negativa do carro reserva, a interpretação do prazo contratual e a ausência de uma solução compatível com o histórico do veículo.

Esperava que a área responsável pelo relacionamento com o cliente analisasse os documentos, esclarecesse a divergência contratual e apresentasse uma resposta concreta. Em vez disso, minha reclamação foi encerrada sem que eu obtivesse a solução que buscava.

Tenho registros da comunicação e a gravação do atendimento, que poderão ser utilizados para demonstrar o que foi informado e como a questão foi tratada.

Solicito que o Grupo Carbel, por meio da Strada Jeep Pampulha, intervenha no caso, cobre um posicionamento efetivo dos responsáveis e não se limite a encaminhar novamente minha reclamação para o mesmo canal que já a encerrou sem resolver a questão.

**4. PAGUEI R$ 212.000,00 E QUERO A DEVOLUÇÃO INTEGRAL DO VALOR, CORRIGIDO**

Diante dos defeitos sucessivos, dos atendimentos em garantia, do período de indisponibilidade do veículo e dos problemas relacionados ao serviço de assistência, não desejo simplesmente continuar submetido a novas tentativas de reparo sem uma solução definitiva.

Paguei R$ 212.000,00 por um veículo zero-quilômetro. Minha principal pretensão é a resolução da compra, com a restituição integral do valor pago, monetariamente corrigido, conforme o artigo 18, 1, inciso II, do Código de Defesa do Consumidor, observados os requisitos legais aplicáveis.

Considero que o histórico apresentado exige uma análise séria sobre a qualidade do produto e o cumprimento das obrigações assumidas pelos fornecedores. Também solicito que seja considerada a negativa do Jeep Assistance Service e o encerramento da reclamação pela área de Experiência do Cliente sem

Reclamações parecidas

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Interações da reclamação

  1. Grupo Carbel respondeu

    22/10/2026 às 17:14

    Prezado Sr. Leonardo,

    Seu caso está sendo acompanhado com atenção pela nossa equipe técnica e pela gestão de pós-vendas, em conjunto com a montadora.

    Em todos os acionamentos, a concessionária prestou atendimento e assistência técnica ao veículo, seguindo rigorosamente os procedimentos e as orientações da montadora. Cada diagnóstico e intervenção conta com o acompanhamento da gestão de pós-vendas para assegurar uma condução criteriosa do atendimento.

    Seguimos atuando na análise do caso e na definição dos próximos encaminhamentos, em alinhamento com a montadora. Mantemos contato direto com você para informar o andamento e prestar os esclarecimentos necessários, reafirmando nosso compromisso com a continuidade da assistência e a transparência das informações.

    Strada Jeep

  2. Consumidor respondeu

    23/10/2026 às 21:47

    Jeep Compass 2025/2025: falhas recorrentes, motor fundido, mais de 40 dias em oficina e perda total de confiança no veículo

    Registro esta reclamação diante da gravidade e da recorrência dos problemas apresentados pelo meu Jeep Compass Longitude 2025/2025, adquirido zero-quilômetro, e da ausência, até o momento, de uma solução definitiva compatível com os riscos e os transtornos enfrentados.

    O caso ultrapassou os limites de um problema comum de pós-venda. O veículo apresentou sucessivas falhas mecânicas e eletrônicas, retornos à oficina e situações que, na minha avaliação, colocaram em risco a segurança dos ocupantes e de terceiros. Na última entrada na oficina, o problema atingiu um nível ainda mais grave: **o motor fundiu**.

    Ao longo desse histórico, foram relatados problemas no sistema de assistência à condução, no módulo de direção, no sistema de arrefecimento, no acesso passivo às portas e ao porta-malas, na ignição, na suspensão e na maçaneta da porta dianteira esquerda. Mesmo após intervenções técnicas, alguns problemas persistiram ou deram lugar a novas ocorrências.

    Em duas situações, o veículo apresentou circunstâncias que, na minha avaliação, poderiam ter resultado em acidentes fatais. Por isso, minha preocupação não se limita ao prejuízo financeiro ou à indisponibilidade do automóvel: envolve, sobretudo, a segurança e a integridade física das pessoas.

    O veículo já ultrapassou **40 dias parado em oficina**, considerando o histórico de indisponibilidade que venho relatando, além das sucessivas entradas para diagnóstico e reparos. Essa situação comprometeu sua utilização e tornou insustentável a expectativa de que novos reparos, sem esclarecimento técnico conclusivo, sejam suficientes para restabelecer minha confiança.

    A resposta recebida da empresa informa que o caso está sendo acompanhado pelas equipes técnicas, pela gestão de pós-vendas e pela montadora, com a promessa de novos encaminhamentos. Entretanto, esse posicionamento não esclarece as questões centrais: qual é a causa das falhas recorrentes? O que provocou a fundição do motor? Quais medidas garantem que o veículo esteja efetivamente seguro? E qual solução definitiva será oferecida ao consumidor?

    **Não quero mais permanecer com esse veículo. Perdi a confiança no produto e não considero razoável continuar submetido a uma sucessão de reparos sem uma solução definitiva.**

    Também questiono se, diante da gravidade e da recorrência das falhas, é tecnicamente adequado que o automóvel volte a circular sem uma avaliação conclusiva de sua segurança. Considero necessária uma investigação técnica aprofundada, com análise do histórico completo e das causas das ocorrências, inclusive para identificar eventuais problemas que possam afetar outros veículos. A possibilidade de devolução à fabricante para análise técnica deve ser considerada.

    Há, ainda, uma questão jurídica incontornável. O artigo 18 do Código de Defesa do Consumidor estabelece regras sobre a responsabilidade por vícios de produtos e prevê alternativas ao consumidor quando atendidos os requisitos legais. O tempo de indisponibilidade, a repetição das falhas e a gravidade do defeito precisam ser considerados na definição da solução aplicável ao caso.

    Não é aceitável que o atendimento se limite a informar que o processo está sendo acompanhado, sem apresentar diagnóstico conclusivo, providências concretas e uma proposta efetiva de resolução.

    ## O que solicito à Jeep e à Stellantis

    1. **A solução definitiva do caso, com a devolução do veículo e a rescisão da compra**, observados os direitos legalmente aplicáveis e a restituição dos valores devidos, com os ajustes cabíveis.

    2. Uma manifestação técnica formal sobre a fundição do motor e o histórico de falhas, esclarecendo as causas identificadas e as medidas adotadas.

    3. Esclarecimento objetivo sobre a avaliação de segurança do veículo e sobre as providências necessárias antes de qualquer retorno à circulação.

    4. A análise do histórico completo pela fabricante, com investigação técnica aprofundada das falhas recorrentes.

    5. Uma resposta formal, com prazos e encaminhamentos concretos, em vez de novas declarações genéricas de acompanhamento.

    Diante da gravidade dos fatos, questiono também: caso um veículo com falhas dessa natureza volte a circular e provoque um acidente com vítimas, como serão apuradas as responsabilidades dos envolvidos? A eventual responsabilidade civil e, quando presentes os requisitos legais, criminal deverá ser examinada à luz das circunstâncias e das provas.

    Não cabe ao consumidor continuar assumindo os riscos de um produto cuja confiabilidade foi comprometida por sucessivas ocorrências. Tampouco é razoável exigir que aceite indefinidamente novos reparos sem uma solução compatível com a gravidade do caso.

    **Quero uma resposta concreta da Jeep e da Stellantis, com solução definitiva e respeito aos direitos do consumidor. Minha preocupação não é apenas com o que aconteceu comigo, mas também com a possibilidade de que situações semelhantes atinjam outras pessoas.**