RAM Rampage Rebel 2026: Defeitos graves em veículo zero km e risco à segurança

Respondida
São José - SC
19/01/2026 às 11:33
ID: 238102407
Título:
RAM Rampage Rebel Diesel 2.2 2026 defeitos graves em veículo zero km, risco à segurança e ausência de solução definitiva
Texto da reclamação:
Adquiri uma RAM Rampage Rebel Diesel 2.2, ano/modelo 2026, veículo zero quilômetro, retirada em 05 de dezembro de 2025. Com aproximadamente 20 dias de uso, ainda dentro do primeiro mês, o veículo passou a apresentar diversos defeitos graves e recorrentes, incompatíveis com a condição de um carro novo.
Os problemas iniciaram logo após o Natal de 2025, e as reclamações junto à concessionária DVA São José/SC tiveram início em 30 de dezembro de 2025. Diante da ausência de providências, compareci presencialmente à concessionária no dia 02 de janeiro de 2026, insistindo por atendimento e solução. Desde então, relatei reiteradas vezes todos os defeitos apresentados e solicitei ordens de serviço, diagnósticos e explicações técnicas, porém nenhuma ordem de serviço, laudo ou diagnóstico foi repassado a mim, na condição de proprietário do veículo.
Ainda no primeiro mês de uso, o veículo apresentou luz do airbag acesa por aproximadamente três dias. Ressalto que nesse período eu estava de férias e em viagem com minha família, o que nos obrigou a continuar utilizando o veículo em deslocamentos, expondo todos os ocupantes a risco real, considerando a possibilidade de o sistema de segurança estar inoperante. A luz do airbag somente apagou após o desligamento e religamento da bateria por três vezes, procedimento realizado sem qualquer diagnóstico técnico formal. Posteriormente, o gerente de pós-vendas da DVA confirmou que a falha do airbag constou no leitor/diagnóstico eletrônico da concessionária, embora no dia 08 de janeiro a luz já estivesse apagada no painel, confirmando que o defeito existiu e foi registrado.
Mesmo após minha insistência presencial, fui informado de que o veículo somente poderia ser parado no dia 16 de janeiro, sob a justificativa de que a oficina estava lotada e de que minhas queixas não eram consideradas graves, o que me obrigou a continuar utilizando um veículo com falhas. Apenas após muita insistência, e contra minha vontade, pois a paralisação do veículo impacta diretamente minha atividade profissional, foi aberto um encaixe para atendimento no dia 08 de janeiro.
No dia 08 de janeiro, durante atendimento presencial na DVA São José/SC, expressei de forma clara que o motor apresentava vibração excessiva, e que essa vibração intensificava os ruídos já existentes no banco do motorista, painel e portas. Tal condição é incompatível com um veículo zero quilômetro. Na ocasião, fui informado de que os serviços seriam concluídos no próprio dia 08, o que não ocorreu, sendo o veículo mantido na concessionária até o dia 09 de janeiro, sem explicação técnica formal e sem qualquer documentação entregue ao proprietário.
Durante os dias 08 e 09 de janeiro, o veículo permaneceu na concessionária sem emissão de ordem de serviço em meu nome e sem diagnóstico técnico repassado. No dia 09 de janeiro, ainda dentro da concessionária, acendeu a luz de advertência da injeção eletrônica. O gerente de oficina tentou liberar o veículo nessas condições, o que recusei expressamente. Após isso, o carro foi levado para a oficina e retornou poucos minutos depois com a luz apagada, sem qualquer explicação técnica ou comprovação de reparo, evidenciando simples apagamento de falha eletrônica, sem correção da causa.
Além das falhas eletrônicas e de segurança, o veículo apresenta porta do motorista desalinhada, que não fecha corretamente e não veda ruídos. Foram realizadas tentativas de regulagem sem sucesso, sendo informado posteriormente que a porta não consegue ser regulada, motivo pelo qual a concessionária pretende removê-la e encaminhar o veículo para lataria, conduta absolutamente inadmissível em um veículo zero quilômetro e que demonstra defeito de montagem/fabricação, não simples ajuste.
O veículo ainda apresenta acabamentos internos se soltando, ruídos e rangidos persistentes, além de sistema multimídia e Bluetooth lentos e instáveis. O acompanhamento da RAM tem sido fraco e ineficiente, sem apresentação de solução concreta. A montadora limita-se a acompanhamento superficial e, em determinado momento, tentou se eximir de responsabilidade por problemas de lataria, apesar de o veículo ter sido entregue com portas e capô desalinhados. A postura da DVA São José também se mostra insatisfatória, marcada por demora excessiva, promessas não cumpridas, ausência de documentação técnica e tentativa de minimizar falhas graves em veículo novo.
Utilizo o veículo para fins profissionais, inclusive transporte de equipamentos e ferramentas. A indisponibilidade do carro, a ausência de solução definitiva, a falta de transparência quanto às ordens de serviço e diagnósticos e a condução do atendimento por parte da concessionária e da montadora já me causaram perda de tempo útil, prejuízos financeiros e perda de trabalhos. Foi oferecido um Jeep Compass como veículo reserva, porém não se trata de veículo similar ou equivalente à RAM Rampage, não atendendo à finalidade para a qual o veículo foi adquirido.
Diante de todo o exposto, aguardo posicionamento claro, formal e conclusivo da RAM, assumindo a responsabilidade pelo produto que colocou no mercado, bem como explicações técnicas objetivas por parte da DVA São José, devidamente documentadas, sobre todos os defeitos relatados e as medidas efetivamente adotadas. Não considero aceitável a continuidade de tentativas paliativas, simples apagamento de falhas eletrônicas ou encaminhamento de veículo zero quilômetro para lataria. Espero uma solução definitiva, compatível com a gravidade dos fatos e com a condição de um veículo novo.
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Resposta da empresa
03/03/2026 às 16:48
Prezado Sr. Willian,
Agradecemos por compartilhar seu relato e pedimos desculpas pelos transtornos. Assim que recebemos sua manifestação, encaminhamos o caso para análise e o veículo esteve em nossa concessionária para realização dos reparos necessários, sendo liberado após um dia de serviço.
Posteriormente, o senhor retornou relatando insatisfação com alguns pontos, ocasião em que foi agendada nova data para atendimento. Na visita seguinte, realizamos os reparos mencionados e encaminhamos o veículo ao setor de funilaria para ajustes de alinhamento necessários, com o veículo já tendo sido liberado para seu uso.
Esperamos que os serviços tenham atendido às suas expectativas e reforçamos nosso compromisso em oferecer sempre o melhor atendimento.
Atenciosamente,
Grupo DVA