O que aconteceu
Abordagem agressiva, pressão psicológica e impedimento de análise do contrato.
Estive com minha família em Porto de Galinhas/PE, em 11/10/26 visitei uma das praias de Muro Alto e, ao estacionarmos o veículo, fomos abordados por uma pessoa, funcionária da GAV Resorts, que ofereceu estacionamento e benefício de Day use, em troca da participação em uma apresentação do empreendimento da GAV Resorts.
Após aproveitarmos a praia, fomos conduzidos ao estande de vendas, inicialmente, uma atendente, Sandro, coletou diversos dados pessoais e apresentou um breve resumo do empreendimento. Em seguida, fomos encaminhados para outro vendedor, que mostrou um apartamento decorado e explicou o modelo de negócio. Fomos direcionados a um terceiro profissional, gerente de vendas, identificado como Marcelo, que se apresentou como gerente e passou a tratar dos valores e condições comerciais. O que deveria ser uma simples apresentação transformou-se em uma experiência extremamente desagradável. Houve intensa pressão psicológica para que a contratação fosse realizada imediatamente, com a insistente alegação de que as condições apresentadas eram válidas apenas naquele momento e que a oportunidade seria perdida caso não assinássemos na hora.
A situação ficou ainda mais preocupante quando solicitei acesso ao contrato para análise detalhada, sendo negado por Marcelo. Pedi autorização para fotografar o documento ou levar uma cópia para leitura mais cuidadosa, porém tive ambos os pedidos negados por Marcelo. A mensagem transmitida era clara: ou assinava naquele momento ou perderia a oferta.
Durante toda a negociação eram apresentados cálculos, descontos e vantagens supostamente exclusivas, sempre com o objetivo de acelerar a tomada de decisão e impedir uma reflexão adequada sobre um compromisso financeiro de longo prazo. Em nenhum momento foi oferecido tempo razoável para avaliar o negócio com tranquilidade.
Também foi exibido um vídeo promocional com a participação de Álvaro Garnero, do programa "50 por 1", sendo informado que ele teria participação ou vínculo com o empreendimento, um dos sócios, algo utilizado para transmitir maior credibilidade à venda.
O ambiente foi cuidadosamente preparado para envolver emocionalmente os consumidores, com oferta constante de café, água, refrigerantes e atendimento excessivamente cordial, enquanto a pressão para assinatura aumentava progressivamente.
Após deixar o local, realizei pesquisas na internet, Reclame Aqui, e encontrei inúmeras reclamações de consumidores relatando experiências semelhantes, incluindo queixas sobre pressão na venda, arrependimento posterior e dificuldades para exercer direitos relacionados ao cancelamento do contrato.
Felizmente não assinei o contrato, mas saí do local com a sensação de ter participado de uma tentativa de venda baseada muito mais em pressão psicológica do que em transparência. Considero inaceitável que consumidores sejam impedidos de analisar adequadamente um contrato antes de assumir um compromisso financeiro tão relevante.
Deixo registrada minha indignação e alerta para que outros consumidores redobrem a atenção antes de participar desse tipo de apresentação comercial. Transparência, acesso ao contrato e tempo para reflexão deveriam ser direitos básicos de qualquer consumidor.