Falhas graves no atendimento hospitalar e internação prolongada

Não respondida
Mauá - SP
08/08/2026 às 21:19
ID: 255972519
Reclamação Formal Atendimento Hospitalar
Paciente: Simone Soares Forte
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Período de internação: de sexta-feira (31/07/2026) até 08/08/26
Solicitante: Claudio Alessandro, esposo da paciente
Ao setor de Ouvidoria,
Venho por meio deste documento formalizar reclamação a respeito de diversas falhas graves no atendimento prestado à minha esposa, Simone Soares Forte, durante sua internação neste hospital, iniciada na sexta-feira, dia 31/07/2026. As falhas relatadas abaixo comprometeram tanto a qualidade do cuidado clínico quanto o bem-estar emocional da paciente, e considero fundamental que sejam apuradas e respondidas formalmente.
1. Demora e desrespeito no acionamento do arritmologista
Minha esposa deu entrada na sexta-feira necessitando de avaliação do arritmologista responsável pelo seu quadro. Apesar da gravidade da situação (arritmia recorrente após 13 anos, com troponina posteriormente identificada em elevação), o profissional só foi efetivamente acionado após diversas tentativas de contato e muita insistência de minha parte.
Em uma dessas tentativas, ao questionar sobre a previsão de atendimento, fui tratado com desrespeito por um médico do plantão, que declarou que aqui não é restaurante nem pastelaria uma resposta desnecessariamente hostil e desumanizada diante de uma preocupação legítima com a saúde da minha esposa.
Como consequência direta dessa demora em obter avaliação especializada e definição de conduta, minha esposa permaneceu 4 dias a mais internada na UTI do que seria necessário caso o atendimento tivesse ocorrido em tempo adequado.
2. Alocação inadequada no leito da UTI
Durante parte da internação, minha esposa foi colocada no mesmo quarto de UTI que uma paciente oncológica em estado de sofrimento importante, que demandava atenção constante da equipe a cada 30 minutos. Essa situação gerou dois problemas sérios:
Impossibilidade de repouso adequado, algo essencial diante do quadro cardíaco dela, que exigia estabilidade e monitoramento tranquilo;
Abalo emocional significativo, por presenciar de forma contínua o sofrimento da outra paciente, o que desencadeou uma crise de choro durante a madrugada.
Nessa ocasião, precisei sair de casa tarde da noite para prestar apoio a ela, pois nenhuma assistência foi oferecida pela equipe presente. Somente no dia seguinte, com a troca de plantão, uma médica identificou a necessidade e administrou um calmante para auxiliá-la.
3. Múltiplas tentativas malsucedidas de acesso venoso
Minha esposa possui veias de acesso difícil, uma característica já conhecida e que deveria ter sido considerada pela equipe. Ainda assim, por diversas vezes, enfermeiras tentaram trocar o acesso venoso dela sem necessidade real, causando múltiplas picadas e hematomas extensos, deixando o braço todo roxo.
Vale destacar que uma técnica de enfermagem, ao testar o acesso já instalado e constatar que estava funcionando corretamente, impediu que fosse trocado desnecessariamente evidenciando que as tentativas anteriores de outras profissionais não seguiram um critério técnico adequado, e sim uma conduta despreparada para lidar com esse tipo de dificuldade.
4. Extravio de medicação de uso controlado
Minha esposa faz uso contínuo de Neozine, medicação de uso controlado, e trouxe sua própria medicação de casa para garantir a continuidade do tratamento durante a internação. Essa medicação foi recolhida pela equipe de enfermagem e, no momento da transferência da UTI para o quarto, simplesmente foi extraviada.
Apesar de comunicado, nenhum esforço efetivo foi feito para localizar ou repor a medicação, o que gerou piora significativa do quadro de ansiedade dela, culminando em nova crise de choro.
Solicitação
Diante do exposto, solicito:
1. Apuração formal de todos os fatos relatados, incluindo identificação dos profissionais envolvidos nos episódios de desrespeito e nas falhas assistenciais;
2. Providências corretivas quanto à triagem e alocação de leitos, evitando a exposição de pacientes a situações emocionalmente prejudiciais;
3. Revisão de protocolo para casos de acesso venoso difícil, evitando tentativas repetidas e mal avaliadas;
4. Esclarecimento sobre o extravio da medicação de uso controlado e as medidas tomadas para evitar reincidência;
5. Retorno formal por escrito sobre as apurações e as medidas adotadas.
Reitero que este relato não tem como objetivo apenas registrar uma insatisfação pontual, mas alertar para uma sequência de falhas que comprometeram diretamente a recuperação clínica e emocional de minha esposa durante um momento de extrema vulnerabilidade.
Permaneço à disposição para fornecer mais detalhes, datas e horários específicos, caso necessário para a apuração.
Atenciosamente,
Claudio Alessandro
Esposo da paciente Simone Soares Forte