O que aconteceu
No dia 10 de outubro de 2026, compareci à unidade do Hospital CEMA localizada no Shopping Tamboré, em Barueri (SP), com o objetivo de passar no pronto atendimento.
Cheguei à unidade por volta das 11h da manhã, portanto, antes do horário de encerramento da recepção. No entanto, o atendimento foi sumariamente negado sob a justificativa de que não havia mais horários disponíveis e que a unidade estava lotada. Ocorre que essa alegação é inverídica e absurda, visto que a recepção e as cadeiras de espera encontravam-se visivelmente vazias naquele momento.
Para piorar a situação, faço parte de grupos que possuem prioridade por lei, sendo transplantada de córnea em ambos os olhos e estando no local com minha bebê de colo de apenas 10 meses. Mesmo diante dessas condições e da legislação vigente, meus direitos foram ignorados pelos atendentes. Para completar o prejuízo, ainda arcamos com R$ 25,00 referentes ao valor do estacionamento do shopping, sem sequer receber o atendimento necessário.
Diante dessa recusa injustificada, fui obrigada a me deslocar até a unidade principal do Hospital CEMA, no Belenzinho (São Paulo). Além de enfrentar um trajeto longo e trânsito pesado, ao chegar lá tive que enfrentar uma fila de espera gigantesca consequência direta da falha e da recusa de atendimento na unidade do Shopping Tamboré, que sobrecarrega as demais unidades.
Essa situação demonstra total falta de preparo, descaso com o paciente e desrespeito às leis de prioridade (estatuto da pessoa com deficiência/idoso/gestante/lactante e portadores de necessidades especiais).
Exijo uma retratação da instituição, o reembolso do valor gasto com o estacionamento devido à recusa indevida, e providências quanto ao treinamento da equipe da unidade do Shopping Tamboré para que outros pacientes não passem pelo mesmo constrangimento e risco à saúde.