O que aconteceu
Emergência cardíaca com falhas gravíssimas no atendimento e transferência Ameplan
Venho registrar minha profunda indignação com a experiência que minha família teve com a Ameplan em uma situação de extrema emergência e risco de vida.
Ontem, meu padrasto sofreu um infarto, começou a passar mal e imediatamente o levamos ao Hospital Vida, em Osasco, unidade que atende pelo convênio Ameplan.
O que deveria ser um atendimento emergencial rápido e estruturado acabou se transformando em uma sequência de situações extremamente preocupantes.
Durante o atendimento, meu padrasto precisou ser reanimado. Para nosso desespero, percebemos que o desfibrilador disponível não estava funcionando adequadamente. Também tivemos a percepção de que havia dificuldades relacionadas à disponibilidade dos medicamentos necessários para o procedimento.
Com muito esforço, conseguiram reanimá-lo e estabilizá-lo naquele momento.
O médico então nos informou que ele precisava ser transferido com urgência, pois o hospital não possuía UTI e não tinha a estrutura necessária para manter o atendimento diante da gravidade do quadro.
Foi acionada então uma ambulância pelo próprio convênio Ameplan. A informação inicial era de que o prazo para chegada seria de aproximadamente 90 a 120 minutos.
Diante da gravidade da situação, aguardamos. Porém, depois de todo esse tempo, fomos informados de que a ambulância havia quebrado e não poderia realizar a transferência.
Nesse momento, nossa família entrou em uma verdadeira corrida contra o tempo.
Enquanto meu padrasto precisava urgentemente de transferência e, segundo o médico, começava novamente a apresentar sinais de desestabilização, tivemos que procurar e contratar uma ambulância particular para conseguir realizar o transporte.
Finalmente conseguimos uma ambulância particular e realizamos a transferência para um hospital em Santo Amaro, São Paulo, que possuía estrutura de UTI.
Infelizmente, chegando ao hospital de destino, tivemos mais uma situação preocupante: percebemos que a equipe da UTI não estava preparada para receber imediatamente uma emergência daquele nível, o que gerou mais apreensão e insegurança para nossa família até que ele pudesse ser efetivamente atendido e acomodado.
Estamos falando de um paciente que sofreu um infarto, precisou ser reanimado e estava em estado crítico.
Em uma situação como essa, cada minuto é importante.
O que mais nos revolta é que, em vez de nossa família poder confiar na estrutura do plano de saúde durante uma emergência dessa gravidade, tivemos que enfrentar uma verdadeira corrida para conseguir garantir o atendimento e a transferência do paciente.
E infelizmente esta não é a primeira vez que enfrentamos problemas com a Ameplan. Em outra ocasião, minha mãe também precisou utilizar o convênio e tivemos diversos problemas no atendimento.
Diante do ocorrido, gostaríamos de obter respostas da Ameplan para questões muito sérias:
* Como uma unidade que atende pacientes em situação de emergência pode apresentar problemas com um equipamento essencial para uma reanimação?
* Havia realmente disponibilidade dos medicamentos necessários para o atendimento?
* Por que um paciente em estado crítico precisou aguardar até 120 minutos por uma ambulância?
* Por que a ambulância disponibilizada pelo próprio convênio quebrou e não havia uma alternativa imediata?
* Por que a família precisou contratar uma ambulância particular para conseguir realizar uma transferência que deveria ser providenciada pelo plano?
* Quais são os protocolos de contingência da Ameplan para situações de emergência dessa gravidade?
* O que será feito para evitar que outros pacientes passem pela mesma situação?
Não estamos falando de uma consulta eletiva ou de um procedimento que poderia aguardar.
Estamos falando de uma emergência cardíaca, com risco de vida, que exigiu reanimação e transferência urgente para uma UTI.
Esperamos um posicionamento formal da Ameplan, com a devida apuração de todo o ocorrido no Hospital Vida, incluindo as condições do equipamento utilizado na reanimação, a disponibilidade dos medicamentos, o acionamento da ambulância, o tempo de espera, a quebra do veículo e a ausência de uma alternativa imediata para a transferência.
Também solicitamos esclarecimentos sobre quais medidas serão adotadas para garantir que situações semelhantes não voltem a acontecer.
Neste momento, nossa prioridade é a recuperação do meu padrasto e o acompanhamento de sua condição de saúde.
Entretanto, depois de tudo o que vivenciamos, nossa família certamente irá reavaliar a permanência no convênio Ameplan, pois, em uma situação de emergência, precisamos ter confiança de que o plano contratado será capaz de oferecer a estrutura e o suporte necessários.
A experiência que tivemos foi extremamente angustiante e deixou uma sensação muito grande de insegurança em relação ao serviço prestado pela Ameplan.