O que aconteceu
No dia 25/09/2026, por volta das 15h, levei meu irmão menor de idade ao Pronto Socorro do Hospital Vidas Alta Complexidade (Vila Gea) para atendimento com ortopedista especializado. Ele apresentava fortes dores no punho após prática de arte marcial e havia passado no mesmo local no dia anterior (24/09), sendo atendido por uma generalista que realizou radiografia, aplicou medicação e solicitou expressamente o retorno no dia seguinte para reavaliação com o especialista.
Após abertura de ficha e triagem (processo que levou cerca de 40 minutos), aguardamos por mais de 1 hora na recepção do PS sem que nenhum paciente fosse chamado pelo ortopedista. Ao questionar a equipe de enfermagem e recepção sobre a ausência do médico, fomos informados de que o ortopedista de plantão estava, na verdade, prestando atendimentos agendados em outro prédio vizinho, no Ambulatório Médico Vidas. Uma das funcionárias chegou a ligar para o local solicitando que o médico retornasse ao hospital.
Diante da demora persistente (mais de 1h40 de espera no total para um PS), fui até o ambulatório ao lado para verificar a situação e me deparei com o médico plantonista conversando na recepção do local. Ao questioná-lo educadamente sobre o atendimento do Pronto Socorro, o profissional levantou a voz, agindo com extrema rispidez e postura inadequada.
Quando o atendimento do meu irmão finalmente ocorreu, a postura do ortopedista manteve-se com visível desdém. Ele analisou a radiografia do dia anterior de forma superficial, entregou um pedido de ultrassom dizendo que o exame seria "caso ele quisesse saber o que tinha" e não prescreveu receita médica formal. Ao ser questionado por mim (responsável) se o paciente não deveria tomar medicação em casa para a dor, o médico apenas perguntou o que tínhamos em casa, mandando tomar um anti-inflamatório "de 8 em 8 horas", sem especificação de dosagem, tempo de uso ou fornecimento do devido receituário impresso/assinado.
Trata-se de uma completa desorganização da gestão do Hospital Vidas ao permitir que o médico de plantão do PS atenda simultaneamente consultas ambulatoriais em outro endereço, gerando espera abusiva e atendimento médico omisso e ríspido a um paciente menor de idade sob dor. Exijo posicionamento da direção clínica e da ouvidoria do hospital.