O que aconteceu
RECLAMAÇÃO ATENDIMENTO NO HOSPITAL SÃO PAULO
Venho registrar uma reclamação referente ao atendimento que recebi no Hospital São Paulo, em razão de um quadro grave de descolamento de retina, ocorrido após uma cirurgia de vitrectomia realizada anteriormente pelo AME Barradas.
Eu procurei o Hospital São Paulo diante da gravidade do meu quadro e da necessidade de atendimento oftalmológico especializado. Eu já possuía documentação médica indicando a necessidade de uma nova cirurgia e a urgência da situação.
Mesmo diante de um diagnóstico de descolamento de retina, fui informada de que o Hospital não dispunha de vaga para realizar o procedimento e fui orientada a procurar uma vaga em outro serviço. Segundo as informações que recebi, o caso não foi tratado como uma situação de urgência para obtenção de uma vaga, ficando encaminhado para uma data posterior.
A situação se tornou ainda mais angustiante quando, em uma segunda tentativa de atendimento no Hospital São Paulo, fui recebida de uma maneira que considero desumana e sem qualquer acolhimento. Foi dito a mim que não adiantava continuar indo ao hospital, pois eu já tinha perdido a minha visão.
Estou relatando não apenas a dificuldade de acesso ao tratamento, mas principalmente a forma como uma paciente em uma situação extremamente delicada foi tratada.
Eu estava diante da possibilidade de perda visual decorrente de um descolamento de retina, buscando atendimento e orientação dentro do sistema público de saúde. Em vez de receber acolhimento, orientação adequada e encaminhamento efetivo para um serviço capaz de realizar o tratamento, saí do atendimento ainda mais desesperada e sem saber para onde recorrer.
Solicito esclarecimentos sobre:
1. Por que um caso de descolamento de retina, acompanhado de indicação médica de cirurgia, não recebeu o encaminhamento e a classificação de urgência compatíveis com a situação apresentada?
2. Qual foi o protocolo adotado pelo Hospital São Paulo diante do meu quadro?
3. Por que não foi realizado um encaminhamento efetivo para outro serviço de referência em retina quando o hospital informou não possuir vaga?
4. Quem foi responsável pela orientação de que eu deveria procurar uma vaga em outra data?
5. É procedimento ou orientação institucional dizer a uma paciente que não adianta continuar indo ao hospital porque ela já perdeu a visão, sem oferecer uma alternativa concreta de atendimento?
Não estou questionando apenas a falta de vaga. Entendo que um hospital possa enfrentar limitações de capacidade. O que questiono é a ausência de acolhimento, de orientação adequada e de uma solução assistencial diante de uma situação grave, além da maneira como fui tratada quando procurei novamente ajuda.
Peço que esta reclamação seja formalmente apurada e que eu receba uma resposta sobre as condutas adotadas no meu atendimento.
Uma pessoa que está enfrentando o risco de perder a visão precisa, no mínimo, ser tratada com respeito, acolhimento e receber uma orientação clara sobre onde e como buscar o tratamento necessário.
Aguardo uma resposta formal e esclarecimentos sobre o atendimento prestado.