O que aconteceu
No dia 19/10/2026, compareci à agência 0292 do Itaú, em Itajaí/SC, munida de uma procuração pública de plenos poderes, outorgada por meu pai em janeiro de 2024.
Meu pai, correntista da agência 6329 de Itapema/SC, estava internado em um hospital próximo, aguardando uma cirurgia cardíaca de grande porte. Precisava realizar uma transferência bancária para custear seu tratamento.
Fui atendida pelo funcionário Jeferson, que, desde o início, demonstrou desdém, ironia e falta de profissionalismo.
Além de duvidar da internação do meu pai, sua postura insinuava que eu poderia estar tentando me apropriar indevidamente do dinheiro dele. Informou que seriam necessários cinco dias úteis para aceitar a procuração, demonstrando resistência até mesmo em iniciar o procedimento.
Expliquei que minha mãe é segunda titular da conta, mas estava em outra cidade e possui mobilidade reduzida. Ironicamente, Jeferson respondeu que, se a transferência era tão necessária, ela deveria comparecer a uma agência.
Quando questionei se meu pai não era dono do próprio dinheiro, respondeu que sim, bastando que ele comparecesse pessoalmente à agência.
Meu pai estava hospitalizado! Justamente por isso eu apresentava uma procuração pública!
Em nenhum momento cabia ao atendente julgar a necessidade da transferência ou colocar minha integridade moral sob suspeita. Sua postura chegou a me causar a impressão de que precisaria apresentar uma declaração médica ou uma fotografia do meu pai hospitalizado para ser levada a sério.
Para piorar, Jeferson afirmou que o procedimento seria demorado até mesmo para ele e perguntou se eu realmente queria que fosse realizado. Ao solicitar a presença da gerência, fui informada de que a gerente não estava.
Como uma instituição do porte do Itaú permite que uma agência funcione sem a presença da gerência e com um atendimento dessa natureza?
Após o constrangimento, procurei a agência 6329, em Itapema, onde fui prontamente atendida e tive a procuração registrada, independentemente de sua utilização imediata.
Sou correntista do Itaú há mais de 20 anos e considero inadmissível ser tratada dessa maneira.
Jamais me apropriaria indevidamente de qualquer valor pertencente ao meu pai! Ele próprio me concedeu poderes legalmente para representá-lo.
Naquele momento, eu era uma filha acompanhando o pai em uma situação delicada de saúde, tentando garantir que ele tivesse acesso aos próprios recursos financeiros para seu tratamento.
O mínimo que eu merecia era respeito. Recebi ironia, desconfiança e humilhação.
Solicito ao Itaú a apuração da conduta do funcionário Jeferson, esclarecimentos sobre a resistência ao registro da procuração e uma resposta formal sobre as providências adotadas.
Respeito não é favor. É obrigação!
Caroline Scheffer Nogueira