O que aconteceu
Comprei um apartamento no empreendimento Gran Kazzas Nações Unidas com previsão de entrega para outubro de 2026 e estou extremamente insatisfeita com a possibilidade de atraso na conclusão das obras.
O empreendimento é composto por quatro torres e, neste momento, a situação da obra está longe de transmitir segurança quanto à entrega das chaves. Existem torres em que a pintura sequer foi concluída, a área externa permanece inacabada e as vistorias foram realizadas apenas parcialmente em duas das quatro torres. Diante de tantas etapas pendentes, é difícil acreditar que a entrega ocorrerá conforme o prazo previsto.
O que mais revolta é que, além do atraso, não recebemos sequer um e-mail com uma previsão atualizada de entrega das chaves. Não há um posicionamento claro ou um cronograma que permita aos compradores se planejarem. É inadmissível que precisemos acompanhar o andamento das obras por conta própria para tentar entender quando, de fato, receberemos nossos imóveis.
É ainda mais frustrante saber que a legislação, por meio do artigo 43-A da Lei n 4.591/1964, prevê a possibilidade de tolerância de até 180 dias em determinadas condições contratuais. É ridículo que as construtoras já contem com essa margem de tolerância e, ainda assim, os compradores precisem lidar com tanta incerteza sobre a entrega. A existência desse prazo não deveria servir como justificativa para a falta de planejamento ou de transparência. Se existe a possibilidade de atraso, a empresa deveria ser muito mais clara e responsável ao informar seus clientes sobre a situação real do empreendimento.
Sabemos que imprevistos podem acontecer em uma obra, mas a situação atual dá a impressão de que o atraso poderá ser muito maior do que o esperado. Estamos falando da nossa casa, do nosso dinheiro e dos nossos planos de vida. Organizamos nossas finanças e expectativas com base no prazo informado no momento da compra, e é extremamente frustrante não saber quando poderemos finalmente receber as chaves.
Para vender as unidades, existe todo um processo comercial, com prazos e expectativas. O mínimo esperado é que esse mesmo comprometimento exista na hora de prestar esclarecimentos aos compradores, principalmente diante de sinais de que o cronograma poderá não ser cumprido.
Diante desse cenário, solicito um posicionamento formal da construtora, com esclarecimentos sobre:
* A situação atual das obras e as etapas pendentes em cada uma das quatro torres;
* O cronograma atualizado para a conclusão das obras e das vistorias restantes;
* A previsão realista para a entrega das chaves;
* A justificativa para a ausência de comunicação sobre a possibilidade de atraso;
* Como os compradores serão informados sobre os próximos passos.
Não é aceitável que os compradores precisem recorrer a plataformas públicas de reclamação para obter informações básicas sobre um empreendimento pelo qual assumiram compromissos financeiros tão significativos.
Espero uma resposta objetiva e esclarecedora, e não apenas uma manifestação padronizada. Minha insatisfação com a compra é grande, principalmente pela possibilidade de atraso e pela falta de previsibilidade. O que deveria ser a realização de um sonho está se tornando uma experiência frustrante, marcada pela incerteza sobre quando poderemos receber nosso apartamento.
A construtora precisa assumir sua responsabilidade, respeitar seus compradores e oferecer informações claras e realistas sobre a entrega do empreendimento.