Gerente de loja pressiona cliente e causa constrangimento, impedindo a empresa de fornecer contato de superior.

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Itapevi - SP

27/08/2026 às 16:31

ID: 257563807

Reclamação formal Confort House Itapevi | Atendimento constrangedor e pressão para compra

Venho registrar uma reclamação formal em razão da conduta adotada pelo gerente João, da loja Confort House de Itapevi, durante o atendimento prestado à minha mãe no dia 21/08/2026.

Há exatamente um ano, eu e minha mãe estivemos na loja para pesquisar e conhecer os produtos. Naquela ocasião, estávamos nos mudando para um apartamento e ainda estávamos avaliando as opções de sofá, razão pela qual não realizamos a compra naquele momento.

Na última sexta-feira, minha mãe retornou à loja justamente porque, desta vez, pretendíamos realizar a compra. Eu havia pedido que ela retornasse para olhar novamente os sofás, comparar as opções e escolher com calma o modelo que compraríamos no dia seguinte.

Durante o atendimento, o gerente João interrompeu a funcionária que estava atendendo minha mãe, afirmou que se lembrava dela e passou a questioná-la sobre por que ela estava retornando à loja e não iria realizar a compra naquele mesmo dia.

Segundo o relato da minha mãe, ele afirmou que os clientes dele não costumam voltar duas vezes sem efetuar a compra.

Além disso, o gerente chegou a questionar o fato de a vendedora estar atendendo minha mãe, dizendo que ela poderia estar atendendo outro possível cliente, como se o simples fato de minha mãe estar pesquisando e analisando os produtos representasse uma perda de oportunidade para a loja.

Minha mãe relatou ainda que o gerente permaneceu pressionando-a e tentando induzi-la a realizar a compra, inclusive interrompendo sua análise dos demais sofás.

A situação se tornou ainda mais constrangedora quando, ao final do atendimento, o gerente abriu a porta da loja para que minha mãe saísse, atitude que, diante de todo o contexto, fez com que ela se sentisse ainda mais desrespeitada e constrangida.

Minha mãe chegou em casa extremamente chateada, sentindo-se humilhada, pressionada e desrespeitada.

Diante disso, fui pessoalmente até a loja para entender o que havia acontecido e conversei diretamente com o gerente João. A conversa foi registrada por mim, uma vez que eu era parte diretamente envolvida na situação e participei da conversa.

Durante aproximadamente 20 minutos, questionei a conduta adotada com minha mãe. O gerente, em diversos momentos, confirmou que havia questionado o motivo pelo qual ela havia retornado à loja sem realizar a compra naquele momento.

Antes de iniciar minha conversa com ele, a própria vendedora que estava atendendo minha mãe também confirmou que o gerente havia interrompido o atendimento que ela estava realizando.

Também solicitei o contato de algum responsável ou superior hierárquico para que pudesse formalizar a reclamação. O contato não foi fornecido. O gerente afirmou que não havia ninguém acima dele, adotando, em determinados momentos, uma postura que considerei debochada diante da minha tentativa de obter esclarecimentos.

DA RELAÇÃO DE CONSUMO

A situação merece atenção sob a ótica do Código de Defesa do Consumidor Lei n 8.078/1990.

O art. 6, inciso II, assegura ao consumidor a liberdade de escolha, enquanto o inciso IV garante proteção contra métodos comerciais coercitivos ou desleais e práticas abusivas.

O consumidor possui plena liberdade para pesquisar, comparar produtos e preços, retornar à loja e somente depois tomar sua decisão de compra.

Não é razoável que uma cliente seja constrangida ou pressionada simplesmente porque não realizou uma compra na primeira visita ou porque deseja analisar novamente um produto antes de gastar seu dinheiro.

No presente caso, minha mãe não estava se recusando a comprar. Ela havia retornado à loja justamente porque estávamos nos preparando para efetuar a compra. O fato de ela precisar de mais tempo para escolher o produto não deveria ter sido motivo para questionamentos, pressão ou constrangimento.

A abordagem adotada pelo gerente, especialmente ao mencionar que a vendedora poderia estar atendendo outro possível cliente e, posteriormente, ao abrir a porta para que minha mãe saísse, tornou a experiência ainda mais constrangedora.

DA SOLICITAÇÃO

Solicito que a Confort House apure formalmente o ocorrido, inclusive mediante análise das câmeras de segurança da loja e oitiva da vendedora que estava atendendo minha mãe.

Solicito também um posicionamento formal da empresa sobre a conduta do gerente João e quais providências serão adotadas para evitar que outros consumidores sejam submetidos a situações semelhantes.

Minha mãe entrou na loja como uma cliente interessada em comprar um sofá.

Ela saiu da loja se sentindo humilhada e desrespeitada.

E, como filha, não poderia simplesmente ignorar o fato de vê-la chegar em casa dessa maneira.

O consumidor não tem obrigação de comprar no primeiro atendimento. Pesquisar, comparar, retornar à loja e pensar antes de realizar uma compra fazem parte da liberdade de escolha do consumidor.

Minha mãe não precisava ser pressionada a comprar. Ela precisava apenas ser tratada com respeito e dignidade.

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Resposta da empresa

28/08/2026 às 10:56

Olá Gabriela ! Tudo bem?

Antes de qualquer esclarecimento, queremos pedir nossas sinceras desculpas a você e, especialmente, à sua mãe pela experiência vivenciada em nossa unidade de Itapevi.

Recebemos o seu relato com muita atenção e, diante da seriedade dos fatos apresentados, o caso foi encaminhado para apuração interna junto à Supervisão, Gerência Comercial e Diretoria da Komfort House.

Após a análise realizada, entendemos que a condução do atendimento relatado não está de acordo com o padrão de atendimento que esperamos de nossos colaboradores e gestores.

Todo cliente que entra em uma de nossas lojas deve ter liberdade para conhecer nossos produtos, pesquisar, comparar modelos e valores, retornar quantas vezes considerar necessário e, principalmente, decidir pela compra somente quando se sentir seguro e confortável para isso.

A visita a uma de nossas lojas jamais deve representar uma obrigação ou compromisso de compra.

Da mesma forma, entendemos que nenhum consumidor deve se sentir pressionado, constrangido ou ter a percepção de que está prejudicando o atendimento da loja simplesmente por precisar de mais tempo para tomar sua decisão.

Por esse motivo, após a apuração interna, o colaborador envolvido receberá uma advertência formal e orientação quanto à condução adequada dos atendimentos. O ocorrido também será acompanhado pela gestão comercial. Por se tratar da primeira reclamação formal dessa natureza envolvendo o colaborador, a empresa adotará neste momento as medidas internas cabíveis, deixando claro que eventual reincidência poderá resultar em novas providências administrativas.

Também reforçamos internamente nossas orientações sobre respeito, cordialidade, liberdade de escolha e abordagem comercial, justamente para evitar que uma situação semelhante volte a acontecer com qualquer outro consumidor.

Queremos ressaltar que a Komfort House não compactua com práticas de atendimento que possam causar constrangimento ou pressão para a realização de uma compra. Independentemente de o cliente comprar na primeira visita, retornar posteriormente ou optar por não realizar a compra, ele deve receber o mesmo respeito e atenção de nossa equipe.

Conforme conversamos por WhatsApp, também nos colocamos à disposição para acompanhá-las pessoalmente na continuidade desse atendimento.

Caso vocês ainda desejem conhecer nossos produtos e dar continuidade à escolha do sofá, estaremos aguardando você e sua mãe em nossa unidade de Carapicuíba, onde a gestora Aline estará ciente de toda a situação e fará o acompanhamento do atendimento, garantindo que vocês tenham toda a atenção necessária, com tranquilidade e, principalmente, sem qualquer obrigação de compra.

Eu também acompanharei pessoalmente o caso e permanecerei à disposição durante todo o processo, inclusive caso decidam finalizar a compra conosco.

Sabemos que uma experiência como a relatada não é apagada simplesmente com um pedido de desculpas. Por isso, além de reconhecermos o ocorrido, entendemos que nossa responsabilidade enquanto empresa é apurar, orientar, corrigir e adotar medidas para evitar que situações semelhantes se repitam.

Agradecemos por ter nos procurado e por ter nos dado a oportunidade de conhecer os detalhes do ocorrido. Relatos como o seu são importantes para que possamos identificar falhas e aprimorar continuamente nossos processos e a forma como nossos clientes são atendidos.

Mais uma vez, pedimos desculpas a você e à sua mãe pelo desconforto e pelo constrangimento causados.

Esperamos ter a oportunidade de proporcionar a vocês uma nova experiência com a Komfort House, desta vez de acordo com o padrão de respeito, atenção e acolhimento que esperamos oferecer a todos os nossos clientes.

Atenciosamente,

Isaias Gomes
Especialista em Atendimento ao Cliente
Komfort House Sofás & Colchões

Consideração final do consumidor

28/08/2026 às 22:40

Atendimento eficiente

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Nota do atendimento

10