Não respondida

colchão deformado parece gangorra

Latex Foam do Brasil

cidade: Jundiaí

O que aconteceu

Comprei, em 8 de janeiro de *******, um colchão "Maranelo" da empresa Latex Foam, com garantia de 10 anos. Entendi que, ao menos por 10 anos, eu poderia contar com um colchão que não me fizesse perder o sono, nem acordar com dores principalmente nas costas.

Aliás, essa era a promessa do produto tido por "top".

Cerca de 2 anos após a compra, as dores voltaram e o estado do colchão já denunciava algum tipo de problema ligado à fabricação do produto. Fiz algumas ligações já àquela época, mas diante do não encontro da nota fiscal entre outros problemas, acabei protelando, deixando o tempo passar. Contudo, as dores se intensificaram, assim como o desconforto. Em razão disso, recentemente, procurei novamente a empresa.

Desta vez, não exigiram a nota fiscal, tendo pedido que eu fizesse fotografias do colchão. Após eu fazer as imagens e eles constatarem a anormal curvatura, lembraram-se da nota fiscal e então passaram a exigi-la para o prosseguimento das tratativas.

Em novas buscas, consegui localizar a nota fiscal. Para meu espanto, porém, após localizada a nota, passaram a exigir que eu resolvesse o problema com a loja que vendeu o produto. Abro parênteses para explicar que adquiri o colchão diretamente da Fábrica, em Santa Catarina, por telefone. Eles indicaram uma conta e eu depositei o valor. Não houve intermediação nenhuma. Insisti então que resolvessem o impasse, pois, como dito, não comprei de um intermediário. Após muita insistência, acabaram por admitir sua responsabilidade, mas para dizer que eu não tinha direito à troca do colchão porque a depressão era inferior a 10% (e isso seria aceitável diante das normas da ABNT). Enfim, a depender da fabricante, devo continuar usando um colchão que não me fornece nenhum conforto e, como corolário, é a causa de minhas dores nas costas.

Em resumo, a fábrica, num primeiro momento, lá em *******, não me atendeu porque eu não tinha nota fiscal. Recentemente, esquecendo-se da nota fiscal, atendeu-me e constatou a curvatura no colchão. E quando constatou o defeito, determinou que eu entrasse em contato com a revendedora. Convencida de que eu comprei diretamente da fábrica e não de revendedora, houve por bem a fabricante atender-me, mas para dizer que eu não fazia jus a um colchão adequado porque 10% de depressão seria aceitável.

Então, pergunto: a) qual a verossimilhança dessa conclusão se nas oportunidades anteriores os vícios tinham sido reconhecidos e a exigência da fabricante é que eu buscasse a solução na revendedora?; b) como acreditar na resposta da fabricante se por várias vezes ela buscou apenas se esquivar de sua responsabilidade?; c) como acreditar no diagnóstico de que a depressão seria inferior a 10% se não houve avaliação física do colchão?; d) por que a depressão era significativa quando a responsabilidade seria cobrada da revendedora e passou a ser insignificante quando a responsabilidade recaiu na fabricante?

Enfim, digo que essas perguntas são retóricas, pois tanto eu como a empresa sabemos as respostas, principalmente porque as imagens do colchão indicam até ao leigo que a curvatura é muito superior a 10%; aliás, acredito que os leitores desta msg também podem tirar suas próprias conclusões (para esse fim, segue fotografia do colchão).

O que sei e posso afirmar é que a compra desse colchão trouxe-me severos aborrecimentos e a ausência de providência por parte da fabricante, aliada às suas evasivas e esquivas, provocam-me dissabores além do razoável, além de me tomarem tempo em demasia de forma inútil, autorizando-me à propositura de ação inclusive para ser indenizada pela Teoria do Desvio Produtivo, no mínimo.

Entendo que seria mais adequado à fabricante e menos prejudicial aos seus próprios interesses resolver a questão extrajudicialmente, mas asseguro que levarei esse caso às últimas consequências se não tratada com o mínimo de respeito e sem atentados a meu discernimento.