O que aconteceu
ASSUNTO: Manifestação formal, contestação e solicitação de esclarecimentos sobre cobrança
Sou moradora de uma unidade da Luggo, de apenas um quarto, e venho, por meio desta, registrar formalmente minha insatisfação, discordância e contestação em relação ao comunicado referente à atualização da cobrança de água no empreendimento.
Conforme informado pela administração, o valor atualmente cobrado por unidade, de R$ 39,31, passará para R$ 189,25 a partir de 01/10/2026, representando um acréscimo de R$ 149,94 por mês, equivalente a aproximadamente 381% de aumento.
Trata-se de uma elevação extremamente significativa, que gera um impacto financeiro relevante aos moradores e que, portanto, não pode ser tratada simplesmente como uma atualização de cobrança sem que sejam apresentados, de forma clara e documentada, a origem desse aumento, os critérios utilizados e a respectiva memória de cálculo.
Considerando, inclusive, que minha unidade possui apenas um cômodo, é necessário esclarecer de que maneira um valor próximo a R$ 190,00 mensais por unidade corresponde ao consumo efetivo de água, especialmente quando o modelo adotado aparentemente considera um rateio linear, independentemente do consumo individual de cada morador. Inclusive pensando que há moradores e hóspedes, repassar os custos de forma linear aos moradores.
O próprio demonstrativo apresentado pela administração traz um dado que merece especial atenção: a despesa de água do condomínio teria passado de R$ 16.239,69 em maio/2026 para R$ 32.225,60 em junho/2026, praticamente dobrando de um mês para o outro.
Um aumento dessa magnitude em apenas um mês demanda investigação e esclarecimento técnico, principalmente diante da ocorrência recente de problemas na tubulação do empreendimento, com possibilidade de desperdício significativo de água.
Nesse contexto, é indispensável esclarecer se o aumento decorre efetivamente de um crescimento permanente do consumo, de consumo extraordinário em determinado período, de vazamentos, problemas estruturais, falhas de medição, cobrança atí[Editado pelo Reclame Aqui] da concessionária ou ainda de alguma alteração na metodologia de rateio.
A administração não deve simplesmente presumir que um consumo extraordinário seja normal e repassar integralmente esse custo aos moradores sem antes investigar sua origem.
Eventuais perdas decorrentes de vazamentos em tubulações, prumadas, áreas comuns ou outras instalações cuja manutenção seja de responsabilidade do condomínio não podem ser confundidas com o consumo individual dos moradores. Caso parte relevante do aumento tenha sido causada por problemas estruturais ou de manutenção, solicito esclarecimentos sobre a razão pela qual esse prejuízo estaria sendo incorporado à cobrança mensal dos locatários.
*Da mesma forma, considerando que existem unidades destinadas à hospedagem, solicito esclarecimentos sobre como o consumo dessas unidades é contabilizado e de que maneira participa do cálculo do valor repassado aos demais moradores. É fundamental que o rateio seja transparente e que diferentes formas de utilização do empreendimento sejam devidamente consideradas.*
Diante da magnitude do aumento anunciado, solicito formalmente os seguintes esclarecimentos e documentos:
1. A memória de cálculo detalhada utilizada para chegar ao valor de R$ 189,25 por unidade;
2. As faturas da COPASA que fundamentaram os valores apresentados, especialmente as referentes aos meses de maio e junho de 2026;
3. O detalhamento que justifique o aumento da despesa de água de R$ 16.239,69 em maio para R$ 32.225,60 em junho;
4. Informações detalhadas sobre o problema ocorrido recentemente na tubulação do empreendimento, incluindo se foi identificado vazamento, sua localização, período de ocorrência e, se possível, o volume estimado de água desperdiçada;
5. Laudo ou relatório técnico de vistoria/caça-vazamentos, comprovando a verificação das áreas comuns, prumadas e demais instalações sob responsabilidade do condomínio;
6. Informação sobre eventual contestação administrativa das faturas atí[Editado pelo Reclame Aqui] junto à COPASA, especialmente a fatura referente a junho/2026, bem como o resultado dessa contestação, caso já realizada;
7. *O critério atualmente utilizado para o rateio da água entre as unidades, esclarecendo se existe medição individual, rateio igualitário ou outro método;*
8. *A forma como é contabilizado o consumo das unidades destinadas à hospedagem e qual é a participação desse consumo no valor atualmente rateado entre os moradores;*
9. O esclarecimento se os R$ 189,25 representam uma cobrança extraordinária, temporária ou se passarão a constituir o novo valor mensal recorrente;
10. A justificativa técnica e financeira para a adoção desse novo valor;
11. Caso o aumento esteja relacionado a vazamentos, perdas, consumo extraordinário ou problemas estruturais/administrativos, que seja esclarecido por qual motivo esses custos estão sendo repassados aos moradores como parte da cobrança mensal regular;
12. A apresentação de eventual documentação que demonstre que o consumo extraordinário foi devidamente investigado e que não existem problemas de medição, vazamentos ou outras irregularidades que possam estar provocando o aumento.
*Além dos esclarecimentos e documentos acima, solicito a suspensão da cobrança do novo valor de R$ 189,25 até que a origem desse aumento seja devidamente esclarecida e comprovada, mantendo-se, até então, uma cobrança compatível com o consumo regular e com critérios de rateio devidamente justificados.*
*Ressalto que esta manifestação não representa uma recusa ao pagamento do consumo de água efetivamente devido, mas sim uma contestação formal quanto à forma, ao valor e à justificativa do novo repasse, especialmente diante de um aumento de aproximadamente 381% e dos indícios de consumo extraordinário apresentados pela própria administração.*
Não considero razoável que eventuais desperdícios decorrentes de vazamentos, problemas estruturais, consumo de áreas comuns, falhas de medição ou outras situações que não correspondam ao consumo regular das unidades sejam simplesmente transferidos aos moradores sem investigação, transparência e comprovação.
Diante do impacto financeiro causado pela alteração, solicito que a administração reavalie a cobrança e apresente formalmente os documentos, cálculos e justificativas pertinentes antes da implementação definitiva do novo valor.
Aguardo um posicionamento formal, transparente e célere, bem como a documentação solicitada, para que os moradores possam compreender adequadamente a origem dessa cobrança e avaliar a sua regularidade e proporcionalidade.
*Também quero ressaltar que diversas vezes ficamos sem água no prédio por problemas estruturais, e que pagamos um condomínio extremamente alto que já inclui diversas despesas, como água e luz, que deveria ser apenas o condomínio e não esse repasse de água e luz para todos os moradores dessa forma.*
A gente paga aluguel caro de um quarto, água da lavanderia, lavanderia à parte, água da cozinha, dos vazamentos, das faxinas, dos banheiros comuns, tudo, tudo. E certos valores já estão embutidos no condomínio e aluguel, que é caríssimo. Então não justifica o aumento.
Fora outras questões. As roupas de cama e toalhas direto estão sujas por causa da lavanderia, falta água direto, e outros problemas. Não justifica o preço que pagamos. Sem contar que certos custos têm que ser retirados do condomínio e aluguel, e não repassados para os moradores. E pagamos pelos hóspedes? Essea valores têm que ser diferenciados para hóspedes e moradores.