Não respondida

Hospital Naval Marcílio Dias - desrespeito, imperícia e falta de humanidade com o paciente

Marinha do Brasil

cidade: Rio de Janeiro

O que aconteceu

Começo este relato na esperança de que certas coisas não aconteçam mais com ninguém. Que ninguém mais passe por isso neste hospital que muitos acreditam ser um bom hospital. Que alguns médicos sejam mais humanos, profissionais e responsáveis com a vida humana. Vidas que são muito importantes para os familiares. Vidas que fazem parte das nossas vidas e em grande parte são também a própria vida de outras pessoas. Que os médicos se sintam médicos e principalmente humanos e não autoridades que não podem ser questionadas e solicitadas devido a suas patentes.

Meu pai Suboficial da reserva, deu entrada neste hospital em junho, após ter ido a alguns médicos particulares e um deles ter solicitado uma punção com agulha no pulmão para investigar uma massa que ele tinha no lobo médio do pulmão direito. Meu pai nunca sentiu nada importante relacionado a saúde, esse achado foi ocasional em um RX após um pequeno episódio de tosse que ele teve. Meu pai nunca fumou na vida dele e por isso procurou um pneumologista e este indicou uma cirurgiã torácica ( Doutora do INCA ) que receitou uma punção com agulha para biopsia da massa. Meu pai, que sempre confiou neste hospital Marcílio Dias preferiu dar prosseguimento e pedir opinião a um médico deste hospital Marcílio Dias. Ao chegar neste hospital o médico que o atendeu disse que não deveria ser feita a punção pois este procedimento podia ter riscos de perfuração do pulmão e indicou que a melhor opção seria uma broncoscopia. Mas antes da broncoscopia mandou ele ir falar com uma pneumologista e essa mandou ele fazer uma série de exames: tomografia computadorizada do corpo inteiro com contraste, em que pese ele ter levado uma tomografia com contraste que ele tinha feito uma semana antes na rede particular, RX , exames de sangue, teste do sopro ( função pulmonar ) e etc. Um dos médicos chegou a constatar pelo Rx comparando com outro RX que ele tinha também feito na rede particular, que a massa tinha até diminuído. Todos os exames que ele fez deram bons resultados. Até o marcador tumoral CEA do sangue deu normal. Chegado o dia da broncoscopia, dia 09/07/*******, meu pai faz o exame, na parte da manhã, fica internado de um dia para o outro ( sem nenhuma necessidade ), pois ele estava muito bem após o exame. Ficou internado em um quarto com mais dois pacientes e seus acompanhantes, pacientes com quadros aparentemente muito graves. Esta internação de um dia para o outro só serviu para ele passar fome e frio, pois ele foi de jejum e não deram almoço nem lanche da tarde. Só foi jantar de noite, após eu ter ido lá embaixo reclamar, quase morrendo de fome e de frio, pois o quarto estava muito gelado. Uma verdadeira tortura. Na manhã seguinte, dia 10/07/*******, a médica pneumologista aparece e com ¨ironia¨ diz para mim, que estava junto de meu pai, um senhor já de 78 anos e com boa instrução, na frente de vários enfermeiros e pessoas que estavam no corredor, que meu pai e minha mãe não entendiam nada que ela falava nas consultas e que queria falar comigo, e ainda disse que eu deveria ir nas demais consultas, pois os dois não entendiam nada do que era falado, numa total falta de respeito com meu pai ali presente, que foi um suboficial que trabalhou mais de 30 anos na Marinha e não é nem nunca foi nenhum analfabeto, muito menos minha mãe que sempre o acompanhava e fazia sim perguntas, pois era um direito dela fazer perguntas para saber da saúde do meu pai, ou seja, valendo-se da patente que ela tem e do estado de fragilidade do meu pai, esta médica se achou no direito de fazer tamanha grosseria. Já no quarto essa médica informa que a broncoscopia que ele fez não atingiu a massa e que foi feito apenas um lavado. Ao questionar essa médica como não conseguiram atingir a massa se a tomografia recente mostrava bem a localização da massa e como não poderiam supor que isso aconteceria se já se sabia a localização exata da massa, ela explica que , apesar dele ter vindo com a indicação de punção por agulha, a agulha também, segundo ela, não atingiria a massa. Ou seja, aparentemente parece que já sabiam que essa broncoscopia não atingiria a massa. O pior de tudo isso foi quando perguntei para essa médica se como não atingindo a massa poderíamos saber se aquela massa era um tumor maligno ou benigno. Para o meu espanto e para o espanto do meu pai ( o paciente que já estava atormentado com aquela situação ) , essa médica diz na nossa cara que NÃO EXISTE TUMOR BENIGNO NO PULMÃO. Meu pai e eu ficamos atordoados com aquela situação, pois como ela poderia saber disso se não tinha sido feito nem a biopsia nem tinha ainda o resultado da pesquisa das células do lavado? Além do meu pai nunca ter fumado e todos os outros exames que ele fez terem dado bons resultados? . Essa médica, vendo um pouco a nossa surpresa por esta afirmação que ela tinha dado, ainda fala para o meu pai que se ele quiser continuar os procedimentos com outro médico ou fora do Marcílio Dias que ele poderia ficar à vontade, aparentemente com raiva das perguntas que tínhamos feito. Fomos para casa arrasados, eu e meu pai, além de minha mãe ter ficado arrasada com isso também. Foi um dia terrível. No dia seguinte pedi para o meu pai marcar uma consulta com dois médicos renomados ( cirurgiões torácicos ) da rede particular, uma delas é uma médica do INCA ( Cirurgiã Torácica que tinha indicado a punção no início ) e os dois disseram que o que essa médica do Marcílio Dias tinha falado era uma bobagem sem tamanho, pois não se poderia afirmar , sem biopsia, se um tumor no pulmão é maligno ou benigno, pois muitas vezes o aspecto do tumor parece ser uma coisa mas é outra. E que muitas doenças podem ter aspectos de tumor maligno mas não são. Diante disso, com essas informações, ficamos um pouco mais tranquilos, apesar dessa médica do Marcilio dias ter nos proporcionado momentos terríveis e desumanos naquele dia. Foi um dia verdadeiramente terrível.

Após a broncoscopia, essa mesma médica disse também que a melhor opção seria fazer a cirurgia, retirando a massa e que retirando a massa tudo ficaria bem, pois meu pai e eu perguntamos sobre o prognóstico daquilo. Ela ainda disse que pai poderia viver tranquilamente sem um pulmão, devido ao exame que ele tinha feito no pré-operatório e que muitas pessoas vivem assim. E respondendo a minha pergunta disse que o prognóstico do meu pai era muito bom, pois a função pulmonar dele estava boa e ele nunca foi fumante, em que pese ter falado que NÃO EXISTIA TUMOR BENIGNO NO PULMÃO. Demonstrando um pouco de incoerência no que falava. Fomos para casa aguardando o dia da consulta com o cirurgião torácico do Marcílio Dias, na certeza que já seria marcado a cirurgia da retirada da massa, até porque todo pré-operatório já havia sido feito e nas tomografias ( 3 ) não haviam sido detectados linfonodomegalias no mediastino. A ,massa estava localizada e não havia sinais de possíveis metástases. No entanto, recebemos uma ligação em casa para meu pai comparecer ao Marcílio Dias. Lá, um médico que já havia atendido ele no início, disse que ele teria que se preparar para fazer uma medianoscopia, dizendo que o procedimento era um exame bastante seguro, que era só fazer uma pequena incisão no pescoço e que não haveria motivo de preocupação, o que nos deixou surpresos, pois todos os exames de tomografia que ele tinha feito não detectaram linfonodomegalias no mediastino. Então ficamos pensando para que esse exame. Fomos para casa e meu pai que já estava com todos os exames pré-operatórios prontos para uma cirurgia da retirada da massa, ficou agora com o tormento de ter que fazer uma medianoscopia, que do nada decidiram fazer. No entanto, para o espanto de todos nós, recebemos outra ligação do Marcilio Dias pedindo que meu pai comparecesse no Marcílio Dias, sem dizer o motivo para o tal comparecimento. Ficamos esperando ¨uma semana¨ aflitos para saber do que se tratava. Mais uma tortura. Chegado o dia, um outro médico chamado Doutor que parecia ser o chefe do Setor, informou que eles tinham mudado de ideia e que eles iriam passar uma PET CT e não mais a medianoscopia. E informaram também neste mesmo dia que o resultado do lavado para células malignas deu negativo na broncoscopia. O resultado do lavado tinha sido totalmente bom. Meu pai chegou em casa muito contente, pois eles praticamente falaram neste dia que aquela massa poderia ser até uma cicatriz, uma inflamação e que provavelmente não seria um tumor maligno e talvez nem precisasse fazer cirurgia, mas que a PET CT iria esclarecer melhor o que era aquilo, mas dando a entender que não seria um tumor maligno. Praticamente descartando isso. A partir daí começa um total desrespeito e falta de responsabilidade. Meu pai esperou mais de um mês para que esta PET CT fosse liberada para ser feita em uma clínica particular. Toda vez que meu pai ligava, diziam que haveria uma reunião com um almirante para que esse exame pudesse ser liberado e esta reunião nunca acontecia, sempre era adiada. Até que meu pai foi pessoalmente lá reclamar da demora, pois a espera estava sendo grande demais. Meu pai perguntou até se ele poderia fazer esse exame por conta própria, pagando por conta própria. Lá um médico diz para ele : ¨porque o senhor está tão nervoso? , pois o seu problema ¨não é grave¨ ¨e ainda ameaçou dizendo que se ele ficar muito nervoso iria encaminhar ele para a unidade de saúde mental da marinha. Como meu pai não poderia estar nervoso com uma situação dessa ? como esse médico já poderia afirmar que o problema dele não era grave? Meu pai chegou em casa triste e humilhado com aquela situação e sem nenhuma data para que este exame PET CT fosse autorizado. Meu pai disse para mim que não gostou de ter passado por aquela humilhação. Um verdadeiro desrespeito e falta de responsabilidade por parte da equipe médica, pois se aquela massa tinha alguma probabilidade de ser algo maligno, essa demora estaria prejudicando muito o meu pai. Depois de mais algum tempo, meu pai ligou novamente para o Marcílio Dias e foi informado que o exame tinha sido autorizado ( isso depois de mais de um mês e foi meu pai quem teve que ligar ). Meu pai marcou o exame no laboratório indicado e depois de um tempo fez o exame e aguardou o resultado para ir lá buscar. Ao buscar o exame, percebemos que o resultado não tinha dado normal, apesar de sabermos que esse exame dá muito falso positivo e não entendermos muito bem os termos técnicos. No dia 18/09/******* Fomos ao Marcílio Dias para mostrar o exame. Lá no Marcílio Dias meu pai é atendido por um médico que nunca tinha atendido ele até aquele Momento, . Nesta consulta com este médico meu pai teve que mostrar praticamente tudo que já tinha mostrado, falado tudo que já tinha falado, remédios que já tinha informado. Ou seja, por ser um médico que nunca tinha atendido ele, meu pai teve que relatar tudo novamente, apesar do médico que até aquele momento vinha acompanhando ele estar na sala ao lado, pois meu pai perguntou onde estava o Doutor que o atendia para um militar que se encontrava dentro da sala e este militar falou que ele estava na sala ao lado. Se por acaso este médico estivesse ocupado naquele momento era só informar para o meu pai e pedir para o meu pai aguardar mais um pouco. Durante a consulta com este Doutor que nunca tinha atendido ele, realizada numa sala onde não se tinha nenhuma privacidade, pois tinha outras pessoas dentro da sala falando assuntos completamente diferentes, no momento da consulta, do que estava sendo falado ali entre o médico e meu pai, esse médico depois de ter analisado a PET-CT , saiu da sala para ir na sala ao lado, provavelmente para consultar o Doutor que sempre atendia ele sobre o procedimento a ser feito. Ao voltar esse médico que nunca tinha atendido ele, informa ao meu pai que ele teria que fazer a medianoscopia. Meu pai, parece que por pressentimento tinha muito medo de fazer este exame, mais medo do que fazer a própria cirurgia do pulmão. Vendo o receio do meu pai, este médico diz para o meu pai: ¨por que o senhor está com medo? O senhor prefere uma incisão grande para retirar o pulmão ou a massa do que uma pequena incisão no pescoço?¨ E ainda fala que somente em raríssimas vezes acontece algum problema neste exame e que eles fazem este exame diversas vezes por dia ali. Dando a entender que seria uma bobagem se preocupar com esse exame. Após algumas perguntas feitas por mim, por meu pai e até por minha mãe e o médico dizendo que não haveria razão para ter medo desse exame, inclusive dizendo que dependendo desse exame talvez nem fosse necessária a cirurgia do pulmão, assinamos um termo de consentimento para a realização desse exame, um termo que é dado até quando se faz uma endoscopia digestiva. Um termo que no meu entender deveria primeiramente ser lido pelo médico em voz alta e depois pelo paciente que já se encontra em aflição e ansiedade com aquilo tudo.

Fomos para casa tranquilos, pois o médico até citou um caso em que todos os médicos achavam que um paciente estava com câncer pelos exames e que depois da cirurgia foram ver que era fungo e por isso esse exame medianoscopia era importante. Esse médico que nunca tinha atendido ele , disse que este termo assinado era apenas para que se algo acontecesse de ter que fazer outra incisão para que o paciente não ficasse chateado com eles quando acordasse, mas que isso era muito raro de acontecer e que não haveria razão para se preocupar. Isso tudo falado por um médico que até aquele momento não tinha acompanhado o caso do meu pai. Marcado o dia do exame, fomos eu, minha mãe, minha irmã levar meu pai no domingo, dia 23/09/*******, para que ele pudesse fazer o exame na segunda, dia 24/09/*******. Neste mesmo dia mandaram ele fazer outro RX, em que pese os inúmeros RX. Tomografias, broncoscopia e pet ct que ele já tinha feito e levado. Ele neste dia preferiu ficar sozinho, pois neste dia ( 23/09 ) não haveria nenhum procedimento mais relevante para ser feito, Ficou num quarto onde não tinha mais nenhum outro paciente, mas que não havia televisão e nem água quente no chuveiro. Meu pai teve que tomar banho gelado, antes de fazer o exame, no dia do exame. No entanto, televisão e água quente era o que menos importava para o meu pai, pois meu pai estava muito ansioso para fazer esse exame e bem tranquilo, pois todos os exames pré-operatórios, além de pressão, glicose e etcc estarem todos bons. Inclusive tranquilo também por ter sido informado pelo médico que esse exame era sempre feito ali e que só em raríssimas ocasiões ocorria alguma coisa, mas mesmo assim era controlável, caso ocorresse alguma intercorrência. Chegado o dia do exame meu pai é chamado no quarto para descer e desceu na maca, isso por volta das 09:00 da manhã. Estavam lá eu e minha mãe bem tranquilos também, pois se tratava apenas de um EXAME que nos tinham informado que era feito constantemente ali no HNMD. Passaram-se as duas horas previstas, depois mais uma hora e já começamos a nos preocupar, pois como um exame que duraria duas horas estava demorando quase já quatro horas. Várias vezes perguntávamos para as enfermeiras e enfermeiros se estava acontecendo alguma coisa, e eles só respondiam que meu pai estava em procedimento. Nesta sala de espera muitas pessoas também estavam aflitas pois alguns enfermeiros não gostavam de dar resposta ou simplesmente não iam atender ao nosso chamado ao toque da campainha. Já era quase 18 horas quando fecharam a sala onde as pessoas ficavam esperando informações sobre os pacientes. Quem estava ali ficou totalmente sem ter com quem pedir informação. Um total desespero. No entanto, antes de fechar a sala imploramos para que uma enfermeira desse alguma informação, e a mesma , apenas neste momento, disse que houve uma intercorrência mas que não podia falar mais nada. Minha mãe com 76 anos de idade teve que ficar em pé, do lado de fora da sala e totalmente desesperada. Por volta das 19 horas sai uma maca cercada de várias pessoas empurrando com rapidez para a sala da UTI. Em um primeiro momento não conseguimos nem reconhecer que era meu pai, pois como uma pessoa que entra para fazer um EXAME pode sair daquele jeito às pressas para a sala de UTI. Pensamos, não pode ser ele, até que alguém diz que é o meu pai que estava ali naquela maca. Durante o percurso até a sala de UTI um médico disse que depois ia conversar com a gente. A partir de agora, só de escrever, meu coração dói, dói muito, pois jamais imaginaria, nem eu nem minha mãe o que o médico ia falar para a gente. Demorou um pouco até que ele veio falar com a gente junto com outros dois médicos. Ele disse que meu pai durante o procedimento teve uma hemorragia devido a grande quantidade de gânglios naquela região e que existia muita inflamação naquela área e que a hemorragia tinha se deslocado para o pulmão e eles tiveram que remover o pulmão dele para que a hemorragia fosse cessada e que ele tinha perdido muito sangue durante este procedimento e que tinha recebido também transfusão de sangue. Disse também que o peito dele estava aberto com panos para conter a hemorragia e que ele tinha sido colocado em coma induzido. Eu e minha mãe ficamos atônitos, sem reação, pois como uma pessoa que chegou andando ao hospital, brincando no dia anterior, foi fazer um EXAME, que apesar de ser invasivo, não deixa de ser um EXAME, ficou naquele estado beirando a [Editado pelo Reclame Aqui]. Como já foi dito aqui, nos foi informado que este exame era tranquilo e que no Marcílio Dias eles faziam esse exame quase todos os dias. Então como, justo meu pai que até aquele momento só tinha uma pequena massa no pulmão e uma pequena presença de afetação do mediastino pela PET CT que não chegava nem a ser percebida na foto do exame, ficou naquele estado? Como meu pai, que fez este procedimento com um dos médicos mais conhecidos da cirurgia torácica do Marcilio Dias ficou naquele estado? Neste momento muitas dúvidas e questionamentos vem na nossa cabeça, teria o procedimento sido iniciado por outro médico menos experiente que o Doutor Piqueira? Teria havido imperícia por parte de algum médico inexperiente, ou residente, ou mesmo deste experiente Doutor que causasse tamanha ¨DEVASTAÇÃO¨ irreversível no corpo do meu pai por conta de um EXAME ? teria havido algum erro ? Meu pai estava com todos os exames pré-operatórios perfeitos, no dia anterior ao exame fez vários exames no quarto antes desse exame, fez até um RX, não tinha sintoma algum, nunca teve febre durante todo esse tempo, o que é de estranhar pois se ele tivesse com muita inflamação, como foi informado pelo médico naquela região, acredito que o normal seria ele ter pelo menos um pouco de febre, nunca teve mal estar, entrou em excelente estado para fazer este exame, tinha apenas um cansaço maior que foi narrado para o Doutor que nunca tinha atendido ele no dia 18/09 e que não foi dado nenhuma importância. Então como pode ter acontecido isso, como pode ter acontecido tamanha devastação irreversível no corpo do meu pai após um EXAME? . Durante a conversa com este Doutor que o atendia e era experiente, após meu pai já estar na UTI, ele não nos deu nem muita esperança que meu pai passaria daquela noite e ainda disse que estava muito ¨cansado¨ por conta da cirurgia ( que era para ser um Exame ) que ele fez em meu pai, como se a gente, eu e minha mãe de 76 anos tivéssemos interessados no cansaço dele frente ao quadro terrível, devastador e triste que se encontrava meu pai naquele momento dentro de uma UTI em estado gravíssimo, beirando a [Editado pelo Reclame Aqui] após um EXAME. Fomos para casa após ver meu pai totalmente intubado e sem nenhuma reação, após ter feito um EXAME que seria para durar no máximo duas horas. Ficamos devastados naquela noite. No dia seguinte minha mãe liga para o Marcílio Dias e dizem que ele teve uma pequena melhora em seu estado. Minha mãe junto com minha irmã e meus familiares foram ao Marcílio Dias e nesse dia ele até abriu o olho. O Doutor que o operou, informa que meu pai, devido a pequena melhora que teve, teria que fazer a outra cirurgia para fechar o peito imediatamente, caso não houvesse mais sangramento. Ficamos meio surpresos pois ele disse que a cirurgia seria na quarta e ele quis fazer na terça, alegando que era para evitar alguma infecção. Ele já tinha tomado anestesia geral no dia anterior e ia tomar outra logo de manhã do dia seguinte. Essa nova cirurgia era para durar, segundo o médico, umas 02 ou 03 horas no máximo, mas aos poucos foi passando esse tempo e nada novamente de informação. Meus familiares aflitos buscavam a todo custo uma informação sobre meu pai, pois estava já chegando a noite e nada dele sair da sala de cirurgia. Depois de um tempo meu pai sai na maca , sedado e acompanhado pelo médico. Minha mãe pergunta como foi a cirurgia, e estranhamente o médico disse que foi normal e que agora dependia da reação do corpo do meu pai. Como essa cirurgia foi normal se estava prevista para durar no máximo 3 horas e durou quase 7 horas? Alguma coisa não havia sido explicada direito para nós ali ou simplesmente teria sido omitido algo. No entanto, como o médico disse que essa nova cirurgia tinha sido normal, apesar do estado dele ainda ser grave, fomos para casa mais tranquilos, pois parecia que agora tudo ia dar certo, até porque , o próprio Doutor já tinha me dito na noite anterior que para fechar seria bem mais tranquilo. No dia seguinte, minha mãe liga para o Marcílio Dias e para a nossa surpresa disseram que ele havia tido uma piora e que era para a gente ir naquele mesmo momento para o hospital. Chegando lá formos recebidos pelo médico chefe do Setor e na sala tinha mais um senhor que não sabemos quem é. Ao entrarmos nesta sala sabíamos que íamos receber uma notícia ruim, um piora muito grande, ou algo parecido, mas para a nossa imensa surpresa o médico informa que meu pai tinha falecido às 01:30 da manhã daquele dia ( 26/09/******* ). Ficamos sem chão, não esperávamos isso. O médico disse que ele teve uma parada cardíaca e que por conta disso ele faleceu. Sem maiores explicações até porque não tínhamos nem cabeça para perguntar detalhes naquele momento, saímos da sala para ver a declaração de óbito. Ao sair da sala do médico não fomos recebidos nem por uma assistente social nem por um psicólogo, ao menos para dizer alguma palavra confortadora naquele momento. Só no térreo, quando já estávamos aguardando outros familiares meus é que uma pessoa se aproxima e se identifica como assistente social e informa que tentou ligar para a gente, mas não conseguiu, apenas isso. Acabada esta formalidade sem nenhuma serventia, pois para só informar que ligou não precisava nem ter falado com a gente, começa a nossa peregrinação para saber a sala onde conseguiríamos a declaração de óbito, declaração essa que veio com vários erros, até ensino fundamental colocaram na declaração, sendo que meu pai tem ensino superior incompleto. Ou seja, sem ninguém para nos ajudar. Ficamos ali embaixo depois de idas e vindas para corrigir esta declaração, agora para tentar comprar o caixão e enviar o corpo do meu pai para o cemitério onde ele seria enterrado, ficamos ali um tempão, e ainda tivemos que voltar mais tarde para levar uma roupa para que meu pai pudesse ser arrumado. Um verdadeiro sofrimento para um mesmo dia. Quando minha mãe mais tarde foi levar a roupa e reconhecer o corpo do meu pai, a pessoa que estava lá não deixou minha mãe nem tocar no meu pai, o motivo até hoje não sabemos. Meu pai foi levado para o cemitério no dia seguinte e não que precisássemos disso, mas a Marinha, da qual meu pai serviu com tanto amor por mais de 30 anos, não mandou nem uma mensagem por escrito para a família e nem um ramo de flores. Acho que um papel escrito por um chefe do hospital lamentando a [Editado pelo Reclame Aqui] do meu pai e consolando a família não daria nenhum gasto excessivo para a Marinha. Mas porque esperar isso, depois de tudo que meu pai passou neste hospital, após o relato que já fiz.

Perguntas que nunca saberemos se algum dia serão respondidas com sinceridade, ou se algum dia simplesmente serão respondidas ou mesmo lidas:

1ª – Como uma médica pneumologista pode falar para um paciente que estava fazendo uma broncoscopia e não tinha nenhum resultado desse exame até aquele momento, falar na cara do paciente e do filho desse paciente que não existe tumor benigno no pulmão? Será falta de noção, falta de treinamento/conhecimento ou simplesmente falta de humanidade? Ou tudo isso junto?

2 º - Como por conta de burocracia um paciente teve que esperar mais de um mês para que um exame PET CT fosse autorizado ? tendo este paciente a possibilidade de ter um tumor maligno no pulmão que com o passar do tempo poderia aumentar ou se alastrar? Será falta de responsabilidade, organização, ou simplesmente falta de cuidado com a vida dos outros que não são seus familiares e amigos ? Meu pai chegou a dizer que pagaria com o próprio dinheiro este exame, devido a demora, , mas não foi aceita tal proposta, numa total falta de responsabilidade e preocupação com a saúde de meu pai.

3º - Como um médico, só por ser questionado sobre a demora na autorização de um exame, pode afirmar que meu pai não está com nada grave e que se ele não ficasse mais calmo iria encaminhar ele para a unidade de saúde mental da marinha? Será excesso de confiança que meu pai não tinha nada, irresponsabilidade ou simplesmente querer mostrar que sua patente já é necessária para que não seja feita nenhuma pergunta ou questionamento, humilhando a pessoa que já se encontra fragilizada?

4º. – Porque ao levar o exame da PET CT, que demorou mais de um mês para poder fazer, meu pai foi atendido por outro médico, que nunca tinha atendido ele, ao invés do médico que ele sempre estava sendo atendido? Sendo que este médico estava presente na sala ao lado? Será falta de interesse? Pouca importância para uma vida que não faz parte da sua família ou amigos? Meu pai neste dia teve que contar tudo, desde o princípio o que estava acontecendo com ele para um médico que nunca tinha visto. Sendo que este médico foi consultar, na sala ao lado, o médico que meu pai sempre estava indo nas consultas . Irônico se não fosse trágico e irresponsável.

5º - Como pode ser passado para o paciente que este exame ( Medianoscopia ) é um exame tranquilo, e que os riscos são raríssimos, e que mesmo em caso de uma intercorrência eles fariam outros procedimentos para sanar a raríssima hipótese disso acontecer ? , nos incentivando praticamente a assinar um papel autorizando este exame, onde no meu entender deveria até ser o médico que tinha que ler em voz alta este papel e não o paciente que não consegue entender de forma clara o que está escrito ali. No entanto, mesmo após assinarmos esse papel o médico insistiu em dizer que ali no HNMD esse exame é feito todos os dias e que somente em raríssimas ocasiões é que podia acontecer alguma coisa e que nesses casos seria sanável com outros procedimentos. Inclusive disse que dependendo do resultado deste exame talvez nem precisasse fazer a cirurgia, nos incentivando ainda mais para que esse exame fosse permitido. E estando meu pai com todos os exames perfeitos, como pôde acontecer algo tão devastador, tão irreversível, tão drástico durante este EXAME ? como não conseguiram sanar a intercorrência que aconteceu, que exame foi esse que devasta uma pessoa que até 1 minuto antes da entrada da sala onde aconteceu este exame estava em excelente estado?

6º - Como um médico, reconhecido até fora do HNMD pôde deixar meu pai , após um EXAME, chegar ao ponto que chegou de ir para uma UTI em estado gravíssimo e depois ir a óbito? será que este exame foi desde o início realmente feito por este médico até o final do procedimento? Ou algum outro médico menos experiente começou e ele prosseguiu depois que houve algum problema? Estou tentando entender como uma coisa tão devastadora pode ter acontecido em um EXAME que disseram que era tranquilo, feito por um médico experiente, reconhecido e num hospital considerado top no que diz respeito a cirurgias torácicas.

7ª – Quando meu pai teve a parada cardíaca informada pelo médico, que o levou a óbito na madrugada do dia 26/09, após a cirurgia ( a de fechamento do peito dele ) , será que tentaram a todo custo reanimá-lo por diversas vezes e de forma rápida?. Será que tinha gente monitorando a noite inteira as reações de meu pai? Meu pai sempre foi muito forte e apesar de ter perdido muito sangue, se ele conseguiu passar pela primeira noite, onde o médico já estava dando como perdida, como não conseguiu passar pela segunda, quando o peito dele já estava fechado e só dependia da reação do corpo dele? Tentaram fazer tudo para salvar a vida dele? Nunca saberemos.

8ª – Como pode o Marcílio Dias, não enviar nem uma carta de solidariedade para a família ou mandar flores no dia do velório para um militar que serviu por mais de 30 anos na Marinha? Será para não gastar? Não posso crer que um pedaço de papel e uma taxa nos correios seja tão custoso.

9º - Como pode haver tanta burocracia para a liberação do corpo, para a entrega da declaração de óbito num momento tão difícil como esse? Minha mãe ao reconhecer o corpo dele foi impedida de entrar com um parente e foi impedida de tocar no cabelo do meu pai, qual o problema de minha mãe tocar no cabelo de meu pai naquela hora de despedida? Será frieza e falta de sentimento de quem já está acostumado a ver vários mortos todos os dias? Em que pese para a família aquela pessoa naquele momento continuar ser amado pelos familiares.

10º Decidimos pedir cópia do prontuário do meu pai para tentar entender o que meu pai teve. Mais uma vez a tortura, foi feito o pedido do prontuário e mandaram voltar depois de 15 dias para pegar uma guia de pagamento. Depois desses quinze dias voltamos lá e foi feito o pagamento e fomos entregar a guia. Disseram que tinha que esperar mais 15 dias para pegar as cópias. Mesmo após já tendo sido paga a guia, passados os 15 dias minha mãe tenta ligar diversas vezes para aquele Setor e ninguém atende, até que consegue que alguém atenda e é dito para ela que ainda não estava pronto, mesmo passando mais de 10 dias além do prazo dado. Minha mãe continua ligando para saber se o prontuário já poderia ser pego e mais uma vez o telefone toca sem que ninguém atenda, demonstrando mais uma vez, o desrespeito com que esse hospital trata seus pacientes.

Após várias tentativas de ligar para saber se o prontuário estava pronto, e ninguém atender o telefone, minha mãe de 76 anos decide ir pessoalmente neste Hospital para saber se o tal prontuário estava pronto. Lá dizem para ela que o prontuário tinha acabado de subir e que estava pronto. Ou seja, ninguém deste hospital teve a capacidade de atender um telefone para informar que o prontuário estava pronto e muito menos a capacidade de ligar para informar que o mesmo estava pronto.

Ao verificarmos o prontuário constatamos que a massa que meu pai tinha não era neoplasia e os linfonodos existentes não tinham neoplasia. O que meu pai tinha era um PROCESSO INFLAMATÓRIO CRÔNICO GRANULOMATOSO. Ou seja, meu pai não tinha câncer de pulmão. Depois de dezenas de exames, onde alguns deles como o CEA, o LAVADO, o fato de meu pai estar com essa massa a mais de 8 meses sem ter aumentado, e até diminuído, precisou de um EXAME substancialmente fatal para que esses médicos constatarem que meu pai não tinha câncer. Seria realmente necessário todo este sofrimento para descobrirem que meu pai não tinha câncer? MEU PAI [Editado pelo Reclame Aqui] DEVIDO A UM EXAME. MEU PAI NÃO [Editado pelo Reclame Aqui] DA DOENÇA NEM DEVIDO AO TRATAMENTO, MEU PAI [Editado pelo Reclame Aqui] DEVIDO A UM EXAME QUE DOIS MÉDICOS INSISTENTEMENTE QUISERAM FAZER NELE, MESMO SABENDO DOS RISCOS QUE ESTE EXAME PODERIA TER EM UMA PESSOA COM 78 ANOS DE IDADE E DEVIDO AO FATO DESTE EXAME JÁ SER UM EXAME MUITO PERIGOSO.

Nunca desejei mal a ninguém, mas espero que estes médicos saibam que mataram direta e indiretamente meu pai. Indiretamente quando uma Doutora afirma que não existe tumor benigno no pulmão e diz isso diretamente para o paciente, mesmo sem ter uma biópsia ou um teste do lavado da broncoscopia, mataram indiretamente meu pai quando devido à preocupação que meu pai estava devido `à demora em liberarem a PET CT, dizem para ele que se ele não ficasse mais calmo iriam encaminhar ele para uma unidade de saúde mental e que o que ele tinha não era grave. E por fim mataram diretamente meu pai quando passaram insistentemente um exame potencialmente já perigoso para uma pessoa de 78 anos, mesmo com outros exames mostrando que provavelmente o que ele tinha não era câncer. Se guiaram apenas pela PET CT, um exame que dá muitos falsos positivos quando se tem alguma outra doença. Ignoraram o fato do meu pai nunca ter fumado, o fato da CEA ter dado dentro da referência, o lavado dar ausência de células neoplásicas, o fato da massa não ter aumentado de tamanho durante 8 e 10 meses, e principalmente ignoraram o risco de passarem este maldito exame, nos convencendo de que este exame era tranquilo e que eles faziam sempre este exame no HNMD.

ESSE MEU RELATO ESCREVO EM NOME DE TODA A FAMÍLIA DO MEU PAI QUE O AMAVA MUITO E NÃO ENTENDEM COMO UM EXAME PODE MATAR UMA PESSOA DESSA FORMA. ESCREVO TAMBÉM EM NOME DE MUITOS OUTROS PACIENTES QUE TALVEZ JÁ TENHAM PASSADO POR ISSO E QUE NÃO PUDERAM OU NÃO TIVERAM TEMPO OU CHANCE DE RELATAR O QUE OCORRE NESTE HOSPITAL. ESCREVO TAMBÉM NA ESPERANÇA QUE ISSO NÃO OCORRA COM MAIS NINGUÉM E QUE ALGUMA PROVIDÊNCIA SEJA TOMADA PARA QUE ESSES MÉDICOS NÃO COMETAM MAIS ESSAS DECISÕES, NO MÍNIMO PRECIPITADAS E QUE HAJA MAIS RESPEITO PELOS PACIENTES QUE SE ENCONTRAM NESTE HOSPITAL, QUE MEU PAI TANTO CONFIOU E PAGOU COM SUA VIDA POR ESTA CONFIANÇA.

MARCELO BARBOSA REVOREDO

FILHO DO SUBOFICIAL DA ******* MORAES REVOREDO

UMA PESSOA QUE PODERIA HOJE ESTAR VIVA ENTRE NÓS QUE TANTO O AMAVA.