O que aconteceu
Alteração dos prazos informados e desrespeito ao meu afastamento por maternidade
Engravidei durante a pós-graduação, e minha defesa foi inicialmente agendada para a mesma semana em que minha bebê nasceu. Fui informada de que teria 180 dias de afastamento e recebi um e-mail da administração confirmando que a entrega do meu TCC, inicialmente prevista para maio de 2026, seria prorrogada para abril de 2027, com defesa em julho de 2027 e provas finais 3 meses após a entrega.
No entanto, em julho de 2026, a instituição alterou o cronograma: a entrega do TCC passou para outubro de 2026, as provas finais para novembro de 2026 e a defesa para fevereiro de 2027. Isso representou uma antecipação de seis meses na entrega do trabalho em relação à data confirmada por escrito.
Essa mudança me obrigou a desenvolver o TCC durante o período de afastamento por maternidade, em um momento que já exigia muito de mim física e emocionalmente, levando-me à exaustão.
Além disso, o intervalo entre a entrega do TCC e as provas finais foi reduzido para apenas um mês. A documentação e um vídeo da própria instituição indicavam um intervalo de dois a três meses, e o cronograma anteriormente informado previa três meses. Foi com base nessas informações que organizei meus estudos e minha rotina.
Ao questionar a alteração, a instituição alegou que a prorrogação seria de apenas 180 dias. Essa justificativa, porém, não esclarece por que a administração havia confirmado a entrega para abril de 2027 e depois antecipado esse prazo para outubro de 2026. Também questiono o sentido de um afastamento por maternidade que, na prática, exige que eu continue realizando atividades acadêmicas durante esse período.
Organizei minha rotina e os cuidados com minha bebê com base nas informações que recebi. As mudanças comprometeram meu planejamento e transformaram um período de recuperação e dedicação à maternidade em uma experiência de sobrecarga e muito sofrimento.
A postura da instituição ao longo de todo o processo tem sido de muita intolerância e, em alguns momentos, de grosseria. Embora o erro tenha partido exclusivamente da instituição, não houve sequer um pedido de desculpas ou uma retratação. As mudanças foram simplesmente impostas, sem diálogo ou consideração pelos impactos na minha rotina e no meu período de maternidade.
Solicito que a instituição esclareça as divergências entre as orientações fornecidas e as decisões tomadas, reconheça os impactos dessas mudanças e apresente uma solução que respeite as condições comunicadas por escrito.