O que aconteceu
Empresa: Movida Locação de Veículos
Ocorrido:
Há cerca de um mês e meio, aluguei um veículo diário na Movida para uma viagem a Caraguá. Paguei uma caução de duzentos reais, com a informação de que seria devolvida na entrega, descontados eventuais danos. Ao devolver, o atendente informou cobrança de setenta e dois reais pela lavagem. Autorizei o desconto e fui informada de que o restante, cerca de cento e vinte e oito reais, voltaria ao meu cartão. Até hoje não foi devolvido. Quando questionei na loja, me disseram que o valor ficou "preso na bandeira do banco" e que eu deveria ter pedido o estorno direto na loja na hora informação que nunca me deram.
Dias depois, aluguei um HB20S no contrato semanal de oitocentos e oitenta e seis reais, para uso em aplicativo. A atendente informou que a caução era de duzentos reais e que, se eu devolvesse antes dos trinta e cinco dias de franquia, perderia apenas esse valor. Duas semanas atrás, ao querer devolver o veículo, outro atendente disse que além do caução eu pagaria trinta e cinco reais por dia até o fim do contrato. Questionei a contradição. A justificativa foi que as vendedoras eram novas e "tinham esquecido de avisar". Informação contratual relevante não pode ser omitida na venda.
Em outubro, o pagamento semanal referente ao período de dezenove a vinte e seis deveria ter sido debitado do meu cartão virtual PicPay. Na segunda-feira, vinte e seis, ao resolver outro problema bancário uma cobrança internacional suspeita em Londres que levou o PicPay a cancelar meu cartão virtual descobri que o débito não havia ocorrido. Só então entendi que a parcela anterior também não tinha sido quitada. Não foi falta de intenção de pagamento.
A partir daí, passei vários dias sem qualquer notificação da Movida: nenhum telefonema, nenhum e-mail, nenhum aviso de que o atraso geraria recolhimento. A única mensagem foi por WhatsApp, na quinta-feira, dia vinte e oito, pedindo pagamento em vinte e quatro horas, sem mencionar consequências. Respondi perguntando se podia ir à loja no dia seguinte para pagar pessoalmente, e a atendente disse "sem problema nenhum".
Na manhã de sexta-feira, dia vinte e nove, enviei nova mensagem no WhatsApp informando que não estava me sentindo bem e pedindo uma chave PIX para fazer o pagamento o quanto antes, pois estava preocupado em resolver. A Movida não respondeu. Ou seja: eu buscava ativamente quitar a dívida, e eles não tiveram sequer a consideração de responder.
Na sexta-feira, dia vinte e nove, fui à loja do Aquarius, em São José dos Campos, com meu cartão de crédito na mão, pronto para quitar as duas semanas de uma vez só. No momento em que estava tirando o cartão da carteira, um funcionário do recolhimento entrou correndo pelo salão e me chamou pelo nome em voz alta, diante de todos os clientes: "Marcelo, você é o Marcelo?" Ao confirmar, ele anunciou que ia recolher o carro por quebra de contrato e admitiu ter me seguido pelo GPS pela cidade até a loja.
Perguntei por que não me avisaram por WhatsApp ou telefone antes, já que tinham meu contato. Ele não soube responder. Insisti que não há essa previsão no contrato e que ninguém me notificou. Ele repetiu que "já foi feito" e ameaçou guinchar o veículo cobrando taxa se eu não entregasse na hora mesmo o carro estando parado em frente à loja.
No momento da devolução, o funcionário marcou no documento que o tanque estava com cerca de um quarto do volume e alegou que cobraria o combustível faltante. Reclamei que não tive oportunidade de abastecer, já que o recolhimento aconteceu na frente da loja e eu não podia sair com o veículo. A cobrança de combustível em recolhimento surpresa, sem chance de completar o tanque, é abusiva.
O checklist de devolução, assinado por mim e pelo vistoriador Gabriel Morricone, com contrato número *****, placa UBS *****, devolução em trinta de outubro às vinte horas e cinco, quilometragem quinze mil oitocentos e oitenta e sete, apresenta a coluna "Não OK" completamente vazia nenhum item foi registrado como danificado. O funcionário confirmou verbalmente na hora que não havia danos. O único registro é o nível de combustível no desenho do veículo.
A Movida alega ter enviado notificação por e-mail sobre o vencimento do contrato número ***** no dia vinte e seis. Pesquisei minha caixa de entrada e não encontrei nenhum e-mail da Movida nem sobre o vencimento, nem o contrato de locação que eles disseram ter enviado, nem qualquer comunicação ao longo de quase dois meses. A única mensagem que recebi foi o WhatsApp de quinta-feira, dia vinte e oito.
Entreguei o veículo sob protesto, com chaves e documentos, e solicitei as fotos do estado do carro, que o funcionário enviou depois por WhatsApp.
O que peço:
Explicação formal por escrito sobre a ausência de notificação prévia antes do recolhimento, com comprovante do e-mail que alegam ter enviado.
Devolução imediata do restante do caução do contrato anterior, retido há mais de um mês e meio.
Revisão da cobrança de trinta e cinco reais por dia, não informada na contratação.
Cancelamento da cobrança de combustível, já que não houve oportunidade de abastecer.
Reembolso ou cancelamento de qualquer taxa de guincho ou penalidade.
Posicionamento sobre o uso de rastreamento GPS para localizar cliente em via pública sem aviso.
Contato para resolver as pendências de forma amigável.
Guardo toda a conversa no WhatsApp como prova.