O que aconteceu
RECLAMAÇÃO / DENÚNCIA PIONNIER HOME CARE
ASSUNTO: Suspensão de Home Care e retirada de equipamentos de paciente idosa, acamada e clinicamente vulnerável, sem comunicação à família
Venho registrar uma grave reclamação e denúncia contra a PIONNIER - ATENÇÃO DOMICILIAR, empresa que presta atendimento domiciliar terceirizado para a Unimed Nova Iguaçu, em razão da forma como vem sendo conduzida a assistência da minha mãe, *****, 84 anos, paciente idosa, acamada, com aproximadamente 150 kg e totalmente dependente de terceiros para seus cuidados.
Esta é a segunda vez que a Pionnier tenta dar alta da minha mãe do Home Care, sem que eu, filha e responsável pelo acompanhamento da paciente, seja previamente comunicada.
A empresa possui meu telefone, WhatsApp e e-mail. A Unimed também possui esses contatos e já entrou em contato comigo anteriormente. Portanto, não existe justificativa para simplesmente suspender a assistência sem sequer procurar a família.
O que torna a situação ainda mais grave é que minha mãe acabou de sair de uma internação hospitalar, permanecendo com quadro clínico delicado, inclusive com problemas cardíacos, episódios de baixa saturação, falta de ar e dificuldade respiratória.
Mesmo diante dessa situação, a Pionnier simplesmente determinou a retirada da cama hospitalar e da cadeira de rodas, além da suspensão de atendimentos de fisioterapia e fonoaudiologia, sem que eu tivesse recebido qualquer comunicação prévia e, principalmente, sem que me fosse apresentada uma nova avaliação médica individualizada da minha mãe realizada após essa recente internação.
Eu sequer descobri a decisão pela própria Pionnier ou pela Unimed.
Fui informada pela empresa responsável pelos equipamentos, que entrou em contato comigo pelo WhatsApp comunicando que havia sido solicitada a retirada da cama hospitalar e da cadeira da minha mãe.
Isso é inadmissível.
Estamos falando de uma mulher de 84 anos, acamada, obesa, dependente de cuidados, recém-saída de internação e com quadro cardíaco e respiratório delicado. A retirada de equipamentos indispensáveis e a interrupção de terapias não podem ser tratadas como uma simples questão administrativa.
O mais grave é que isso já aconteceu anteriormente.
Na primeira tentativa de alta, houve contato de um médico do Home Care da própria Unimed, que conversou comigo sobre o estado clínico da minha mãe e, após essa avaliação, foram mantidos:
- fisioterapia 2 vezes por semana;
- fonoaudiologia 2 vezes por semana;
- cama hospitalar;
- cadeira de rodas;
- aspirador;
- nebulizador;
- oxímetro.
Portanto, existe inclusive um histórico recente de avaliação assistencial que reconheceu a necessidade desses cuidados.
Agora, depois de uma nova internação, em um momento em que minha mãe está ainda mais vulnerável, a empresa novamente promove uma alta, mas não procura a família, não explica a decisão e não apresenta uma nova avaliação médica que justifique a mudança do cuidado anteriormente estabelecido.
Pergunto:
Quem avaliou minha mãe?
Qual médico determinou a alta?
Quando essa avaliação foi realizada?
Onde está o relatório médico que fundamenta a decisão?
Quem autorizou a retirada da cama hospitalar e da cadeira?
Por que a família não foi comunicada?
Por que uma empresa terceirizada precisou avisar a família sobre a retirada dos equipamentos que são utilizados por uma paciente de 84 anos?
Não se trata de uma discussão meramente administrativa.
É a vida e a segurança de uma pessoa idosa e extremamente vulnerável que estão em questão.
A terceirização do serviço não pode significar que a família fique sem informação e tenha que descobrir, por terceiros, que o atendimento da paciente está sendo suspenso e que equipamentos essenciais estão sendo retirados.
Diante da gravidade dos fatos, EXIJO:
1. A imediata informação sobre quem determinou a alta da paciente;
2. A identificação do médico responsável pela decisão;
3. O fornecimento do relatório e da justificativa clínica que fundamentaram a alta;
4. A informação sobre a avaliação realizada após a recente internação;
5. A explicação formal sobre a suspensão da fisioterapia e da fonoaudiologia;
6. A explicação sobre quem determinou a retirada da cama hospitalar e da cadeira;
7. A manutenção dos equipamentos e da assistência até que seja realizada nova avaliação médica individualizada e devidamente documentada, considerando o atual quadro clínico da paciente;
8. A preservação de todos os registros, prontuários, relatórios, protocolos, comunicações e ordens de suspensão ou retirada dos equipamentos.
Não aceitarei que uma paciente de 84 anos, acamada, com aproximadamente 150 kg, recém-saída de internação e apresentando quadro cardíaco e respiratório delicado seja tratada como um simples procedimento administrativo de alta.
Informo que o caso esta sendo encaminhado aos órgãos competentes, no formato de denuncia ao Ministério público, Defensoria Pública e autoridade policial, para apuração de eventual negligência, falha na prestação da assistência, risco à integridade da paciente e outras responsabilidades que possam ser identificadas.
Minha mãe não pode ser colocada em risco por uma decisão administrativa tomada sem transparência e sem que a família sequer seja informada.
*****
Filha e responsável pelo acompanhamento de *****.