Demora na transferência de paciente idosa para tomografia em hospital com equipamento inoperante

Não respondida
São Paulo - SP
28/08/2026 às 19:50
ID: 257669205
Hoje, 28/08/2026, dei entrada no Pronto-Socorro Madrid acompanhando minha mãe, *****, paciente idosa, após ela apresentar um pico hipertensivo de aproximadamente 220 x 110 mmHg, aferido em casa logo após sofrer uma queda da própria altura.
Chegamos à unidade por volta das 14h43 e, após avaliação médica, fomos informadas da necessidade de realização de tomografia computadorizada de crânio, diante da suspeita de AVC hemorrágico e/ou traumatismo cranioencefálico (TCE).
Entretanto, fomos informadas de que o tomógrafo da própria unidade encontra-se inoperante, sendo necessária a remoção da paciente para outra unidade para realização do exame.
O problema é que, neste momento, são 19h49 ou seja, estamos aguardando há 5 horas desde a chegada ao pronto-socorro, sem que a transferência tenha ocorrido e, principalmente, sem qualquer previsão concreta de horário para a remoção.
Busquei informações diversas vezes junto à equipe, mas não obtive uma resposta objetiva sobre quando a ambulância chegará ou quanto tempo ainda precisaremos aguardar.
Diante da demora e da preocupação com o estado de saúde da minha mãe, questionei se poderia realizar a transferência por meios próprios. Fui informada de que, nesse caso, seria necessário assinar um termo de responsabilidade o que me dispus imediatamente a fazer. Porém, também fui informada de que, ao chegarmos à outra unidade, minha mãe teria que aguardar o atendimento conforme a ordem de chegada, sem qualquer prioridade, mesmo estando sendo encaminhada para realização de um exame solicitado pela própria equipe médica diante da suspeita de uma condição potencialmente grave.
Ou seja: estamos aguardando horas para uma transferência que não possui previsão e, caso tentemos agilizar o deslocamento por meios próprios, seríamos encaminhadas para outra unidade para aguardar novamente, sem garantia de prioridade.
Considero essa situação extremamente preocupante e incompatível com o atendimento que se espera de um serviço de saúde, especialmente tratando-se de uma paciente idosa, após queda, com pico hipertensivo importante e indicação médica de tomografia de crânio por suspeita de AVC hemorrágico e/ou TCE.
O que mais causa indignação é a falta de comunicação e de uma previsão concreta, enquanto o tempo passa e permanecemos dentro da unidade aguardando uma transferência necessária para a realização de um exame que o próprio hospital não consegue oferecer no momento.
Trata-se de um convênio de custo elevado, pelo qual esperamos, no mínimo, segurança, agilidade, assistência adequada e comunicação transparente em uma situação potencialmente grave.
Solicito esclarecimentos formais sobre:
Qual o motivo da demora para realização da transferência;
Qual é a previsão efetiva para a remoção da paciente;
Quais medidas estão sendo adotadas diante da suspeita de AVC hemorrágico/TCE;
Por que não é permitida a transferência por meios próprios, mesmo mediante assinatura de termo de responsabilidade;
Caso a família realize o deslocamento por conta própria, por que a paciente não poderia ser devidamente identificada como caso de transferência para realização de exame solicitado pela equipe médica, evitando uma nova espera sem prioridade;
Quais providências serão tomadas para que situações semelhantes não voltem a ocorrer.
A situação exige uma resposta urgente e, principalmente, uma solução imediata. O tempo é um fator fundamental diante de uma possível condição neurológica aguda, e não considero aceitável que uma paciente idosa permaneça por horas aguardando uma transferência sem qualquer previsão concreta ou informação adequada à família.