Não resolvido

Não recebi a devolução dos R$ 17 mil demora e descaso

R Soares Assessoria

cidade: Rio de Janeiro

O que aconteceu

Devolução de R$ 17 mil sem data definida e termo de rescisão com renúncia ampla de direitos

Em julho de 2026, iniciamos o processo de financiamento para aquisição de um imóvel intermediado pela R. Soares Soluções Imobiliárias.

Antes de contratar um empréstimo para completar a entrada, explicamos nossa situação à imobiliária e perguntamos se isso poderia prejudicar a aprovação do financiamento. Fomos orientados de que, estando com a aprovação em mãos, poderíamos contratar o empréstimo sem perder a aprovação.

A análise inicial foi realizada somente com o meu CPF. Também perguntamos expressamente se seria possível utilizar o FGTS do meu esposo mesmo sem a inclusão dele no financiamento. Recebemos a confirmação de que não haveria problema e seguimos a negociação com base nessa orientação.

Em 02/07/2026, depositamos R$ 17.000 diretamente na conta bancária da imobiliária, a título de sinal e princípio de pagamento. Posteriormente, em 16/07, também pagamos a taxa de avaliação do imóvel pela engenharia da Caixa.

A simulação apresentada inicialmente indicava uma prestação de aproximadamente R$ 1.300. Depois de semanas de demora, fomos informados de que seria obrigatória a inclusão do CPF do meu esposo. Com isso, as condições mudaram e a nova prestação apresentada passou para aproximadamente R$ 2.100, além da alteração do percentual exigido para a entrada.

Essas condições eram muito diferentes daquelas apresentadas quando decidimos prosseguir, apesar de termos perguntado previamente sobre a utilização do FGTS do meu esposo.

Diante disso, solicitamos formalmente a rescisão em 31/08/2026. Na ocasião, fomos informados de que receberíamos um retorno até 07/09, o que não ocorreu. Em 08/09, a própria imobiliária reconheceu por e-mail o pedido de rescisão e informou que encaminharia o termo em até 72 horas. Novamente, o prazo não foi cumprido.

Quando o termo foi finalmente apresentado, encontramos diversos problemas.

O documento prevê a devolução dos R$ 17.000 somente no prazo de até 30 dias após a assinatura de todas as partes. Isso deixa o início da contagem condicionado às assinaturas dos vendedores e da imobiliária, processo que não podemos acompanhar nem controlar. Mesmo tendo solicitado a rescisão em 31/08, continuamos sem uma data objetiva para receber o valor.

O termo também afirma que a engenharia do banco teria avaliado o imóvel por valor inferior ao negociado. Essa informação não corresponde ao que nos foi apresentado. Não houve redução posterior do valor de R$ 230.000 considerado desde o início, motivo pelo qual solicitamos a correção dessa declaração.

O ponto mais grave está no último parágrafo: para formalizar a rescisão e receber a devolução, fomos apresentados a uma cláusula que declara que todas as informações teriam sido devidamente prestadas pela imobiliária e estabelece uma renúncia expressa e irrevogável ao direito de apresentar ações, reclamações ou cobranças judiciais e extrajudiciais contra a empresa, seus representantes e corretores.

Não concordamos em declarar que todas as informações foram corretamente prestadas nem em abrir mão de nossos direitos para receber um valor cuja devolução já foi reconhecida pela própria imobiliária.

Em 18/09, a empresa informou que apresentaria uma resposta sobre a retirada dessa cláusula na segunda-feira, 21/09. O prazo terminou sem qualquer posicionamento.

Até o momento, apesar das sucessivas cobranças, permanecemos sem o termo corrigido, sem uma data objetiva para a devolução e sem a restituição dos R$ 17.000.

Solicitamos:

1. A exclusão integral da cláusula de renúncia de direitos;

2. A definição expressa da data de devolução dos R$ 17.000, sem condicioná-la a um processo de assinaturas que não podemos acompanhar;

3. O registro da responsabilidade da imobiliária pela devolução;

4. A inclusão da data em que a rescisão foi solicitada, em 31/08/2026;

5. A correção das informações do termo que não correspondem ao que efetivamente ocorreu.

Publicamos este relato para buscar uma solução e para alertar outros consumidores sobre a importância de exigir que todas as orientações e condições de financiamento sejam formalizadas por escrito antes de qualquer pagamento.

Todo o histórico aqui relatado está documentado por e-mails, mensagens, comprovantes e pelo próprio termo encaminhado pela imobiliária.

Reclamações parecidas

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Interações da reclamação

  1. R Soares Assessoria respondeu

    23/09/2026 às 21:07

    Recebemos ciência do registro de sua manifestação e lamentamos que a situação tenha permanecido sem o devido retorno.

    Esclarecemos que o instrumento de rescisão já foi elaborado e encaminhado ao seu e-mail. No momento, estamos tratando dos pontos questionados no fluxo da conversa do email. Nosso departamento jurídico está analisando a questão e as tratativas continuarão sendo conduzidas por meio da troca de e-mails já estabelecida, buscando a melhor solução para a demanda.

    Ressaltamos que as condições e os critérios relacionados à rescisão e a efetiva devolução de valores serão observados em conformidade com o Recibo de Sinal e Princípio de Pagamento devidamente assinado pelas partes.

    Permanecemos à disposição para os esclarecimentos necessários.

    Atenciosamente,

    R.SoareS Soluções Imobiliárias

  2. Consumidor respondeu

    24/09/2026 às 13:39

    Recebemos o termo de rescisão somente depois de muita insistência e demora. O documento, porém, continha informações incorretas e vários pontos que precisavam ser revistos. A própria empresa já concordou com a exclusão das cláusulas 6 e 7 e com a inclusão expressa da responsabilidade da imobiliária pela devolução dos R$ 17.000, demonstrando que o termo inicialmente enviado não estava adequado para assinatura.

    Ainda permanece pendente o ponto mais grave: a exigência de que, ao assinarmos a rescisão, declaremos que todas as informações foram corretamente prestadas e renunciemos, de forma expressa e irrevogável, ao direito de apresentar ações, reclamações ou cobranças judiciais e extrajudiciais contra a imobiliária, seus representantes e corretores.

    Em 21/09, recebemos por e-mail a informação de que o jurídico apresentaria uma resposta sobre esse ponto na segunda-feira, 24/09. Hoje é quinta-feira, 24/09, e ainda não recebemos essa resposta nem o termo corrigido. Portanto, informar publicamente que o assunto está em análise não explica o descumprimento do prazo dado pela própria empresa.

    Consideramos essa renúncia abusiva e incompatível com os artigos 422 e 843 do Código Civil e com o artigo 51, incisos I, IV e XVII, do Código de Defesa do Consumidor, que tratam da boa-fé contratual, da interpretação restritiva dos acordos e da nulidade de cláusulas que impliquem renúncia de direitos, imponham desvantagem exagerada ou limitem o acesso ao Poder Judiciário.

    Estamos observando o Recibo de Sinal e Princípio de Pagamento devidamente assinado. O que não aceitamos é que o novo termo de rescisão acrescente obrigações e uma renúncia de direitos que ultrapassam o objeto daquele recibo.

    Também registramos que o recibo foi assinado dentro de um cenário de financiamento que posteriormente foi alterado, apesar dos questionamentos que fizemos previamente. Para concluir a negociação, assinar o recibo e realizar o pagamento, o processo foi rápido e acompanhado de cobranças constantes. Para corrigir o termo e devolver o valor, estamos enfrentando uma morosidade intensa e sucessivos prazos não cumpridos, em desacordo com a transparência e a boa-fé esperadas.

    Seguimos aguardando o termo corrigido, já assinado pelas demais partes, sem renúncia de direitos e com data objetiva para a devolução dos R$ 17.000. Até que isso aconteça, a reclamação permanece sem solução.

  3. Consumidor respondeu

    06/10/2026 às 11:35

    Novamente, a empresa não respondeu efetivamente à nossa reclamação.

    A manifestação publicada em 23/09 limitou-se a informar que o departamento jurídico estaria analisando o caso e que as tratativas continuariam por e-mail. Desde então, continuamos sem uma resposta objetiva, sem o termo corrigido, sem uma data para o pagamento e, principalmente, sem a devolução dos nossos R$ 17.000.

    É indispensável frisar: **esse dinheiro é nosso**. Os R$ 17.000 foram transferidos diretamente para a conta da R. Soares, e a própria imobiliária já reconheceu sua responsabilidade pela devolução. Não estamos pedindo um favor, uma concessão ou um benefício. Estamos exigindo apenas a restituição de um valor que nos pertence e que continua retido pela empresa.

    Também não houve uma simples desistência da compra. Prosseguimos com a negociação porque a empresa afirmou que a operação poderia ser realizada somente com o CPF de Karine, com prestação aproximada de R$ 1.385, e que seria possível utilizar o FGTS de Lucas sem incluí-lo no financiamento. Posteriormente, a própria empresa informou que isso não seria possível e apresentou um cenário substancialmente diferente, com a inclusão de Lucas e uma prestação aproximada de R$ 2.100.

    Portanto, a rescisão foi solicitada porque a empresa não conseguiu cumprir a operação nas condições que havia apresentado e garantido anteriormente.

    Apesar disso, em vez de simplesmente devolver o nosso dinheiro, a empresa continua condicionando o recebimento dos R$ 17.000 à assinatura de um termo que contém informações que contestamos e uma renúncia expressa e irrevogável ao direito de apresentar reclamações, cobranças ou ações contra a imobiliária, seus representantes e corretores.

    Na prática, sentimo-nos coagidos a escolher entre assinar declarações com as quais não concordamos e renunciar aos nossos direitos ou permanecer sem receber um dinheiro que é nosso. Consideramos esse condicionamento abusivo e incompatível com os direitos do consumidor.

    Já encaminhamos uma notificação por e-mail concedendo prazo adicional de 48 horas para a devolução integral do valor. O prazo terminou sem pagamento e sem qualquer resposta da empresa.

    O pedido de rescisão foi formalizado em 31/08/2026. Desde então, enfrentamos sucessivos prazos não cumpridos, morosidade, falta de transparência e desrespeito ao consumidor.

    Exigimos a devolução imediata e integral dos nossos R$ 17.000, sem condicionamento à assinatura de renúncia de direitos ou de declarações que contestamos. Enquanto o valor não for efetivamente devolvido, esta reclamação permanece sem solução, e adotaremos as medidas administrativas e judiciais cabíveis para recuperar o nosso dinheiro e buscar a reparação dos prejuízos causados.

  4. Reclamação encerrada e avaliada pelo consumidor

    Avaliação do consumidor

    Problema foi resolvido?Não
    Voltaria a fazer negócio?Não
    Nota do atendimento0

    Minha experiência foi extremamente negativa. A compra foi iniciada com base em condições informadas pela empresa, que depois alegou não conseguir cumprir. Por isso, solicitamos a rescisão em 31/08/2026.Até hoje, não recebemos os R$ 17.000 transferidos diretamente para a conta da imobiliária. É importante frisar: esse dinheiro é nosso, e a própria empresa reconheceu sua responsabilidade pela devolução.Além da demora e dos sucessivos prazos não cumpridos, tentaram condicionar o recebimento à assinatura de um termo com informações que contestamos e renúncia ampla aos nossos direitos. Mesmo após uma notificação com prazo de 48 horas, não houve pagamento nem resposta objetiva.Sentimo-nos desrespeitados, prejudicados e pressionados a assinar um documento abusivo para recuperar um dinheiro que nos pertence. A reclamação continua sem solução e, diante dessa experiência, não recomendo a empresa.