Fui mal atendido e cobrado indevidamente no Graal da Castelo Branco

Não respondida
Campinas - SP
15/09/2026 às 16:22
ID: 259135547
No dia 14/09/2026, por volta das 16h, eu e meu companheiro paramos para almoçar na unidade do Graal localizada na Rodovia Presidente Castelo Branco, km 30 + 105 m, Barueri/SP. A nota fiscal foi emitida por Rodosnack G G Lanchonete e Restaurante Ltda., CNPJ 09.536.662/0001-55, no valor total de R$ 166,17.
Eu comi no buffet por quilo. A comida estava fria, mas fiz minha refeição normalmente. Meu companheiro escolheu a opção de massa preparada na hora, em que o cliente seleciona os ingredientes e o prato é posteriormente pesado.
Ele esperou bastante até aparecer alguém para atendê-lo. Quando o funcionário chegou, informou, de forma educada, que não sabia preparar aquele tipo de massa e pediu compreensão. Meu companheiro tentou ajudá-lo, explicando inclusive a ordem do preparo.
O problema é que o alho foi colocado primeiro e ficou tempo demais na panela, queimando e deixando todo o prato amargo. Quando meu companheiro pediu cebola, o funcionário informou que não havia cebola própria para aquele preparo e que utilizaria a cebola destinada às pizzas, cortada em grandes rodelas. O resultado foi um prato muito ruim, com forte gosto de alho queimado, que pesou 0,715 kg e custou R$ 96,45, considerando o preço de R$ 134,90/kg.
Mesmo assim, meu companheiro decidiu não reclamar naquele momento. O funcionário havia sido gentil e claramente não tinha recebido treinamento adequado. Não queríamos prejudicar individualmente alguém por uma falha que também é de organização e capacitação da própria empresa.
Depois, para tentar tirar da boca o gosto do alho queimado, fomos comprar uma bebida, um brownie e um café. Foi então que ocorreu a situação mais grave.
O procedimento daquele balcão era diferente dos demais. Meu companheiro ficou alguns instantes escolhendo o que pedir. Não havia fila. Ainda assim, a atendente começou a apressá-lo, dizendo que ele precisava escolher. Quando ele pediu o brownie, ela apontou de maneira ríspida para uma placa, como se ele tivesse obrigação de conhecer previamente o funcionamento daquele setor.
Seguimos a orientação. Depois, ao pedir a bebida, a mesma atendente mandou que ele próprio fosse buscá-la. Como a orientação anterior havia sido outra, ele apenas questionou o procedimento.
A partir daí, o tratamento piorou muito. A atendente passou a ignorar meu companheiro e começou a falar somente comigo, repetindo que eu deveria buscar a bebida. Ele precisou dizer expressamente: Conversa comigo. Por que você está me ignorando?
Eu não respondi por ele, justamente porque não havia qualquer motivo para que um homem adulto, que estava fazendo seu próprio pedido e falando diretamente com a atendente, fosse deliberadamente ignorado enquanto ela se dirigia à pessoa que o acompanhava.
Considero indispensável registrar que eu e meu companheiro somos pessoas negras e a atendente era uma mulher branca. Não fazemos essa observação de forma leviana. O modo como ele foi apressado, tratado com ironia e, depois, deliberadamente ignorado após questionar uma orientação contraditória nos fez perceber uma dimensão racial naquele atendimento que não pode ser reduzida simplesmente a falta de educação.
A situação se agravou quando a atendente passou a conversar e rir de maneira debochada com outra funcionária diante de nós, enquanto o restante do pedido era preparado. Meu companheiro chegou a questionar se ela estava rindo da situação, mas o comportamento de ironia e desdém continuou.
Diante do constrangimento, ele desistiu de pegar a bebida naquele balcão e posteriormente buscou outra solução.
Após terminarmos, procuramos pessoalmente o gerente e relatamos o ocorrido. Ele disse que acreditava saber de qual funcionária estávamos falando, mas preferimos indicar quem era para que não houvesse dúvida. Ele afirmou que tomaria providências.
Ainda houve outro problema no pagamento. Tentamos utilizar vale-alimentação, mas a operação não foi processada mesmo após várias tentativas. A própria atendente do caixa afirmou que o sistema provavelmente estava fora do ar. Tivemos, portanto, de pagar toda a despesa no cartão de crédito.
O valor total da nota foi de R$ 166,17, composto por:
R$ 36,42 referentes à minha refeição;
R$ 96,45 referentes à massa preparada de forma inadequada;
R$ 13,90 do brownie;
R$ 8,90 do café;
R$ 10,50 da bebida.
Não estamos relatando simplesmente uma refeição que não agradou. Houve falha clara na preparação de um produto vendido por valor elevado, ausência de treinamento, problema no meio de pagamento e, sobretudo, um atendimento extremamente constrangedor, cuja dimensão racial solicitamos que seja formalmente apurada pela empresa.
Diante disso, solicito ao Graal:
- a apuração formal do atendimento ocorrido em 14/09/2026, inclusive quanto à possível discriminação racial no tratamento dispensado a mim e ao meu companheiro;
- esclarecimento sobre as providências tomadas após a reclamação que fizemos pessoalmente ao gerente;
- revisão do treinamento das equipes responsáveis tanto pela preparação das massas quanto pelo atendimento ao público;
- esclarecimento sobre a indisponibilidade do pagamento por vale-alimentação;
- o ressarcimento integral dos R$ 166,17 pagos, diante do conjunto de falhas, do produto inadequadamente preparado e do constrangimento sofrido.
Tenho a nota fiscal e comprovante de pagamento e os anexarei à reclamação.
Espero uma resposta institucional compatível com a gravidade do ocorrido, e não apenas um pedido genérico de desculpas.