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Meu Renault Kardian apresentou falha na suspensão com 29.000 km e negaram a garantia

Renault

cidade: Rio de Janeiro

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O que aconteceu

Renault Kardian Premier Edition 2024/2025 Falha prematura na suspensão com apenas 29.000 km e negativa indevida de garantia

Venho manifestar minha profunda insatisfação com a Renault em razão de um problema apresentado no meu veículo Kardian Premier Edition, ano/modelo 2024/2025, atualmente com apenas 29.000 km rodados.

Durante a revisão de 30.000 km, após minha reclamação sobre um barulho no veículo, fui informada pela concessionária de que o batente e o coxim da suspensão estariam danificados, sendo necessária a substituição desses componentes.

O que considero absolutamente inadmissível é que, mesmo com o veículo dentro do período de garantia de fábrica, a Renault/concessionária queira transferir integralmente para mim os custos do reparo, alegando desgaste natural e condições de utilização do automóvel.

Gostaria de esclarecer alguns aspectos importantes sobre a utilização do veículo:

Utilizo o carro diariamente, praticamente sempre sozinho, sem transportar peso adicional ou cargas.

Meu principal trajeto é pela Linha Amarela, via expressa do Rio de Janeiro, cujo percurso habitual apresenta boas condições de pavimentação, sem buracos ou irregularidades significativas que justifiquem danos prematuros à suspensão.

Aos finais de semana, utilizo outro veículo, portanto, o Kardian raramente circula nesses dias.

O automóvel possui somente 29.000 km, uma quilometragem relativamente baixa para apresentar problemas dessa natureza.

Diante dessas circunstâncias, considero extremamente questionável a alegação de que os componentes tenham sido danificados em decorrência das condições normais de utilização do veículo.

Estamos falando de um automóvel praticamente novo, adquirido de uma fabricante reconhecida, que deveria oferecer confiabilidade, qualidade e durabilidade compatíveis com o produto comercializado.

FUNDAMENTAÇÃO NO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR

A postura adotada pela Renault merece ser questionada também sob a perspectiva do Código de Defesa do Consumidor (Lei n 8.078/1990).

O artigo 18 estabelece a responsabilidade dos fornecedores pelos vícios de qualidade que tornem os produtos impróprios ou inadequados ao consumo ou lhes diminuam o valor.

O artigo 24 determina que a garantia legal de adequação do produto independe de termo expresso, sendo vedada sua exoneração pelo fornecedor.

O artigo 6, inciso VI, assegura ao consumidor a efetiva prevenção e reparação de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos e difusos.

Além disso, o artigo 26 estabelece os prazos para reclamação de vícios aparentes e de fácil constatação, bem como a regra de contagem a partir da evidência do vício oculto.

Nesse contexto, não considero aceitável que a fabricante simplesmente atribua a falha ao desgaste natural ou a fatores externos, sem apresentar uma avaliação técnica conclusiva que demonstre efetivamente a causa do problema e eventual responsabilidade do consumidor.

Se a Renault entende que houve mau uso ou desgaste decorrente das condições de utilização, solicito que apresente um laudo técnico detalhado, com os elementos que fundamentam essa conclusão, em vez de simplesmente negar a cobertura da garantia.

Também questiono a durabilidade e a qualidade dos componentes fornecidos para o sistema de suspensão do Kardian. É razoável que batentes e coxins apresentem falhas e precisem ser substituídos com apenas 29.000 km, em condições normais de utilização?

Acredito que estamos diante de uma possível falha prematura de qualidade, fabricação ou fornecimento dos componentes, situação que precisa ser investigada pela montadora, e não simplesmente repassada ao consumidor.

MINHAS SOLICITAÇÕES À RENAULT

Diante do exposto, solicito:

1. O reconhecimento da falha prematura do batente e do coxim da suspensão, considerando a baixa quilometragem do veículo.

2. A substituição integral dos componentes, incluindo peças e mão de obra, sem qualquer custo para mim, mediante cobertura da garantia.

3. A apresentação de um laudo técnico detalhado, caso a fabricante mantenha o entendimento de que o problema não é coberto pela garantia.

4. Um posicionamento oficial da Renault sobre a durabilidade esperada desses componentes e os critérios técnicos utilizados para justificar a negativa de garantia.

Não considero justo nem razoável que o consumidor tenha que arcar com custos de reparação de componentes que apresentam falha prematura em um veículo com apenas 29.000 km, ainda dentro da garantia de fábrica.

A Renault precisa assumir a responsabilidade pela qualidade e confiabilidade dos veículos que comercializa, inclusive pelos componentes fornecidos por terceiros que integram seus produtos.

Não estou solicitando nenhum benefício extraordinário, mas simplesmente o cumprimento das obrigações legais e contratuais da fabricante.

Espero uma solução definitiva, com a substituição dos componentes em garantia, e não uma resposta padronizada transferindo ao consumidor a responsabilidade pelo problema.

Caso não haja uma solução satisfatória, avaliarei o encaminhamento da reclamação aos órgãos de defesa do consumidor, incluindo o PROCON, e a adoção das medidas legais cabíveis.

Aguardo um posicionamento formal e uma solução por parte da Renault.

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