Reclamação Formal sobre problemas de Acessibilidade para Pessoas Autistas no HOT PARK

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Brasília - DF

05/03/2025 às 11:17

ID: 211352975

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Reclamação Formal sobre problemas de Acessibilidade para Pessoas Autistas no HOT PARK

Prezados Responsáveis pelo HOT PARK,

Venho, por meio desta, manifestar minha profunda insatisfação em relação à falta de acessibilidade e inclusão de pessoas autistas nas instalações e atividades do parque. Apesar de o HOT PARK se apresentar como um local de lazer acessível e inclusivo, a realidade enfrentada por aqueles que possuem Transtorno do Espectro Autista (TEA) demonstra o contrário. Infelizmente, a experiência no parque revelou uma série de dificuldades que comprometem o direito dessas pessoas ao entretenimento com dignidade e respeito.

Cumpre considerar inicialmente que a Lei 12.******* de 27/12/******* determinou que a pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA) é considerada pessoa com deficiência para todos os efeitos legais. Vamos começar deixando bem claro que a Lei é federal, portanto, vale em qualquer lugar do Brasil. Consequentemente, isso muda muito como as pessoas com TEA são tratadas. Inclusive, poucos sabem, mas discriminar uma pessoa com autismo é [Editado pelo Reclame Aqui]. As pessoas autistas tem o direito de se divertir e conhecer lugares diferentes. E elas fazem jus ao fast pass, que é um ******* e mais rápido; diminuindo o tempo de espera.

É importante considerar também que segundo o Dicionário do Aurélio: preferência O ato de preferir uma pessoa ou coisa a outra. Manifestação de distinção ou de atenção. Já Prioridade Anterioridade. Preferência conferida a alguém, relativamente ao tempo de realização do seu direito, com preterição do de outros. Essa diferenciação é de extrema importância, pois em muitas filas, o preferencial nem sempre é prioritário, ou melhor, o primeiro a ser atendido como cliente.

Enfim, o atendimento prioritário é necessário para proporcionar mais conforto e comodidade a pessoas/pacientes em situações especiais.

1. Falta de Sinalização e Conscientização

Um dos principais problemas observados foi a total ausência de sinalização informativa sobre a inclusão de autistas nas atrações. Não há placas indicando acessibilidade específica para autistas, seja nas filas, nos brinquedos ou nos informativos do parque.

Ademais, a falta de informação leva à desinformação e, consequentemente, a situações desconfortáveis para os visitantes com TEA e seus familiares. Frequentadores do parque, sem conhecimento adequado sobre a condição, podem agir com impaciência ou preconceito, dificultando ainda mais a experiência dessas pessoas. No último dia 02/03/*******, estive no parque com a minha família e passei por uma situação constrangedora! Um elemento não permitiu que eu subisse diretamente com o meu filho pelo brinquedo "Turbilhonado". Ele falou que eu estava "furando fila" e se pôs à minha frente. Eu não fui para vias de fato com aquele sujeitinho patético e completamente ridículo, porque eu estava diante do meu filho e esposa e precisava ser um exemplo. E ali, não era o local para isto, mas a vontade me ocorreu. Após explicar adequadamente que se tratava de uma criança autista, o elemento/marginal permitiu que eu passasse com a minha família. Ou seja, um evento que deveria ser de diversão/lazer/alegria se torna estressante pela falta de educação das pessoas e, solidariamente, pela falta de informação por parte do Parque.

Para resolver essa questão, sugiro que o parque implemente placas e painéis informativos COM LETRAS GARRAFAIS sobre o direito das pessoas autistas ao acesso prioritário. Isso ajudaria a conscientizar os visitantes e a evitar situações embaraçosas como a que eu vivi. Ao final do expediente, dirigi-me diretamente para falar com uma moça (creio que o nome era Ianara ou Ionara) e ela me disse que já houve outras reclamações e que iria repassar para o supervisor responsável! É preciso AÇÃO!

2. Necessidade de Filas Exclusivas desde a Base das Atrações

Atualmente, o parque não disponibiliza uma fila exclusiva para autistas desde a base das atrações até o seu acesso principal. Tal negligência é uma falha grave, pois ignora as dificuldades de comunicação e socialização, características comuns em pessoas autistas. Não é necessária muita ginástica mental para compreender que a pessoa TEA tem dificuldade de comunicação. Logo, ela não tem que ficar desde a base até o topo do brinquedo ficar pedindo licença para passar. O acesso tem que ser livre e direto para a atração. Ou seja, da base até o topo com uma fila exclusiva, com corda, porque as pessoas não respeitam o espaço. Sentam nas escadas e ficam com raiva quando pedimos para passar.

A ausência de uma fila exclusiva, com fita/corda, faz com que autistas sejam forçados a interagir com estranhos e enfrentar longos períodos de espera, o que pode ser altamente desgastante. Em diversos casos, isso pode resultar em crises de ansiedade e estresse intenso, levando à necessidade de abandonar a atração antes mesmo de acessá-la.

Assim, é imprescindível que o parque crie filas prioritárias para pessoas autistas desde a base de cada brinquedo até o topo, garantindo que seu acesso seja realizado sem percalços. Essa medida, além de ser um ato de respeito, está respaldada na legislação brasileira.

3. Obrigação Legal e Cumprimento da Lei

A inclusão não é um favor ou um ato de caridade; é um direito garantido por lei. O Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei n 13.*******/*******) assegura que pessoas com deficiência, incluindo autistas, tenham o direito de usufruir de espaços de lazer de maneira plena e igualitária. Da mesma forma, a Lei n 12.*******/******* (Lei Berenice Piana) institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, garantindo a elas o direito ao acesso prioritário em serviços públicos e privados.

O não cumprimento dessas leis pode acarretar penalidades legais para o parque, além de prejudicar a reputação da empresa. Sendo assim, é essencial que o HOT PARK adote as medidas necessárias para garantir o atendimento adequado a pessoas autistas, sob pena de a questão ser levada a órgãos competentes.

4. Necessidade de Avisos Sonoros e Visuais

Outro problema observado foi a falta de avisos sonoros e visuais para facilitar a identificação dos direitos das pessoas autistas dentro do parque. Muitos visitantes não sabem que autistas possuem direito a atendimento prioritário e, sem informação adequada, podem reagir negativamente quando percebem alguém "passando na frente" na fila.

Para corrigir isso, sugiro que o parque implemente avisos sonoros informando sobre a inclusão de pessoas autistas e seu direito ao atendimento prioritário. Além disso, placas educativas devem ser instaladas nas filas, nos ingressos e no site oficial do parque, conscientizando os visitantes sobre a importância da acessibilidade. E a informação de que pulseiras de quebra-cabeça ou girassol têm prioridade.

5. Treinamento da Equipe para Atendimento Adequado

A equipe do parque precisa ser treinada para atender adequadamente pessoas autistas. Sobretudo para informar as pessoas que estão nas filas que as pessoas com a pulseira de TEA ou de girassol (doenças ocultas etc) têm prioridade sobre as demais.

Recomendo que o parque promova treinamentos regulares para seus colaboradores, abordando temas como:

Identificação e abordagem respeitosa de pessoas autistas;

Direitos legais das pessoas autistas e suas famílias;

Importância das filas exclusivas e do atendimento prioritário;

Como agir em situações de crises sensoriais.

6. Considerações Finais sobre a pretensa INCLUSÃO do HOT PARK.

O HOT PARK se propõe a ser um espaço de diversão e lazer para todos, mas, sem medidas efetivas de inclusão, ele continua sendo um ambiente excludente para pessoas autistas. As mudanças necessárias não são complexas nem caras, mas exigem vontade e compromisso com a inclusão.

Dessa forma, solicito providências urgentes para que o parque se adeque às normas legais e assegure um atendimento digno a todos os seus visitantes. Caso nenhuma ação seja tomada, buscarei os meios legais necessários para garantir que os direitos das pessoas autistas sejam respeitados. Vocês não sabem a dor intrínseca de um pai querer que seu filho possa desfrutar de brinquedos como todas as pessoas e receber piadas; comentários; risos de zombarias ou marginais querendo bloquear a passagem e impedir uma criança de brincar! Isso machuca na alma!

Aguardo um retorno e um posicionamento sobre as medidas que serão implementadas.

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Consideração final do consumidor

30/04/2025 às 12:32

Infelizmente, eles não dão a mínima para pessoas com transtorno do espectro autista. Se tivessem um pouco de consideração, teriam a dignidade de responder.

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Não resolvido

Voltaria a fazer negócio

Não

Nota do atendimento

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