Viagem para distrair minha avó de ***** anos virou um pesadelo no Hotel Luupi Rio Quente

Em réplica
Belo Horizonte - MG
06/05/2026 às 15:57
ID: 247900553
Estou hospedado no quarto ***** do Hotel Luupi, no Rio Quente Resorts, entre os dias *****, com minha mãe de ***** anos, a família da minha namorada e minha avó de ***** anos, que está fazendo sua primeira viagem conosco. Perdemos o meu avô no ano passado, e essa viagem tinha um significado muito especial para a nossa família. A ideia era tirar minha avó um pouco do luto, dar a ela um momento leve, acolhedor e feliz em um destino que parecia adequado para idosos e famílias. Infelizmente, a realidade que encontramos foi completamente diferente.
Desde o início, ficou claro que o hotel não oferece a acessibilidade e o conforto que um lugar como esse deveria oferecer, especialmente para quem viaja com uma pessoa de ***** anos. O próprio complexo não permite o uso do carro particular, então passamos a depender de ônibus internos para tudo. Para ir à academia, tem que pegar ônibus. Para ir ao Parque das Fontes, tem que pegar ônibus. Para ir ao Hot Park, tem que pegar ônibus. Para jantar, também é preciso pegar ônibus até o Hotel Pousada e depois pegar outro para voltar. Para um hóspede jovem isso já é cansativo; para uma idosa de ***** anos, isso transforma a viagem em um esforço constante, desgastante e injustificável.
A situação foi piorando ao longo dos dias. Descobrimos que as toalhas das piscinas são cobradas, no valor de R$ 20,00 por unidade, e que a retirada de toalha seca não acontece de forma simples nas áreas em que realmente precisamos dela. A toalha seca só pode ser pega na porta do hotel, o que torna tudo ainda mais difícil quando se está circulando pelo complexo com uma idosa. Minha avó acabou ficando com toalha molhada por muito tempo ao longo do dia e gripou. Ver uma senhora de ***** anos adoecer em uma viagem que deveria fazer bem para ela foi devastador para todos nós.
Quando o quadro dela piorou e precisamos procurar atendimento médico, vivemos mais um momento de total abandono. Não havia Uber disponível na região e, ao pedir ajuda ao hotel, a orientação que recebemos foi, basicamente, para nos virarmos. Tivemos que resolver tudo por conta própria. Depois, o hotel providenciou o transporte de volta, mas isso não apaga o fato de que, no momento em que mais precisávamos de apoio, não houve acolhimento, cuidado nem qualquer iniciativa real de assistência.
A volta do médico foi um dos momentos mais tristes de toda a viagem. Chegamos ao Luupi por volta das 15h com minha avó ainda passando mal, fragilizada e precisando comer e se hidratar. Nesse momento, fomos informados de que o hotel estava em troca de turno e que não havia nenhuma comida, refeição ou porção disponível para compra. Ao mesmo tempo, o resort proíbe a entrada de alimentos e bebidas de fora do complexo. Ou seja: não podemos levar nada, não havia nada disponível para comprar naquele momento e ainda cobram até pela água. É muito difícil aceitar que uma idosa de ***** anos doente tenha ficado sem uma solução simples de alimentação em um lugar pelo qual pagamos caro justamente esperando conforto e estrutura.
A parte da alimentação, de forma geral, também foi muito decepcionante. O café da manhã é servido no Luupi, mas o jantar fica longe, no Hotel Pousada, exigindo mais deslocamento de ônibus. O almoço não está incluído, o que acaba empurrando os hóspedes para os bares e pontos de venda internos, com preços muito altos. Além disso, os sucos servidos são artificiais, o que destoa totalmente da expectativa criada em torno de um resort desse porte. Em um dos episódios mais desgastantes, fomos informados de que seria possível trocar o jantar pelo almoço sem custo. Confiamos nessa informação, levamos minha avó até o local e, ao chegar lá, fomos informados de que a troca não era gratuita e custava R$ 55,00 por pessoa. Ou seja, além de todo o desgaste físico para deslocar uma idosa, ainda fomos prejudicados por informação errada dada pela própria equipe.
Esse, aliás, foi outro problema constante da estadia: a desinformação dos funcionários. Em vários momentos, ninguém sabia informar corretamente regras, horários, possibilidades de troca, funcionamento dos serviços ou soluções básicas. A sensação é de total desorganização. Para quem está hospedado e precisa de orientação, isso gera insegurança e desgaste o tempo inteiro.
O quarto ***** também deixou muito a desejar. Encontramos sujeira, falta de papel higiênico e ausência de reposição adequada de itens básicos. Também descobrimos, já durante a hospedagem, que não há serviço de quarto funcionando de forma natural; ele só ocorre mediante solicitação, algo que não foi explicado claramente no momento da contratação. São detalhes que, isoladamente, já seriam ruins, mas somados a todo o resto tornam a experiência ainda mais decepcionante.
Como se tudo isso já não bastasse, enquanto tentávamos lidar com o adoecimento da minha avó e com toda a desorganização do hotel, ainda fomos abordados insistentemente por pessoas tentando vender pacotes, cotas e até seguro de saúde dentro do próprio complexo. É muito difícil aceitar esse tipo de insistência comercial quando a família está claramente vivendo uma situação de fragilidade, preocupação e cansaço.
Outro ponto extremamente revoltante foi a tentativa de cobrança de R$ 4.800,00 por uma única diária extra, da qual precisávamos para dar suporte à minha avó até o horário da nossa saída para Belo Horizonte. Ao mesmo tempo, verificamos que, no próprio site oficial, o valor para o mesmo período era inferior à metade disso. Em um momento de vulnerabilidade, com uma idosa doente e a família já emocionalmente abalada, receber esse tipo de cobrança é algo que causa indignação profunda.
O mais doloroso de tudo é o impacto emocional que essa experiência está deixando na nossa família. Nós ainda estamos no hotel, a viagem nem terminou, e a sensação é de que esse filme de terror continua. O último dia tem sido marcado por tristeza, exaustão e medo pela saúde da minha avó. No fim de tudo, ouvir dela que nunca mais quer viajar com a gente para não passar por isso novamente em um lugar tão caro foi algo muito triste para todos nós. Era uma viagem para acolher, distrair e fazer bem. Virou exatamente o contrário.
Por isso, registro aqui minha profunda insatisfação com o Hotel Luupi e com o Rio Quente Resorts. Não recomendo a experiência para famílias, principalmente para quem viaja com idosos.
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Resposta da empresa
07/05/2026 às 11:10
Prezado,
Agradecemos a oportunidade de prestar os devidos esclarecimentos. Já tomamos ciência da situação e informamos que nossa equipe de Hospitalidade está em contato direto com você, realizando o acolhimento necessário e oferecendo todo o suporte para que sua experiência seja positiva.
Reforçamos nosso compromisso em atender com atenção, respeito e agilidade, buscando sempre solucionar qualquer demanda da melhor forma possível. Seguimos acompanhando seu caso de perto até sua completa resolução.
Conte Comigo!
Sabrina Almeida
Réplica do consumidor
12/05/2026 às 11:15
Depois de tudo o que aconteceu, o hotel entrou em contato conosco, passou a permitir que usássemos o nosso próprio carro para acessar áreas do complexo e ofereceu um almoço e uma diária extra como tentativa de compensação. Mas isso não apaga nada do que passamos. Minha avó já estava doente, fragilizada e emocionalmente abalada, e o desgaste físico e psicológico da viagem já tinha sido causado. Para piorar, durante a ligação que recebi da responsável do CX, ouvi algo ainda mais absurdo: ela me disse que eu deveria ter escolhido outro hotel e que eu deveria saber que aquele hotel não era adequado para a nossa situação. Essa fala é extremamente grave, porque o próprio empreendimento vende uma imagem de conforto, estrutura e acessibilidade, e em nenhum momento ficou claro para nós que aquele hotel não atenderia uma idosa de 90 anos. Eu nunca tinha me hospedado ali antes, então como eu teria que saber disso previamente? No fim, além de todo o sofrimento que já havíamos passado, ainda tentaram transferir para mim a responsabilidade por uma falha que é claramente do próprio hotel. Minha avó continua doente e traumatizada com essa viagem, e nenhum almoço, diária ou liberação tardia do carro apaga o que vivemos.